Uma estrela misteriosa chamada ‘Sol’

Cientistas que trabalham com dados do satélite Ulysses divulgaram a possibilidade de que vibrações de frequência muito baixa, geradas no interior do Sol, induzam também vibrações na Terra, fazendo-a oscilar. Evidências significativas foram encontradas de que o campo magnético da Terra e sua atmosfera, façam parte de um mesmo sistema, que, harmoniosamente… — oscila em uníssono… — com misteriosas vibrações solares.

Cientistas descobrem que a Terra vibra com o Sol   (22/ago/2007)

O estudo, liderado pelos cientistas David Thomson e Louis Lanzerotti, mostra que alguns desses tons, distintos e muito particulares, gerados no interior do Sol, estão presentes em uma grande variedade de sistemas terrestres.

Utilizando técnicas altamente sofisticadas, os pesquisadores conseguiram detectar essas assinaturas no campo magnético da Terra, em dados sismográficos… e, até em voltagens induzidas em cabos submarinos. – De acordo com os cientistas, todas vibrações estavam em sincronismo, mostrando que tinham uma causa harmônica comum.

Apesar da presença desses tons em toda parte, não é possível ouvi-los. Eles ressonam em frequências muito baixas para os ouvidos humanos – tipicamente na faixa de 100 a 5 mil microHertz… — 1 microHertz corresponde a 1 vibração a cada 278 horas, e é mais que 12 oitavas abaixo do limite inferior da audição humana.

As flutuações observadas nesses dados são compostas de várias frequências discretas,   e… correspondem àquelas já previstas por modelos teóricos — tendo como origem, a pressão… e as “ondas de gravidade solar”.

Os dados gerados pelo satélite Ulysses (->) auxiliaram na compreensão…de como essas vibrações atingem a Terra… — Sendo que … algumas dessas oscilações (Modo-P) — são produzidas por ondas de pressão no interior da estrela, podendo ser detectadas por meio dos instrumentos óticos … a bordo da sonda solar SOHO, e também através de redes de radiotelescópios baseadas em superfície.

Outro tipo de oscilação, chamadas de Modo-G, são mais complexas; estando associadas às ondas de gravidade solar…Da mesma maneira que os sismólogos usam ondas geradas por terremotos para sondar o interior da Terra…os cientistas acreditam na possibilidade de utilizar as oscilações do Modo-G para sondar o núcleo do Sol.

A descoberta de Thomson e Lanzerotti partiu de uma grande amostra de dados… presentes em fenômenos naturais…bem como sistemas tecnológicos de comunicação e sismologia — e… em todos eles, os tons característicos das oscilações solares estavam presentes.

No início pensou-se que se tratava apenas de ‘ruídos de fundo‘ – mas, os dados da Ulysses vieram mostrar que as causas eram… de fato, provenientes de perturbações solares… – até então previstas apenas por modelos teóricos.

Agora o que se quer saber é…como essas oscilações fazem para chegar até à Terra.

De acordo com Thomson, a chave do problema parece ser o magnetismo… – A hipótese é que as oscilações do Modo-G são expulsas do interior do Sol, pelo campo magnético da superfície. Parte desse campo magnético é então carregado para longe da estrela sob ação dos ventos solares, quando são então detetados pelas sondas solares… — Ulysses ou Soho.

O campo magnético presente no vento solar, interagiria com o campo magnético da Terra…fazendo-o vibrar em ressonância…mantendo as características do sinal de Modo-G, detetado nos sistemas de precisão.

Os movimentos desse campo magnético fariam a Terra vibrar, produzindo as anomalias verificadas nos sinais eletrônicos e sismológicos terrestres  –  fazendo todos os sistemas vibrarem ao mesmo ritmo do interior do Sol(apolo11)

Detetadas ondas gravitacionais do Sol pela 1ª vez   (19/09/2007)

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O professor William Chaplin…da ‘Universidade de Birmingham’ – (GRB) acredita que os resultados divulgados por pesquisadores do IAC (Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias) – podem ser a 1ª deteção de ‘ondas gravitacionais’ do Sol.

