‘Anarquismo’…’Contracultura’…e o movimento ‘Hippie’

“A Contracultura não carece de justificativa, mas a cultura a exige”… (Carlos Drummond)

Na sociologia, contracultura refere-se a um movimento libertário de contestação – que floresceu na década de 60 … impulsionado por músicos… artistas… e, jovens em geral, contestando os padrões conservadores em seu poder econômico e militar.

Representou um movimento de rebeldia e insatisfação — com caráter pacífico, e teor social, artístico, filosófico e cultural… que rompeu padrões — ao contestar de forma radical o comportamento do “status quo”.

Se posicionando, à época, contra os valores impostos pela indústria e mercado cultural, mudou valores, e comportamentos… — em especial nos jovens…ícones do movimento.

Contra os valores capitalistas impostos pelo ‘conservadorismo’ – propunha-se uma vida livre nos relacionamentos sociais e  sexuais.

Essa inovação de valores se deu, principalmente, pela aproximação das religiões orientais (budismo e hinduísmo)…bem como de novos hábitos; por exemplo, o vegetarianismo, e o uso de drogas psicodélicas.

A geração beat“Porque os únicos que me interessam são os loucos…loucos por viver, loucos por falar… loucos por serem salvos… — que desejam tudo ao mesmo tempo… — e nunca bocejam ou dizem coisas clichês, mas queimam, queimam como fogos de artifício pela noite adentro”… (‘Pé Na Estrada’ – Jack Kerouac)

A ‘contracultura‘ se relaciona com a cultura marginal…alternativa e underground, ao se posicionar contra a cultura capitalista dominante, num grande movimento de contestação de valores, que surge nos anos 50, com a Geração Beat… — tendo origem nos EUA…e se disseminando rapidamente por países da América Latina e Europa.

Com o intuito de alertar para alguns valores disseminados pela indústria e meios de comunicação — esta geração pioneira do movimento da contracultura…eram jovens intelectuais que valorizavam a simplicidade, o amor, e a natureza…como uma forma         de tornar a ‘liberdade’…a sua mais forte característica.

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Com isso, buscava-se a libertação de uma sociedade que, sobretudo com o crescimento dos “meios de comunicação”, se sentia engolida em padrões e valores capitalistas.

Dessa forma… alertava-se que o ‘anticonsumismo’ levaria a uma       ‘libertação do espírito’ – na luta       pela paz…e defesa das minorias.

O SOL é dominante… como uma TOCHA lá no alto.

Os jatos cruzam ao seu lado… E os foguetes saltam feito sapos.
A paz não é mais preciosa. A loucura circula como lírios em volta da lagoa                           Os artistas pintam suas cores… vermelhas, verdes, amarelas!
Os poetas rimam sua solidão. – Os músicos morrem de fome…
Os escritores erram o alvo. Mas não os pelicanos, não as gaivotas.

Os pelicanos mergulham, Sobem arrepiados… quase mortos
Com peixes radioativos em seus bicos. O céu se acende de vermelho.                                     As flores desabrocham como sempre, mas cobertas de uma fina poeira                                   De combustível e cogumelos… – Cogumelos envenenados!

E… em milhões de alcovas, os amantes se entrelaçam…  —  perdidos
E doentes como a paz! Não podemos acordar?…Temos de continuar,                           Amigos…  —  E morrer enquanto dormimos…     (Charles Bukowski) ****************************************************************

http://vivivieficou.blogspot.com.br/2011/07/os-hippies-dos-anos-60.html

O principal símbolo do movimento hippie foi adotado da “Campanha pelo Desarmamento Nuclear”  (Gerald Holtom, 1958)

O movimento hippie

Baseado nesses objetivos, o movimento hippie — teve seu auge na década de 70, questionando as normas impostas… – e propondo mudanças no comportamento, que levassem à liberdade de pensamento e ação (impulsionado por movimentos culturais, artísticos, filosóficos e sociais) ao se engajar politicamente em uma luta de libertação daqueles valores vigentes…  — conservadores e totalitários.

