Sol…uma ‘Estrela Misteriosa’

Cientistas que trabalham com dados do satélite Ulysses divulgaram a possibilidade de que vibrações de frequência muito baixa, geradas no interior do Sol, induzam também vibrações na Terra, fazendo-a oscilar. Evidências significativas foram encontradas de que o campo magnético da Terra e sua atmosfera, façam parte de um mesmo sistema, que, harmoniosamente… — oscila em uníssono… — com misteriosas vibrações solares.

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(Campo magnético terrestre)

Usando técnicas altamente sofisticadas… uma equipe liderada pelos astrofísicos David Thomson e Louis Lanzerotti, conseguiu detetar tons… — distintos…e bem particulares, gerados no interior do Sol… e presentes numa grande variedade de sistemas terrestres, como no campo magnético da Terra… em dados sismográficos… e, mesmo… voltagens induzidas em cabos submarinos. Conforme disseram os cientistas, todas as ‘vibrações’ estavam em “sincronismo”… – sugerindo haver assim…uma causa harmônica comum.

Apesar da presença desses tons em toda parte, não é possível ouvi-los. Eles ressonam em frequências muito baixas para os ouvidos humanos – tipicamente na faixa de 100 a 5 mil microHertz… — 1 microHertz corresponde a 1 vibração a cada 278 horas, e é mais que 12 oitavas abaixo do limite inferior da ‘audição humana’. – As flutuações observadas nesses dados são compostas de várias frequências discretas, e correspondem às já previstas por modelos teóricos – tendo como origem… – a “pressão”…e as “ondas de gravidade solar”.

Os dados gerados pelo satélite Ulysses (->) auxiliaram na compreensão…de como essas vibrações atingem a Terra… — Sendo que … algumas dessas oscilações (“Modo-P“), são produzidas por ondas de pressão no interior da estrela – podendo ser detetadas…através dos instrumentos óticos … a bordo da sonda solar ‘SOHO‘, e também por meio de ‘redes de radiotelescópios’… fixa em solo terrestre.

Outro tipo de oscilação… “Modo-G“… são mais complexas… — estando associadas às ondas de gravidade solar. Do mesmo modo que os sismólogos utilizam ondas geradas por terremotos para sondar o interior da Terra, acredita-se na possibilidade de utilizar oscilações do Modo-G para sondar o núcleo do Sol.

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A descoberta partiu de uma grande amostra de dados, presentes em fenômenos naturais, bem como sistemas tecnológicos de comunicação, e sismologia…e, em todos eles, tons inerentes às “oscilações solares” … se faziam presentes. De início pensou-se se tratar apenas de ‘ruídos de fundo’…mas, os dados da ‘Ulysses’ mostraram que as causas eramde fato…provenientes de ‘perturbações solares’… até então só previstas, por modelos teóricos. A dúvida agora…é saber como essas oscilações fazem para chegar até à  Terra…Para Thomson, é pelo “magnetismo“.

A hipótese é que as oscilações do Modo-G são expulsas do interior do Sol…pelo campo magnético da superfície. Parte desse campo magnético é então carregado para longe da estrela sob ação dos ventos solares — quando são então detetados pelas sondas solares: Ulysses ou SohoO campo magnético presente no vento solar, interagiria com o campo magnético da Terra…fazendo-o vibrar em ressonância…mantendo as características do sinal de “Modo-G”…detetado nos sistemas de precisão. — Os movimentos desse campo magnético fariam a Terra vibrar, gerando as anomalias presentes em sinais eletrônicos,      e sismológicos terrestres, fazendo todos sistemas vibrarem ao mesmo ritmo interno do Sol. ***********A Terra vibrando com o Sol…(22/ago/2007)************* (texto base)

Detetadas ondas gravitacionais do Sol pela 1ª vez   (19/09/2007)

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O professor William Chaplin…da ‘Universidade de Birmingham’ – (GRB) acredita que os resultados divulgados por pesquisadores do IAC (Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias) – podem ser a 1ª deteção de ‘ondas gravitacionais’ do Sol… – Segundo comunicado do próprio IAC… o professor faz menção a um artigo publicado na ‘Science’… por ocasião de um simpósio realizado em Las Palmas, sobre “Helio e Astro-sismologia”… que parece indicar – finalmente…a descoberta deondas gravitacionais‘… vindas do interior do Sol… – os tão esperados…’modos-g‘.