Segundo comunicado do IAC, Chaplin fez menção a um artigo dos mesmos pesquisadores, publicado na ‘Science’ – durante um simpósio de ‘Helio e Astro-sismologia‘…realizado em Las Palmas, que este parece indicar – finalmente…a descoberta de ‘ondas gravitacionais’ vindas do interior do Sol, os tão esperados ‘modos-g‘.

“Os ‘modos-g’ são ondas de gravidade que se caracterizam por baixas frequências…por estarem confinadas no interior do Sol, são a chave de seu conhecimento”, disse Michael Thompson – professor de Física Solar da Universidade de Sheffield/GRB… (texto base)

NASA quer desvendar “camada secreta” do Sol  (29/09/2008)

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Pontos quentes na superfície do Sol, observados em ultravioleta.[Imagem: TRACE Project/NASA]

Em abril do próximo ano… astrônomos da NASA terão, pela 1ª vez a oportunidade de observar por breves instantes…(8 minutos no total)… – uma “camada secreta” do Sol.

Os cientistas chamam essa camada secreta de a “região de transição”…Neste ponto da atmosfera do Sol, cerca de 500 Kms acima de sua superfície — os campos magnéticos superam a pressão da matéria, e passam a controlar os gases que emanam da estrela.

É nesta região de transição que as labaredas solares explodem…enquanto jatos de massa coronal começam sua jornada rumo à Terra… – e… onde o ‘vento solar’ é misteriosamente acelerado a milhões de km/h…

Conforme J. Cirtain, do Centro Espacial Marshall…“No início do próximo ano será lançado um telescópio experimental que poderá medir os campos magnéticos nessa região de transição”.

O nome do telescópio experimental é SUMI, uma abreviatura de Solar Ultraviolet Magnetograph Investigation… e seu lançamento está marcado para Abril de 2009. Ele funciona com base no ‘efeito Zeeman’… – homenagem ao físico holandês Pieter Zeeman, que descobriu esse efeito no século XIX… Quando um tubo de vidro cheio           de gás incandescente é mergulhado num campo magnético – suas linhas espectrais emitidas são separadas em 2 cores ligeiramente diferentes…quanto mais forte for o   campo eletromagnético, maior será a separação.

A mesma coisa acontece no Sol. Medindo o hiato entre as cores, os astrônomos estimam a intensidade do campo magnético de um ponto no Sol. E ainda, medindo a polarização da linha de separação… os astrônomos podem descobrir a direção do campo magnético.

Intensidade + direção = a qualquer coisa que                                                           você queira saber sobre um campo magnético!

Esse truque tem sido aplicado a milhares de pontos sobre a superfície solar, mas nunca à região de transição, situada a uma pequena distância da superfície… – Como diz Cirtain:

“Simplesmente má sorte… realmente… os gases na região de transição não produzem linhas espectrais tão fortes que possamos ver em comprimentos de onda visíveis”…(produzem linhas no comprimento de onda ultravioleta, invisível da superfície da Terra.)

Oscilações universais  (24/10/2008)  

Estrelas se comportam como instrumentos musicais, produzindo e propagando ‘ondas ressonantes’. – Estas, provocam alterações periódicas em diversas propriedades… que caracterizam a estrela. – Assim como sons emitidos pelos instrumentos musicais são dependentes dos atributos da cavidade na qual as ondas sonoras se propagam… – as “notas” emitidas pela estrela — seus modos próprios de oscilação…estão relacionadas ao seu interior… – As oscilações refletem o que se passa no interior da ‘superfície estelar‘.

A partir de dados do satélite ‘Corot‘ … – um grupo internacional de cientistas mediu pela 1ª vez…”vibrações físicas” características na superfície de 3 estrelas próximas.

A missão Corot, lançado em 2006…além de localizar, fora do Sistema Solar, planetas com condições semelhantes às da Terra que possam abrigar vida… teve como objetivo, estudar a estrutura e a evolução das estrelas – isto é, a ‘sismologia estelar‘.

Dois astrônomos brasileiros estão entre os autores do artigo… José Renan de Medeiros, professor titular do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e Eduardo Janot Pacheco, IAG-USP… coordenador da participação brasileira no projeto.