A ideia era que o lema “paz e amor”…ou ainda… “faça amor, não faça a guerra”… refletisse uma ‘vida comunitária de paz’. E ainda, a igualdade e o fim das injustiças eram outros objetivos do movimento. E assim, jovens deixaram o conforto de seus lares para viver em ‘sociedades abertas’ (naturalistas) através de um estilo de vida nômade.

Os hippies defendiam o amor livre e a não-violência. — O lema “Paz e Amor” sintetiza bem sua postura política, constituindo assim um movimento por direitos civis, igualdade e anti-militarismo nos moldes de Gandhi e Martin Luther King … mantendo… — embora não tão organizadamente, uma postura mais anárquica do que anarquista, propriamente dita.

A kombi, desde 1960, se tornou um dos símbolos principais de autonomia da contracultura.

Como grupo…os hippies passam a viver em comunidades coletivistas, ou de uma forma nômade… — produzindo por conta própria, independente dos mercados formais.

Usavam cabelos e barbas mais compridos do que o considerado “elegante” na época. Com suas vestimentas próprias — avessas aos “modismos”…impostos pela indústria cultural — utilizavam calças boca de sino, sandálias…  —  roupas multicoloridas… e desbotadas… onde os cabelos compridos não tinham preferência de sexo.

Muita gente não associada à contracultura considerava os cabelos compridos uma ofensa, em parte pela atitude iconoclasta dos hippies, ou às vezes por acharem “anti-higiênicos”… ou mesmo por considerarem “coisa de mulher“…Foi quando a peça musical ‘Hair‘ saiu do ‘circuito marginal’ para um grande teatro da Broadway…em 1968… que a contracultura começou a se diversificar, saindo dos centros ‘undergrounds’.

Os Hippies continuaram a protestar contra a Guerra do Vietnã, cada vez mais engrossados pela massa dos soldados que voltavam, depois de ter contato com a cultura oriental. Dessa experiência, se inspiraram na religião… e em sua cultura, como modo de vida. (texto base)

marcuse

Eros, Marcuse…e a Civilização

No livro ‘Eros e Civilização, Herbert Marcuse se utiliza de conceitos psicanalíticos para uma melhor compreensão da ‘Repressão Sexual‘… utilizada por nossa sociedade para sua auto-conservação.

Ele nomeia essa sociedade como ‘unidimensional’, ou seja … sem dimensões e/ou diferenciações de valores. Tudo equivale a tudo… todos a todos — como se tudo fosse mercadoria na condição de objetos de consumo.

Também a nomeia sociedadeadministrada – isto é, não há real (pura) liberdade de expressão. Tudo que falamos, fazemos…pensamos… gostamos ou não… é controlado por uma invisível força maior, inatacável.

Marcuse fala também da ‘Super-Repressão‘…como um conjunto de restrições e demandas  que auxiliam a “domesticação do Homem para o convívio em sociedade — indo além das exigências do ‘Princípio de Realidade para o Prazer de Freud, nos quais há simplesmente uma demanda de sobrevivência do indivíduo. Já na ‘Super-Repressão’, a finalidade não é simplesmente a conservação da integridade e existência do indivíduo…mas, da sociedade.

Quando Freud expõe a ‘Contenção ao Princípio de Prazer’, ele explica como… – O Homem vive em constantes angústia e penúria … assim devendo trabalhar para sobreviver a esse desgosto”. Com isso… – não só a Libido é sublimada…e convertida em melhor rendimento, mas também o prazer é protelado, no intuito de suportar eventuais angústias e frustrações.

Contudo, indo mais além, Marcuse aponta que Freud não considerou um aspecto essencial desse contexto: a desigualdade. Ele pontua que se deve considerar que somos indivíduos diferentes… com diferentes necessidades e capacidades… — Além do que… há aqueles cuja penúria e angústia são resolvidas com a ‘condenação permanente’ de outros, de diferentes classes sociais e econômicas.