“Os ‘modos-g’ são ondas de gravidade que se caracterizam por baixas frequências; por estarem confinadas no interior do Sol, são a chave de seu conhecimento”, disse Michael Thompson… – professor de Física Solar da Universidade de Sheffield/GRB…(texto base**********************************************************************************

NASA quer desvendar camada secreta” do Sol  (29/09/2008)

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Pontos quentes na superfície do Sol, observados em ultravioleta.[Imagem: TRACE Project/NASA]

Em abril do próximo ano… astrônomos da NASA terão, pela 1ª vez a oportunidade de observar por breves instantes…(8 minutos no total)… – uma “camada secreta” do Sol.  Os cientistas chamam essa camada secreta de a “região de transição”…Neste ponto da atmosfera do Sol, cerca de 500 Kms acima de sua superfície — os campos magnéticos superam a pressão da matéria, e passam a controlar os gases que emanam da estrela.

É justamente para esta região de transição, onde labaredas explodem, quando jatos de massa coronal começam sua jornada rumo    à Terra…e, onde o “vento solar” é misteriosamente acelerado… – a milhões de km/h, que segundo J. Cirtain, do ‘Centro Espacial Marshall’, NASA – no início do próximo ano será direcionado um telescópio experimental… que poderá medir estes “campos magnéticos”.  Este telescópio foi batizado por ‘SUMI‘, abreviatura de Solar ‘Ultraviolet Magnetograph Investigation‘, e seu lançamento está marcado para Abril de 2009. – Funciona com base no “efeito Zeeman” – homenagem ao físico holandês Pieter Zeeman, que descobriu esse efeito no século XIX…

Quando um tubo de vidro cheio de gás incandescente é mergulhado em um campo magnético… suas linhas espectrais emitidas são separadas em 2 cores ligeiramente diferentes, quanto mais forte for o campo eletromagnético, maior será a separação.            O mesmo acontece no Sol…Medindo o hiato entre as cores, astrônomos estimam a intensidade do campo magnético de um ponto no Sol. E medindo a polarização da        “linha de separação” — podem descobrir a direção do… “campo magnético“.

Intensidade + direção = a qualquer coisa que                                                           você queira saber sobre ‘campo magnético’!…

Esse truque tem sido aplicado a milhares de pontos sobre a superfície solar, mas nunca à região de transição…situada a uma pequena distância da superfície… – Como diz Cirtain:  “Gases na região de transição não produzem linhas espectrais tão fortes — que possamos ver em comprimentos de onda visíveis”…(só linhas no comprimento de onda ultravioleta, invisível da superfície da Terra.) (texto base)          *****************************************

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“Oscilações universais”  (24/dez/2008)  De dados do satélite ‘Corot‘…um grupo de cientistas detetou – pela 1ª vez… vibrações físicas na superfície de 3 estrelas próximas.

Estrelas se comportam como instrumentos musicais, produzindo e propagando ‘ondas ressonantes’. – Estas, provocam alterações periódicas em diversas propriedades… que caracterizam a estrela.  

Tal como sons de “instrumentos musicais”  dependem dos atributos da cavidade onde ondas sonoras se propagam… – as ‘notas‘ emitidas por estrelas (‘modos próprios de oscilação’) refletem… – justamente, o que acontece no interior da ‘superfície estelar’.