Até agora… as ‘oscilações solares‘ – produzidas pelo movimento do plasma que constitui o interior estelar (cuja descoberta possibilitou os atuais estudos sobre a estrutura do interior do Sol) ainda não haviam sido observadas em outras estrelas. – Pela 1ª vez foram medidas em estrelas mais quentes e mais antigas.

Além das oscilações…foram detetadas granulações da superfície de 3 estrelas – fenômeno até então… conhecido apenas no Sol.  De acordo com os autores…as 3 estrelas observadas apresentaram oscilações 1,5 vezes mais fortes que a do Sol, e granulação 3 vezes mais fina.

A fotosfera solar apresenta grânulos brilhantes…rodeados por contornos mais escuros com cerca de 700 kms de diâmetro. A “granulação solar” é formada no topo da zona convectiva, região em que massas de gás quente (“células de convecção”) crescem…e transportam energia a ser dissipada na fotosfera. Com o esfriamento, os gases descem … de volta ao interior.

A granulação é um reflexo dos movimentos convectivos no interior do plasma solar; que também fornece pistas sobre a natureza do ‘campo magnético‘ da estrela… – além do comportamento de seu interior. – Um dos principais aspectos do estudo é que ele indica    a universalidade dos fenômenos físicos, já observados no Sol… como explicou Medeiros:

“A filosofia de uma missão como a do Corot é descrever a história evolutiva das estrelas. Para isso, queremos observá-las em diferentes fases. Essas 3 estrelas são mais quentes e antigas do que o Sol… mas vamos observar também estrelas mais jovens… e muito mais velhas; o que nos dará elementos para entender a história evolutiva do Sol”…e concluiu:

“Isso por si só é um grande passo…pois, quando se desenvolvem teorias, é preciso ter o que chamamos de condições iniciais, ou condições de contorno… Estamos conseguindo isso, a partir de medidas feitas com precisão inédita… – possibilitando futuras teorias bem mais consistentes”.

Sol como Estrela Variável…                                                                                               Nos últimos anos, uma ideia pouco ortodoxa vem ganhando adeptos entre os astrônomos… Uma ideia que contradiz os velhos ensinamentos e perturba os observadores e, mais ainda os climatologistas. O Sol e’ uma estrela variável.

Os telescópios espaciais modernos têm penetrado no brilho solar, descobrindo um turbilhão de caos imprevisível… Erupções solares explodem com a força de bilhões           de bombas atômicas. As nuvens de ‘gás magnetizado’ das ejeções de massa coronal         são grandes o suficiente para engolir planetas…  —  ou afastá-los do cenário estelar.

Buracos na atmosfera do Sol enviam rajadas de vento solar, com velocidade de vários milhões de quilômetros por hora. – O fluxo de radiação eletromagnética emitida pelo       Sol – quando chega à Terra, sofre influência do campo geomagnético terrestre, que o impede de vir diretamente à atmosfera, fazendo com que o vento solar flua em torno         do campo.

Mas a magnetosfera pode se tornar perturbada – e alterar sua intensidade e direção quando o Sol apresenta um grande nº de erupções e nuvens de partículas solares de       alta velocidade atingem o planeta. – A radiação então transborda a magnetosfera, e       ioniza regiões atmosféricas — trazendo diversas consequências eletromagnéticas, e climáticas (como auroras boreais).

Além disso, ocorre que, por períodos de décadas ou séculos, a atividade solar aumenta e diminui com um ritmo complexo, que os pesquisadores ainda tentam classificar. O mais famoso “batimento” é o ciclo de 11 anos das manchas solares – que é descrito em muitos textos, como um processo regular de relojoaria. – De fato… ele parece ter mente própria. Segundo Lika Guhathakurta da NASA… “Eles não são mesmo 11 anos…Os intervalos de duração do ciclo são entre 9 e 12 anos. Alguns deles são intensos com muitas manchas solares e flashes (erupções), outros suaves, com relativamente pouca atividade solar”.