E a Super-Repressão, além de fragmentar as condições existenciais desses indivíduos, quase que absolutamente, fragmenta também sua sexualidade.

Para que o trabalho seja aceito como valor e virtude, se faz necessária a dessexualização e deserotização do indivíduo – “destruindo” suas múltiplas zonas erógenas, afirmando que qualquer estímulo a elas é imoral, perverso e criminoso…reduzindo a sexualidade à mera cópula com fins reprodutivos.

Porém, a Super-Repressão não visa à dominação por si só, mas sim à funcionalização do Homem – transformando o trabalho, que era virtude, em trabalho alienado, privador de satisfação, prazer, alegria… através de compensações sempre adiadas, nunca alcançadas.

Para que a Super-Repressão ocorra devidamente…é necessário contudo, que ela esteja internalizada; e, para que possa ser internalizada, recorre à divisão do tempo e espaço, limitando-os em suas possibilidades de propiciarem um momento de sexualidade… E, para piorar… essa limitação não ocorre apenas com o sexo – mas também com o lazer.

Essa problemática… com efeito, implica num terrível dilema… o tempo a ser dedicado ao lazer é       o mesmo para a sexualidade.

A solução mais aplicada — para resolver esse dilema… é a fusão       de ambos, no consumo de motel, pornografia, ‘casa de massagem’, numa ilusão de liberdade sexual.

Desse modo… a ‘Super-Repressãose articula com o ‘Mercado sexual.

Marcuse o determina na forma contemporânea do princípio de realidade: consumir para produzir e produzir para consumir— Com isso, o indivíduo sente-se humilhado se não atinge às demandas de consumo e produção impostas pela sociedade… – A identidade do indivíduo não depende mais da relação [corpo-consciência <–> Natureza-cultura]… mas, dos critérios de avaliação social.

Deixamos de ser autônomos quanto à sexualidade, e nossas próprias vidas, para sermos ‘heterônomos’… deixando de seguir nossas próprias leis, para sermos dominados por leis alheias… à nossa própria vontade.  (texto base) ***********************************************************************

“A Contracultura na América do Sol”: (Patrícia Marcondes de Barros)
O Underground Brasileiro…na perspectiva de Luiz Carlos Maciel

Jornalista, dramaturgo, roteirista de cinema, filósofo, poeta e escritor. Apesar de sua vasta atuação no cenário cultural brasileiro… Luiz Carlos Maciel é comumente lembrado por sua participação no ‘Pasquim, com a coluna Underground (1969-1971) quando então, escrevia artigos sobre movimentos alternativos que eclodiam no mundo…bem como manifestações anteriores que lhes serviram de base, como o ‘surrealismo’, o ‘existencialismo’ sartreano, a literatura ‘Beat Generation’, marxismo…entre muitos horizontes (re)descobertos na época.

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Este trabalho de difusão contracultural lhe valeu o estereótipo de… – “guru da contracultura brasileira”… Mas…para Maciel – o intuito central da imprensa alternativa, comum a todas iniciativas, era o de combater o poder absoluto da mídia – que se quer imparcial de uma realidade objetiva… mas, que atende, inescrupulosamente… – a estranhos interesses predeterminados.

O pensamento de Luiz Carlos Maciel nos dá a lição… de que não podemos creditar à ação política, ou a qualquer outro processo de natureza coletiva, a função de construir um mundo e uma vida com condições materiais e espirituais mais elevadas – só restando assim, o caminho da experiência pessoal…o de cada um inventar sua própria vida através de uma sanidade física e mental, para a formação de uma nova consciência, de uma contracultura que nos tire da apatia do mundo virtual da realidade.