Até agora… as ‘oscilações solares‘ – produzidas pelo movimento do plasma que constitui o interior estelar (cuja descoberta possibilitou os atuais estudos sobre a estrutura do interior do Sol) ainda não haviam sido observadas em outras estrelas. – Pela 1ª vez foram medidas em estrelas mais quentes e mais antigas. — Além do que… foram detetadas granulações da superfície de 3 estrelas… fenômeno até então, conhecido apenas no Sol. De acordo com os autores, as 3 estrelas observadas apresentaram oscilações 1,5 vezes mais fortes que a solar, e granulação 3 vezes mais fina. A granulação é um reflexo dos movimentos convectivos no interior do plasma solar, que também fornece pistas da natureza do ‘campo magnético’ da estrela, além do comportamento de seu interior. Um dos principais aspectos desse estudo é que ele indica a “universalidade” dos ‘fenômenos físicos’… – já então observados no Sol.

A fotosfera solar apresenta grânulos brilhantes…rodeados por contornos mais escuros, com cerca de 700 kms de diâmetro…A “granulação solar” é formada no topo da zona convectiva, região em que massas de gás quente (“células de convecção”) crescem…e transportam energia a ser dissipada na fotosfera. Com o esfriamento, os gases descem … de volta ao interior.

Dois astrônomos brasileiros estão entre os autores do artigo… José Renan de Medeiros, professor titular do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e Eduardo Janot Pacheco, IAG-USP… coordenador da participação brasileira no projeto. – A “missão Corot”, lançado em 2006, além de localizar, fora do Sistema Solar, planetas com condições semelhantes às da Terra que possam abrigar vida … teve como objetivo, estudar a estrutura e a evolução das estrelas – isto é…a ‘sismologia estelar‘.

“A filosofia de uma missão como a do Corot (explica Medeiros) é descrever a história evolutiva das estrelas. Para isso, queremos observá-las em diferentes fases… Essas 3  estrelas são mais quentes e antigas que o Sol…mas serão também observadas outras estrelas mais jovens, ou muito mais velhas…o que nos dará elementos para entender        a história evolutiva do Sol… – Quando se desenvolvem teorias…é preciso ter o que se chama de condições iniciais, ou condições de contorno…Estamos conseguindo isso, a partir de medições com precisão inédita… possibilitando assim, futuras teorias, bem mais consistentes”. *********************(texto base) *****************************

Sol como Estrela Variável…                                                                                               Nos últimos anos, uma ideia pouco ortodoxa vem ganhando adeptos entre os astrônomos… Uma ideia que contradiz os velhos ensinamentos e perturba os observadores e, mais ainda os climatologistas. O Sol e’ uma estrela variável.

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Os telescópios espaciais modernos têm penetrado no brilho solar, descobrindo um turbilhão de caos imprevisível…Erupções solares explodem com a força de bilhões            de bombas atômicas. As nuvens de gás magnetizado das ejeções de massa coronal,          são grandes o suficiente, para engolir planetas… – ou afastá-los do cenário estelar.

Buracos na atmosfera do Sol enviam rajadas de vento solar com velocidade de vários milhões de quilômetros por hora… O fluxo de radiação eletromagnética emitida pelo       Sol…quando chega à Terra, sofre influência do campo geomagnético terrestre, que o impede de vir diretamente à atmosfera, fazendo com que o vento solar flua ao redor          do campo. Mas, a magnetosfera pode ser perturbada, quando o Sol apresenta um nº       muito grande de erupções (“flares”)…fazendo com que nuvens de partículas solares atinjam o planeta…A radiação então, transborda a magnetosfera…ionizando regiões atmosféricas, com consequências eletromagnéticas… e, climáticas (auroras boreais).

Além disso, ocorre que, por períodos de décadas ou séculos, a atividade solar aumenta e diminui com um ritmo complexo, que os pesquisadores ainda tentam classificar. O mais famoso “batimento” é o ciclo de 11 anos das manchas solares – que é descrito em muitos textos, como um processo regular de relojoaria. – De fato… ele parece ter mente própria. Segundo Lika Guhathakurta da NASA… “Eles não são mesmo 11 anos… Os intervalos de duração do ciclo são entre 9 e 12 anos…Alguns deles são intensos, com muitas manchas solares…e flashes (erupções) – outros suaves, com relativamente pouca atividade solar”.