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No século 17, durante um período chamado … ‘mínimo de Maunder’, o ciclo pareceu parar totalmente… por cerca de 70 anos — e ninguém sabe por quê… — Contudo…nem é preciso ir tão longe no tempo para um exemplo da ‘imprevisibilidade’ do ciclo…

O sol, em estado bem comportado, inverte seu pólos magnéticos norte e sul a cada 11 anos. Sendo a rotação solar mais rápida no equador do que nos pólos…essa diferença de rotação logo estende as ‘linhas de campo’… – Uma frenética atividade se segue, com emaranhados magnéticos produzindo manchas solares (sunspots), proeminências, e às vezes erupções e explosões de plasma (flares). Afinal, toda essa atividade acaba quando as linhas do campo magnético solar finalmente se encaixam em configurações mais simples, restabelecendo o campo bipolar, e iniciando o próximo ciclo, quando o campo magnético solar é mais fraco. 

Como disse o físico solar David Hathaway … “Neste exato momento, o Sol está saindo de um inesperado mínimo solar de quase um século… – que nos pegou de surpresa. Isso mostra o quanto ainda falta para que possamos prever com sucesso a atividade solar”.

O Solar Dynamics Observatory (SDO), lançado em 11 de fevereiro de 2010, foi concebido para estudar a variabilidade solar. Diferente de qualquer outra missão da NASA, ele vai observar o Sol…  – mais rápido… – mais profundo… e, com maior detalhe. (05/02/2010)

p/consulta: ‘Sonda Hinode revelando o Sol’ (2007) # ‘Dínamo astronômico’ (set/2008) ‘Sigmoides Solares’ (abr/2009) # ‘Modelo para comportamento Solar’ (mar/2011) # ‘O SOL como você nunca viu’ (jan/2013) # ‘Nova teoria para emissões solares’ (ago/2014) ‘Teoria sobre geração de energia Solar confirmada’  (out/2014) ‘Duas missões espaciais para o Sol’  (mar/2015) ## ‘Ejeção de matéria Solar’ (dez/2015) /////////////////////////(texto complementar)////////////////////////////////////

NASA descobre Efeito Borboleta atuando no Sol   (jun/2010)… (texto base)

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Modelo que mostra o espalhamento dos campos magnéticos na superfície do Sol, feito a partir das imagens da sonda SDO, revelando que campos distantes podem responder a alterações localizadas em um campo magnético superficial.[Imagem: Karel Schrijver]

Há muito se reconhece que as tempestades solares causam problemas tecnológicos na Terra, sobretudo nas comunicações via satélite. – Mas, só agora a sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory), da NASA … deu aos cientistas uma visão completa da natureza dinâmica dessas tempestades, conforme elas acontecem na superfície do Sol.

E os dados da SDO indicam que o ‘Efeito Borboleta’ é facilmente observável em nossa estrela… — mesmo eventos de pequena escala espalham-se rapidamente, e produzem fenômenos gigantescos  —  que se espalham por quase toda superfície do ‘disco solar’.

O Efeito Borboleta é uma metáfora para a sensível dependência de um sistema às suas condições iniciais, dentro da ‘Teoria do Caos’. A versão popular propõe que o bater das asas de uma borboleta pode gerar efeitos em cadeia, até resultar em um tufão do outro lado do mundo. E explicou Alan Title, coordenador do instrumento AIA (Atmospheric Imaging Assembly), a bordo da sonda SDO:

“Mesmo eventos de pequena escala reestruturam regiões enormes da superfície solar. E…o tamanho dessas regiões foi possível reconhecer           — graças à combinação da cobertura espacial … e temporal do AIA”.

Instabilidades magnéticas

O instrumento captou várias pequenas labaredas…que geraram instabilidades magnéticas e ondas cujos efeitos puderam ser bem observados ao longo de uma porção substancial da superfície solar… — A câmera captura imagens inteiras do Sol em 8 faixas de temperatura diferentes — que vão de 10 mil…a 36 milhões de graus — permitindo assim…a observação de eventos completos, que seriam muito difíceis de discernir olhando para mapas de uma única temperatura, ou com um campo de visão mais fechado.

A sonda SDO começou a operar há cerca de 2 meses, já tendo enviado imagens do Sol da mais alta resolução já obtidas até hoje…(veja aqui).