Lembrar a contracultura dos anos 60, para Maciel, pode ser mais que mero saudosismo – pode nos ajudar a tomada de consciência de uma decadência que parece inevitável… mas, não é historicamente necessária… – É sempre possível retomar os caminhos da liberdade. Não se trata de repetir a aventura de então…pois cada momento é único… Trata-se enfim, de tomar conhecimento de suas lições e reinventar novas formas de existência. texto base  ************************************************************************************

A Eternidade…  (Arthur Rimbaud)

Ela foi encontrada!… Quem? A eternidade.                         – É o mar misturado ao sol.

Minha alma imortal, cumpre a tua jura…                           Seja o sol estival, ou a noite pura.

Pois tu me liberas das humanas quimeras,                         Dos anseios vãos!…Tu voas então…

– Jamais a esperança…sem movimento…                           Ciência e paciência, o suplício é lento.

Que venha a manhã, com brasas de satã…                         O dever é vosso ardor.

Ela foi encontrada!… Quem?… A eternidade…             É o mar misturado ao sol. **********************************************************************************

Quais são os maiores pensadores anarquistas?… (Aurélio Heckert – 02/11/2008) “O anarquismo nasceu entre as pessoas…e continuará a ser pleno de vida e de poder criativo… — enquanto houver pessoas.” [Kropotkin’s Revolutionary Pamphlets, p. 146]

Embora Gerard Winstanley (The New Law of Righteousness, 1649) e William Godwin (Enquiry Concerning Political Justice, 1793) tenham sido os pioneiros — na exposição da filosofia do anarquismo nos séculos 17 e 18 … foi apenas na segunda metade do século 19 que o anarquismo emergiu como uma teoria coerente… com um programa desenvolvido.

Este trabalho começou…através de quatro pessoas – um alemão, Max Stirner (1806-1856)…um francês, Pierre Proudhon (1809-1865) – e dois russos…Michael Bakunin (1814-1876)…e Peter Kropotkin (1842-1921). Eles captaram ideias, entre os trabalhadores — e, assim as expressaram…na forma escrita.

…Nascido na atmosfera da filosofia romântica alemã, o anarquismo de Stirner (encontrado em…“The Ego and Its Own”) manifesta-se, numa forma extremada de individualismo…ou ‘egoísmo‘… que colocava a unicidade individual acima de todas as coisas – estado, propriedade, lei ou obediência… – individualismo, contudo… – por definição – não sugere nenhum programa concreto de  “mudança social”.

Suas ideias se constituíram na ‘pedra angular’ do anarquismo… – Stirner atacou tanto o capitalismo como o estado socialista, sendo-lhe atribuído a fundação tanto do comunismo quanto do anarco-individualismo, por suas críticas ao capitalismo e ao estado que o apoia.

No lugar do capitalismo, Max Stirner propunha a união dos egoístas“, associações de indivíduos únicos que cooperavam como iguais de forma a maximizar sua liberdade e satisfazer seus desejos (incluindo os “interrelacionados”… – como a ‘solidariedade‘).

proudhon

Pierre-Joseph Proudhon foi o 1º   a qualificar…abertamente – a si próprio como ‘anarquista’. Suas teorias…como ‘mutualismo‘ e ‘federalismo‘… exerceram um profundo efeito, no crescimento do anarquismo como movimento de massas… demonstrando o seu funcionamento — e coordenação.

As ideias de Proudhon expõem as bases imediatas tanto para o anarquismo individual como para o social…com uma ênfase nos diferentes aspectos do mutualismo. Entre as obras mais importantes de Proudhon destacam-se… – “What is Property”, “Economic Contradictions”, e “The Political Capacity of the Working Classes”.

bakunin

Michael Bakunin, figura central no desenvolvimento das ideias, e ativismo anarquista moderno, enfatizou o papel do coletivismo, da insurreição em massa, e ‘revolta espontânea‘…na conquista da liberdade de uma sociedade sem classes. Para isso, enfatizou a natureza social humana rejeitando o individualismo abstrato do ‘liberalismo’ — como oposto à liberdade.