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No século 17, durante um período chamado … ‘mínimo de Maunder’, o ciclo pareceu parar totalmente… por cerca de 70 anos — e ninguém sabe por quê…Mas, nem é preciso voltar tanto no tempo para um exemplo da ‘imprevisibilidade’ do ciclo…

O sol, em estado bem comportado, inverte seu pólos magnéticos norte e sul a cada 11 anos. Sendo a rotação solar mais rápida no equador do que nos pólos…essa diferença de rotação logo estende as ‘linhas de campo’… – Uma frenética atividade se segue, com emaranhados magnéticos produzindo manchas solares (sunspots), proeminências, e às vezes erupções e explosões de plasma (flares). Afinal, toda essa atividade acaba quando as linhas do campo magnético solar finalmente se encaixam em configurações mais simples, restabelecendo o campo bipolar, e iniciando o próximo ciclo, quando o campo magnético solar é mais fraco. 

Como disse o físico solar David Hathaway … “Neste exato momento, o Sol está saindo de um inesperado mínimo solar de quase um século… – que nos pegou de surpresa. Isso mostra o quanto ainda falta para que possamos prever com sucesso a atividade solar”.

O Solar Dynamics Observatory (SDO), lançado em 11 de fevereiro de 2010, foi concebido para estudar a variabilidade solar. Diferente de qualquer outra missão da NASA, ele vai observar o Sol…  – mais rápido… – mais profundo… e, com maior detalhe. (05/02/2010)

(texto Base)  p/consulta: ‘Sonda Hinode revelando o Sol’ (2007)  ‘Dínamo astronômico’  (2008) ‘Sigmoides Solares’ (abr/2009) ‘Modelo para comportamento Solar’ (mar/2011)    ‘O SOL como você nunca viu’ (jan/2013) # ‘Nova teoria p/ emissões solares’ (ago/2014) ‘Teoria sobre geração de energia Solar confirmada’  (out/2014) ‘Duas missões espaciais para resolver enigmas do Sol’ (mar/2015) ‘Ejeção de matéria solar estudada’ (dez/2015)      //////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

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Mais importante do que a teoria em si é a demonstração de que o Sol pode ser usado como laboratório para teorias cosmológicas. (foto: NASA)

Constante gravitacional da matéria

Um grupo de físicos portugueses se propõe a usar o Sol para testar teorias alternativas à Relatividade Geral de Einstein… Jordi Casanellas…e colegas da “Universidade Técnica de Lisboa” – afirmam que a ‘teoria de Eddington’, proposta há mais de 1 século,  pelas observações recentes de neutrinos, e “ondas acústicas solares“, ainda não foi descartada por completo. Para eles… uma variante da teoria ajuda na solução alguns problemas atuais. — Isto porque, o fato da ‘Relatividade Geral’, relatando ‘gravidade’ como curvatura do ‘espaço-tempo‘ pelos corpos de grande massa ter passado por todos testes até hoje, não significa que não tenha “problemas” a resolver.

Além da bem conhecida dificuldade de unificação com a mecânica quântica…e das ainda pendentes explicações para “matéria e energia escuras“…há o problema bem mais sério das singularidades, onde as leis da física simplesmente se esfacelam… Nesse sentido, em 2010, Máximo Bañados (‘Universidade do Chile’), e Pedro Ferreira (‘Oxford University’) propuseram uma variante da ‘teoria de Eddington‘, adicionando um termo gravitacional repulsivo à…”teoria geral da relatividade“.

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Mas… – o que parece ser uma simples adição de mais um membro a uma equação, tem um efeito devastador, sobre o entendimento mais geral do cosmos… – Esse “termo gravitacional repulsivo” não só elimina a necessidade de ‘singularidades’  como também descarta a criação dos “buracos negros” e a origem do Universo num Big Bang.

Quando tenta interpretar um campo gravitacional no vácuo…essa teoria, inspirada em Eddington…é equivalente à ‘Relatividade’. – Mas, ela prevê efeitos diferentes para a…”gravidade“…atuando no interior da matéria.