Equipamento brasileiro para observação solar é lançado pela NASA (jan/2016)

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Instrumento científico Solar T, transportado por um balão estratosférico, está em voo de circunavegação na Antártica captando a energia das explosões solares em frequências nunca medidas.[CRAMM]

A ‘NASA‘ lançou um balão estratosférico com 2 aparelhos científicos para o estudo do Sol… – O lançamento foi feito na base dos EUA na Antártica – recentemente.

Um dos equipamentos é o “Solar-T”…um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído por pesquisadores do CRAAM (Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie)…da Universidade Mackenzie, em colaboração com colegas da Unicamp.

O outro equipamento…é o experimento de raios X e gama GRIPS (Gamma-ray Imager/Polarimeter for Solar Flares) da Universidade de Berkeley, Califórnia, ao qual o Solar-T foi acoplado.

A grande novidade científica das observações realizadas pelo Solar-T é que ele é capaz de captar a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas…de 3 e 7 terahertz (THz) — daí o “T” no nome do telescópio — que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante. — Para Pierre Kaufmann … pesquisador do ‘CRAAM’, e coordenador do projeto…

“Essas frequências de 3 e 7 terahertz são impossíveis de serem medidas – a partir do nível do solo porque são bloqueadas pela atmosfera. É necessário ir ao espaço para medi-las”. 

Situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio… a ‘radiação terahertz‘ (1 trilhão de Hertz ou 1012 Hz) permite observar mais facilmente a ocorrência de explosões associadas a campos magnéticos de regiões ativas do Sol, que podem lançar em direção à Terra…jatos de partículas de carga negativa (elétrons), a grande velocidade.

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Uma explosão solar aparece muito diferente quando vista em cada comprimento de onda – ainda não havia observações em terahertz, como as que estão sendo feitas pelo Solar-T. [Imagem: NASA/SDO/Wiessinger]

As emissões terahertz no Sol só foram descobertas à pouco — e o ‘Solar-T’ poderá ajudar a elucidar sua origem. Elas podem ser geradas, por exemplo, por mecanismos de aceleração de partículas a altos níveis de energia, antes insuspeitados… Uma das hipóteses é a de que as emissões sejam produzidas por elétronsultrarrelativísticos” – acelerados por campos eletromagnéticos até velocidades próximas à da luz…Outra opção relaciona sua origem ao decaimento de píons, produzindo pósitrons de alta energia.

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O balão levando os dois instrumentos, momentos antes de seu lançamento, e um mapa com o trajeto de circunavegação iniciado logo após o lançamento. [Imagem: NASA]

Para fazer as medições, o Solar-T conta com 2 fotômetros (…em terahertz), além de coletores…e filtros no bloqueio das radiações indesejáveis de luz visível e infravermelho próximo — para assim, selecionar as “frequências necessárias”.

Os dados coletados pelo telescópio são armazenados em dois computadores a bordo do equipamento, e transmitidos compactados à Terra…por meio de um sistema de telemetria — valendo-se da rede de satélites Iridium… — Os dados transmitidos à Terra são então…gravados em dois computadores no CRAMM.

“A transmissão dos dados obtidos pelo Solar-T para a Terra garante a obtenção das informações coletadas caso não seja possível recuperar os computadores a bordo do equipamento, pois as chances são muito baixas. A Antártica é maior do que o Brasil,       tem pouquíssimos lugares de acesso… e não há como controlar o lugar onde o balão           deve cair”…afirmou Kaufmann. 

De acordo com o pesquisador, os 2 fotômetros THz, os computadores de dados, e o sistema de telemetria do Solar-T estão funcionando normalmente, alimentados por 2 baterias recarregadas por ‘painéis solares‘…  —  Os dados deverão ter precisão de apontamento e rastreio do Sol de…mais ou menos 1/2 grau…Esse nível de precisão     deverá ser assegurado por um sistema automático do GRIPS, com o qual o Solar-T         está alinhado. (texto base) p/consulta… ‘Nova interpretação para emissões solares’  *****************************************************************************

Comprovada teoria do Sistema Solar Caótico   ‘texto base’ (23/03/2017)

A aparente calma, que hoje reina no Sistema Solar levou cientistas, por muito tempo a considerarem que as coisas evoluíram por aqui de forma… – se não amena, pelo menos mais ou menos contínua.