Suas ideias tornaram-se dominantes no século 20 em largos setores do movimento operário radical. Muitas delas se identificam com o que mais tarde se chamou de ‘sindicalismo‘…  — Nesse ponto…Bakunin influenciou bastante o movimento sindical, especialmente na Espanha, onde se deu a maior revolução social anarquista.

Em suas obras destacam-se “God and the State”… “The Paris Commune and the Idea of the State”, entre várias outras. “Bakunin on Anarchism”, editado por Sam Dolgoff… — se trata de excelente coleção de seus melhores escritos.

Peter Kropotkin, um cientista prático, elaborou uma análise anarquista detalhada, e sofisticada das condições modernas, sugerindo uma ponte para uma futura sociedade ‘anarco-comunista’, que continua sendo a ‘teoria preponderante’ – entre os anarquistas.

Ele identificou a ajuda mútua como a melhor forma para o crescimento… e desenvolvimento dos indivíduos – definindo a competição entre humanos (e também…outras espécies) como contrária à sua evolução. Entre suas melhores obras se destaca “Mutual Aid”, “The Conquest     of Bread”…”Fields, Factories, and Workshops, Modern Science and Anarchism”…”The State:     Its Historic Role”… “Act for Yourselves”… etc.

As várias teorias apresentadas por Kropotkin não são mutuamente exclusivas – elas se interligam de muitas maneiras entre diferentes níveis da vida social. O individualismo está estreitamente relacionado à forma como conduzimos nossa vida privada… – apenas pelo reconhecimento da individualidade e liberdade dos outros…é que somos capazes de proteger e maximizar nossa própria individualidade… O mutualismo tem a ver com as relações gerais de uns para com os outros – pelo trabalho mútuo e cooperação – quando nos asseguramos que não trabalhamos ‘para’ os outros. — A produção sob o anarquismo seria coletivista… — com as pessoas trabalhando juntas para si próprias…e para o bem comum… em meio a uma diversificada política social… — que se estende comunalmente.

O anarquismo é…pela sua própria natureza uma teoria em evolução, com mutos ativistas e pensadores diferentes uns dos outros. Dos muitos outros anarquistas que poderiam ser relacionados, mencionaremos aqui apenas alguns deles…

Nos EUA, Emma Goldman e Alexander Berkman foram os principais ativistas e pensadores. Goldman uniu o ‘egoismo’ de Stirner…com o ‘comunismo’ de Kropotkin resultando em uma apaixonada teoria… que combinava o bom, com o melhor.

Emma também teve o mérito de situar o anarquismo no centro da teoria ativista do feminismo (…ver “Red Emma Speaks”… e… “Anarchism and Other Essays”). Já Berkman – parceiro de longa data…produziu uma introdução clássica às ideias anarquistas… entitulada “What is Communist Anarchism?” (ou ainda “ABC of Anarchism”).

Ambos foram expulsos para os EUA pelo governo da Russia pós-revolução de 1917 … — considerados por demais perigosos…  —  Voltairine de Cleyre também exerceu um importante papel no movimento anarquista norte-americano… enriquecendo   a teoria anarquista internacional com seus artigos, poemas e discursos…Entre suas obras estão alguns clássicos… — como “Anarchism and American Traditions” e “Direct Action”.

A Itália, por seu dinâmico e forte movimento anarquista, produziu alguns dos melhores de seus escritores…Errico Malatesta passou mais de 50 anos lutando ao redor do mundo pelo anarquismo… e seus escritos estão entre os melhores da teoria anarquista (…ver “Anarchy” ou “The Anarchist Revolution”… e… “Malatesta: Life and Ideas”.

Já Luigi Galleani, por sua vez… idealizou um poderoso anarco-comunismo anti-organizacional que proclamava que…  –  “O Comunismo é simplesmente uma fundação econômica, na qual o indivíduo tem a oportunidade de regular a si mesmo e executar suas funções” … Camillo Berneri … antes de ser assassinado pelos comunistas na Revolução Espanhola, expressava sua excelente tradição crítica, pautada por um pragmático ‘anarquismo crítico’.