O lugar ideal de testar essas diferenças seria o interior de estrelas de neutrons – todavia ainda não se sabe o suficiente a respeito delas para poder comparar as 2 teorias… – É aí então que em cena a proposta de … usar o Sol… Mesmo sendo uma fonte de gravidade muito menos extrema do que uma ‘estrela de neutrons’, o funcionamento do interior do Sol já é razoavelmente bem descrito nos modelos atuais.

hqdefaultO grupo de Casanellas calculou que, mesmo em sua forma newtoniana, não-relativística, a nova teoria prevê variações ‘relevantes‘ em emissões solares, comparando com a teoria gravitacional padrão de Einstein. – O termo gravitacional repulsivo” na nova teoria…seria equivalente a postular um valor diferente para a “constante gravitacional” no interior da matéria…Assim, intensidades diferentes da gravidade dentro do Sol resultariam variadas temperaturas internas.

Assumindo que o Sol está em ‘equilíbrio hidrostático’…a pressão para dentro de sua massa é equilibrada pela pressão para fora, gerada pelas reações de fusão nuclear em seu interior.

Temperatura mais elevada implica uma maior taxa de fusão nuclear…o que, por sua vez, implica numa maior taxa de emissão de neutrinos solares, algo diretamente mensurável.   E, não apenas isso…uma ‘força da gravidade‘ maior no interior do Sol… acarreta uma variação na sua distribuição de densidade, o que deve modificar a propagação das ondas acústicas em seu interior… – o que pode ser medido com as técnicas da heliossismologia.  Todos esses dados já estão disponíveis. – Contudo…eles impõem sérias restrições à nova teoria, exigindo limites muito estreitos para seus valores; mas não a descartam, afirmam os pesquisadores. Um teste mais exato exigiria melhorias nos modelos solares, incluindo    a abundância de hélio na superfície do Sol, e medição mais precisa do fluxo de neutrinos.

O teste – por si só, já é um grande avanço… – ao demonstrar que nossa pontual estrela (em ‘termos cósmicos’) pode ser usada em experimentos   ligados a teorias com ‘potencial cosmológico’ de explicação. (texto base) ********************************************************************

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O Solar-T é um experimento brasileiro destinado a detetar emissões de alta frequência pelo Sol. [Fapesp]

Nova interpretação p/ emissões solares

Astrônomos brasileiros estão propondo, com base em processo físico observado nos atuais ‘aceleradores de partículas’ – uma explicação      para as… “radiações de alta frequência” produzidas em explosões solares. Kaufmann, Raulin…e Sérgio Szpiegel — da Universidade Mackenzie…fazem parte da equipe autora da proposta… — Eles utilizaram uma simulação computacional baseada em processos físicos,    ocorridos nos “aceleradores de partículas”, e conforme parâmetros solares, já conhecidos.          E… sobre isso – Kaufmann assim comentou:

“Os resultados mostraram-se bem convincentes… – Foi um dos                  raros casos … em que a simulação de ‘plasmas espaciais’… — a                      partir dos plasmas de laboratório… — resultou bem-sucedida”.

O processo físico em questão é o da radiação síncrotron coerente, que pode ocorrer quando feixes de elétrons são acelerados, até atingir velocidades próximas à da luz.        Essa radiação é produzida, ao mesmo tempo, que a conhecida ‘radiação síncrotron’ incoerente, gerada pelos mesmos feixes… e depende da interação dos elétrons com “campos magnéticos”… Se as ondas que descrevem os elétrons ficam em coerência            de fase – ao liberarem energia…todos os elétrons o fazem ao mesmo tempo. É isso            que constitui a radiação síncrotron coerente; caracterizada pela emissão de pulsos              de energia de altíssima intensidade.

Nos aceleradores, as partículas são aceleradas artificialmente por meio de campos magnéticos. No Sol, o processo está associado às ‘manchas solares’…que são polos magnéticos. Há um grande confinamento de partículas na região situada acima da mancha, na atmosfera solar. Tipicamente, esse confinamento tende a desaparecer,              em até 2 meses terrestres – tempo de duração das manchas solares… calculado de      acordo com o período de rotação do Sol. – Mas, devido a algum mecanismo ainda ignorado, pode acontecer de, em vez de se desmanchar, o plasma de partículas ser acelerado e expulso…por um tipo de “erupção solar” (“flare)… – onde uma certa      região emite enorme quantidade de radiação…num curtíssimo intervalo de tempo.