No entanto — dados geológicos coletados começaram a destoar desse quadro bem-comportado, exibindo variações nas rochas… que só poderiam ser explicadas por “alterações periódicas” nas órbitas planetárias… – em relação às órbitas atuais.

Essas variações levaram o professor Jacques Laskar – do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França a elaborar uma hipótese que passou a ser conhecida como “Teoria   do Sistema Solar Caótico”. Laskar propôs, em 1989, que pequenas variações nas órbitas planetárias, em janelas temporais de milhões de anos…produziriam grandes mudanças   no clima dos planetas…que explicariam as variações encontradas no registro geológico.

transição de ressonância

Os registros nas variações da órbita da Terra foram identificados datando as diferentes camadas de rochas depositadas a cada variação climática. [Imagem: Universidade Northwestern]

Transição de ressonância

Agora, pela 1ª vez, uma equipe conseguiu “rastrear indícios suficientes … em apoio à teoria do “Sistema Solar Caótico“, na qual as ‘órbitas planetárias’ variam, de tempos em tempos  – por meio de um mecanismo, conhecido como ‘ressonância’.

Chao Ma… Stephen Meyers, e Bradley Sageman – cientistas das universidades Wisconsin-Madison e Northwestern, EUA, encontraram as evidências em camadas alternadas de calcário e xisto, depositadas na Formação Niobrara, no estado do Colorado (EUA), na época em que os dinossauros ainda caminhavam pela Terra.

Mais especificamente, eles descobriram a assinatura de uma “transição de ressonância” entre Marte e Terra, ocorrida 87 milhões de anos atrás. Esta transição é a consequência     do “Efeito Borboleta” na ‘teoria do caos‘, que estabelece que pequenas mudanças nas condições iniciais de um sistema não-linear… geram grandes efeitos ao longo do tempo.

Órbitas planetárias, clima e rochas

No contexto do Sistema Solar, o fenômeno ocorre quando 2 corpos em órbita influenciam periodicamente um ao outro, como ocorre quando um planeta…em sua trilha ao redor do Sol…passa em relativa proximidade de outro planeta, em sua própria órbita.

Esses “cutucões” na órbita de um planeta – pequenos… – mas regulares… podem exercer grandes mudanças na localização, e orientação do planeta, em seu eixo em relação ao Sol,   e, consequentemente…alterar a quantidade de ‘radiação solar’ que um planeta recebe em uma determinada área…

Onde, e quanta ‘radiação solar’ um planeta recebe…                                             é um elemento-chave na determinação do seu clima.

Tendo como exemplo o ritmo das idades glaciais da Terra – fortemente correlacionadas com mudanças periódicas na forma da órbita da Terra, e na inclinação do nosso planeta em seu eixo…o impacto dos ciclos astronômicos sobre o clima pode ser muito grande. E,     a teoria astronômica permite uma avaliação muito bem detalhada de eventos climáticos passados, que podem fornecer um análogo para o clima futuro.

Embora a conexão entre mudança climática e o registro nos sedimentos depositados na Terra possa ser complexaa ideia básica é simples… – como assim comentou Meyers:

“A mudança climática influencia a distribuição relativa da argila em relação ao carbonato de cálcio, registrando o sinal astronômico no processo…Por exemplo,     imagine um clima muito quente e úmido, que bombeie argila para o mar…pelos             rios, produzindo uma rocha argilosa…ou xisto…alternando com um clima mais             seco e frio, que bombeie menos argila para o mar e produza uma rocha rica em carbonato de cálcio, ou calcário.”

Outros estudos têm sugerido a presença do ‘caos’ com base em dados geológicos.           Mas, esta é a 1ª evidência inequívoca, propiciada pela alta qualidade dos dados         radioisotópicos disponíveis…e o forte sinal astronômico preservado nas rochas.

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Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979... (s/ diploma)
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