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Não há dúvidas de que o russo Leo Tolstoy é o mais famoso escritor vinculado ao ‘anarquismo religioso’… — tendo exercido maior impacto na disseminação das ideias espirituais e pacifistas associadas com sua tendencia. – Influenciando pessoas notáveis como Gandhi … e o ‘Catholic Worker Group’ ligado a Dorothy Day… Tolstoy interpretou o ‘cristianismo‘ de uma forma que implicava em “responsabilidade individual”, e liberdade… em oposição ao autoritarismo e à hierarquia … — que caracterizam muitos dos fundamentos conservadores do cristianismo.

A obra de Tolstoy (por examplo “The Kingdom of God is within you”), como a de outros radicais libertários cristãos como William Blake (ver Peter Marshall…em “William Blake: Visionary Anarchist”)… – tem inspirado muitos cristãos em torno da ‘visão libertária’ da mensagem de Jesus… – ideia que cresce nas igrejas…Este ‘anarco-cristianismo’ sustenta, como Tolstoy, que “o Cristianismo em seu verdadeiro sentido significa o fim do governo”

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Recentemente, Noam Chomsky e Murray Bookchin  colocaram o movimento anarquista social como ponta de lança da análise e da teoria política… – Colin Ward em “Anarchy in Action“, que de alguma forma atualiza “Mutual Aid“…de Kropotkin — expõe e documenta a “natureza anarquista” na vida diária sob o capitalismo.

Poderíamos nos estender mais; com muitos escritores que poderiam ser mencionados. – Mas, por trás deles, existem milhares de militantes anarquistas “comuns”, que nunca escreveram livros — mas cujo bom senso e atitudes alimenta o espírito da revolta … de dentro da sociedade … — e ajudam a construir um novo mundo, na casca do velho…  (texto base)                                  ***************************(texto complementar)************************************

REGRAS PARA SE SER HUMANO…

http://www.plurall.com/groups/alternative-psy/

VOCÊ RECEBERÁ UM CORPOPode gostar dele ou detesta-lo — mas ele será seu durante toda esta rodada.

– VOCÊ APRENDERÁ LIÇÕES. — matriculado numa escola informal de período integral chamada VIDA. A cada dia nesta escola terá a oportunidade,   ou infinitas possibilidades de aprender lições. Você poderá gostar dessas lições…  —  ou…considerá-las irrelevantes…e até mesmo estúpidas.

– NÃO EXISTEM ERROS OU FRACASSOS, APENAS RESULTADOSE LIÇÕES  —  O crescimento é um processo de tentativa e erro… Experimentação. As experiências que não deram     certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.

– CADA LIÇÃO SERÁ REPETIDA ATÉ QUE SEJA APRENDIDA. – Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a tenha aprendido…Quando isto ocorrer, poderá passar para a seguinte.

 O APRENDIZADO NUNCA TERMINA. – Não existe parte da VIDA                         que não contenha lições… — Se você está VIVO… há lições para aprender.

– “LÁ” NÃO É MELHOR DO QUE “AQUI”. – Quando o seu “Lá” se tornar “Aqui”, você simplesmente encontrará outro “Lá” que parecerá novamente melhor do que “Aqui”.

22e

– OS OUTROS SÃO APENAS SEUS ESPELHOS. – Reflexos. Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama… ou, detesta em si mesmo.

– O QUE FIZER DE SUA VIDA É RESPONSABILIDADE SUA.  Você tem todos os recursos de que necessita; o que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua. — Portanto … você responde pelas escolhas que faz.

– AS RESPOSTAS ESTÃO DENTRO DE VOCÊ. – Tudo o que tem a fazer é analisar, investigar, meditar, escutar e saber… Sabendo, já é o suficiente.

VOCÊ SE ESQUECERÁ DE TUDO ISTO!!! – Por Ser Humano……!!!

(Autora, Twyla Nitsch, Anciã da tribo Iroquois)

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Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979... (s/ diploma)
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