Para se ter ideia da magnitude da ocorrência basta considerar que o nº de partículas envolvidas em uma explosão solar é estimado em 1030 (isto é…o algarismo 1 seguido de 30 zeros, ou seja…mil bilhões de bilhões de bilhões).

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A descoberta dos raios terahertz vindos do Sol, feita em um telescópio solar no Chile, causou grande alvoroço entre os cientistas. [CRAAM]

As “radiações eletromagnéticas”…geradas pelas ‘explosões solares’ são estudadas desde os anos 1950… – Tais estudos… – no entanto … haviam identificado, apenas radiações… – nas faixas de “frequência de rádio”… – e…das “micro-ondas”.    Há cerca de uma década…porém – graças a um radiotelescópio brasileiro…instalado nos Andes argentinos… – descobriu-se que…as “explosões” emitiam também, radiação em frequências bem mais altas; próximas ao infravermelho distante, também conhecida como faixa terahertz…como explicou Kaufmann…  “Isso trouxe um grande problema de interpretação…Para explicar esse tipo de emissão… – simultânea às emissões em rádio na faixa de micro-ondas, propomos uma analogia com a ‘radiação síncrotron coerente’, já observada…nos aceleradores de partículas.”

A explicação considera a possibilidade dos elétrons se aglutinarem com estados similares de energia… e fase – o que pode ser causado, por exemplo…quando o feixe de elétrons se propaga por regiões afetadas por campos magnéticos irregulares… Esses aglomerados de elétrons podem, então, emitir subitamente radiação sincrotrônica em conjunto, de forma coerente…em um fenômeno conhecido por “microbunching” (“micro-agrupamento”)… E Kaufmann concluiu:

“Nas regiões solares em que acontecem as explosões, os campos magnéticos são muito complexos, e podem perfeitamente dar origem a aglomerados de elétrons semelhantes aos detetados em laboratórios” texto base (ago/2014)  ***********************************************************************

Equipamento brasileiro para observação solar é lançado pela NASA 

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Instrumento científico Solar T, transportado por um balão estratosférico, está em voo de circunavegação na Antártica captando a energia das explosões solares em frequências nunca medidas.[CRAMM]

A ‘NASA‘ lançou um balão estratosférico com 2 aparelhos científicos para o estudo do Sol… – O lançamento foi feito na base dos EUA na Antártica recentemente. Um desses equipamentos – é o…”Solar-T“… telescópio fotométrico duplo, projetado e construído por pesquisadores do CRAAM (Centro de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Mackenzie) em parceria com colegas da “UNICAMP”  Já o outro equipamento, é o polarímetroo de raios X  e gama p/Flare Solar (GRIPS) – Berkeley University ao qual o Solar-T foi acoplado.

A grande novidade científica das observações realizadas pelo Solar-T é que ele é capaz de captar a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas…de 3 e 7 terahertz (THz) — daí o “T” no nome do telescópio — que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante. — Para Pierre Kaufmann … pesquisador do ‘CRAAM’, e coordenador do projeto…

“Essas frequências de 3 e 7 terahertz são impossíveis de serem                        medidas a partir do nível do solo, porque são bloqueadas pela              atmosfera. É portanto necessário ir ao espaço para medi-las”. 

Situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio… a ‘radiação terahertz‘ (1 trilhão de Hertz ou 1012 Hz) permite observar mais facilmente a ocorrência de explosões associadas a campos magnéticos de regiões ativas do Sol, que podem lançar em direção à Terra…jatos de partículas de carga negativa (elétrons), a grande velocidade.

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Uma explosão solar aparece muito diferente quando vista em cada comprimento de onda – ainda não havia observações em terahertz, como as que estão sendo feitas pelo Solar-T. [Imagem: NASA/SDO/Wiessinger]

As emissões terahertz no Sol só foram descobertas à pouco — e o ‘Solar-T’ poderá ajudar a elucidar sua origem. Elas podem ser geradas, por exemplo, por mecanismos de aceleração de partículas a altos níveis de energia, antes insuspeitados… Uma das hipóteses é a de que as emissões sejam produzidas por elétronsultrarrelativísticos” – acelerados por campos eletromagnéticos até velocidades próximas à da luz…Outra opção relaciona sua origem ao decaimento de píons, produzindo pósitrons de alta energia.

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O balão levando os dois instrumentos, momentos antes de seu lançamento, e um mapa com o trajeto de circunavegação iniciado logo após o lançamento. [Imagem: NASA]

Para fazer as medições…o Solar-T conta com dois fotômetros (em terahertz), além de coletores… e filtros no bloqueio das radiações indesejáveis de luz visível e ‘infravermelho próximo’ – para assim, selecionar as…’frequências necessárias’.  Os dados coletados pelo telescópio…são então armazenados em 2 computadores a bordo… e transmitidos compactados à Terra por uma rede de satélites Iridium, para o registro… em 2 computadores do CRAMM... E, Kaufmann ainda concluiu:

“A transmissão dos dados obtidos pelo Solar-T para a Terra garante a obtenção das informações coletadas caso não seja possível recuperar os computadores a bordo do equipamento, pois as chances são muito baixas. A Antártica é maior do que o Brasil,       com pouquíssimos lugares de acesso — para a possibilidade de se resgatar o balão”. 

Os 2 fotômetros THz, os computadores de dados e o sistema de telemetria do ‘Solar-T’ estão funcionando normalmente, alimentados por 2 baterias recarregadas por painéis solares. Os dados deverão ter precisão de apontamento e rastreio do Sol – de cerca de 1/2 grau. Esse nível de precisão deverá ser assegurado por um sistema automático do GRIPS, com o qual o Solar-T está alinhado…disse Kaufmann. (texto base) (jan/2016)  ****************************(texto complementar)*******************************

NASA descobre “Efeito Borboleta” atuando no Sol (jun/2010)

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Modelo mostra o espalhamento dos campos magnéticos na superfície do Sol, a partir das imagens da sonda SDO, revelando que campos distantes podem responder a alterações localizadas em um campo magnético superficial. [Karel Schrijver]

Há muito se reconhece que as tempestades solares causam problemas tecnológicos na Terra, sobretudo nas comunicações via satélite. – Mas, só agora a sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory), da NASA … deu aos cientistas uma visão completa da natureza dinâmica dessas tempestades, conforme elas acontecem na superfície do Sol.      E, os dados da SDO indicam um…”Efeito Borboleta”…facilmente observável em nossa estrela… – Mesmo eventos de pequena escala, espalham-se rapidamente, e produzem fenômenos gigantescos… – que se espalham por quase toda superfície do ‘disco solar’.

O “Efeito Borboleta”, dentro da ‘Teoria do Caos’…é uma metáfora para a sensível dependência de um sistema às suas condições iniciais… E Alan Title, responsável            pelo instrumento ‘AIA’ (Atmospheric Imaging Assembly), a bordo da sonda SDO, completou… “Mesmo eventos de menor escala, reestruturam regiões enormes da superfície solar. E, graças à combinação da cobertura espacial…e temporal do AI,              foi possível reconhecer o tamanho dessas regiões”.

Instabilidades magnéticas                                                                                                        A sonda SDO começou a operar há cerca de 2 meses, já tendo enviado                                imagens do Sol da mais alta resolução já obtidas até hoje…(veja aqui).

O instrumento captou várias pequenas labaredas…que geraram instabilidades magnéticas e ondas cujos efeitos puderam ser bem observados ao longo de uma porção substancial da superfície solar… — A câmera captura imagens inteiras do Sol em 8 faixas de temperatura diferentes — que vão de 10 mil…a 36 milhões de graus — permitindo assim…a observação de eventos completos, que seriam muito difíceis de discernir olhando para mapas de uma única temperatura… — ou então… — com um “campo de visão” mais restrito. (texto base)

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Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
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2 respostas para Sol…uma ‘Estrela Misteriosa’

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