Vida inteligente pode estar engatinhando no Universo

“Ainda vivemos na infância da humanidade – todas abordagens científicas                        sobre a vida…biologia molecular…DNA…cosmologia…começam a florescer.                      Somos crianças buscando respostas. Quanto maior a ilha do conhecimento,                      maior as margens de nossa sucessiva infinita ignorância”.  (John Wheeler)

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Muitas pessoas andam dizendo por aí, que  o universo “conspira” contra elas… Não dê ouvidos, é pura mania de perseguição…e a ciência pode provar… Todas as evidências, até hoje reunidas, dão conta do fato que o universo está metido em alguma estranha conspiração… – mas… para nos favorecer!  De fato, a impressão que se tem – aqui de dentro do cosmos há 13,8 bilhões de anos    de seu surgimento, é que ele foi ‘reguladojusto para permitir o surgimento da ‘vida’.  Saber… o por quê?… – talvez seja o maior desafio intelectual da nossa raça humana.

Em resumo, o mistério é o seguinte…toda ‘dinâmica do cosmos’…sua expansão, formação de estrelas… o surgimento de planetas ao redor delas, a criação dos elementos químicos… simples e complexos, e assim por diante, depende apenas de um conjunto de parâmetros:  “6 números” – disse o astrônomo Martin Rees… no título de seu livro sobre o assunto.  Um deles, por exemplo…é a intensidade da força gravitacional. Outro, é a massa dos prótons … partículas de carga positiva que ditam as propriedades dos átomos (tijolos de que são feitas todas coisas no Universo) …e, também – os “números de Planck” … que designam as menores medidas significativas de qualquer coisa que exista. – E…por aí vai.

Hoje ninguém sabe por que essas coisas todas estão reguladas do jeito          que estão… – E…o mais surpreendente…é que se qualquer uma dessas medidas fosse só um pouquinho diferente… – ou, para mais…ou, para menos… – ninguém estaria aqui… para perguntar sobre esta questão.

A  força da gravidade, por exemplo. Fosse só um pouco mais forte, e apenas permitiria   a existência de estrelas de curto período, que explodiriam em pouco tempo…ao queimar rapidamente todo seu combustível, sem dar chance ao surgimento da vida… Fosse ainda mais intensa – talvez tivesse impedido de cara a expansão do universo jovem, fazendo-o implodir antes de algo interessante acontecer…Mais fraca, estrelas jamais se formariam.  Enfim, qualquer mexida parece necessariamente ser para pior. O mesmo, de uma forma geral, acontece com todos os outros parâmetros que configuram o nosso cosmos… É um grande mistério, que evoca todo tipo de explicação…Há contudo, uma esperança de que, quando alguém conseguir juntar toda a física numa única teoria … conciliando seus dois grandes pilares (a mecânica quântica, que explica o ‘micromundo’, e a relatividade, que explica o macro) essas propriedades possam emergir naturalmente das equações.

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Diminui – porém… a cada dia…o nº de cientistas que acreditam nesse milagre.  O mais provável… a essa altura – é que tenhamos de viver com o fato… de que,   de uma gama ‘infindável‘ de universos possíveis… – o nosso ‘simplesmente’… tenha escolhido ser bonzinho conosco.  Claro…essa é uma imagem que parece quase implorar pela existência de um “Criador…uma entidade consciente, responsável pela regulagem do universo de modo a torná-lo propício à nossa existência.

Evocar tal explicação porém…vai contra princípios científicos – pois significa admitir que não há uma “razão lógica natural“… – ou mesmo… passível de ‘verificação experimental’.  Pressupõe que temos de aceitar que o cosmos é tão benevolente conosco, por projeto. Em outras palavras, nenhum cientista vai comprar a ideia, sem antes esgotar todas as opções. Nesse sentido, uma alternativa que já é popular entre físicos teóricos há algum tempo… é tentar diluir toda essa benevolência cósmica supondo que nosso ‘Big Bang‘, seja apenas um, de infinitos, acontecendo, de forma aleatória, num “multiverso“…Se muitos desses infinitos novos universos…’surgindo o tempo todo’…estiverem em péssima sintonia, logo implodirão de volta a seu estágio primordial…mas, uns poucos irão gerar criaturas como nós. Daí nasce o chamado “princípio antrópico“: noção de que estaríamos no topo da hierarquia universal. Afinal, ao menos por aqui, o cosmo calhou de ser bem ‘sintonizado’.

De acordo com muitos cientistas, essa é uma saída suficientemente honrosa … e, vários físicos de renome têm sido vistos por aí defendendo o princípio antrópico. Contudo, há quem considere essa solução, estética e filosoficamente, insatisfatória … para não dizer, pouco passível de comprovação experimental… — Em resumo… — não muito científica.

Mas talvez a resposta para explicar a configuração do                                     Universo fosse outra… “Se ele pudesse ter bebês?…”

multiversoEm essência … essa é a teoria do físico Lee Smolin — do Perimeter Institute/Canadá. Ele propõe que a configuração do Universo não seja, exatamente, voltada a favorecer o surgimento de formas de vida, assim como   a nossa – mas sim… para produzir o maior número possível de… – ‘buracos negros‘.  O interior de cada um deles…abrigaria um universo, ‘novinho em folha’. Quanto mais BNs produzidos, maior o nº de ‘herdeiros’.

Pois é isso mesmo que você já deve estar imaginando… é Charles Darwin, aplicado à evolução dos universos. – Não é à toa que Smolin denominou sua teoria de…”seleção cosmológica natural“. Pode parecer maluco mas talvez valha a pena lembrar que nosso Universo, no exato momento do “Big Bangestava comprimido numa região mínima e muito densa. Mas essa é a descrição exata de um…”buraco negro… estrela      que implodiu de uma forma tão radical – a ponto de distorcer um espaço ‘ao extremo’.      A gravidade ali fica tão intensa, que nem mesmo a luz consegue escapar de lá. É assim como se a força gravitacional enrolasse aquele pedaço cósmico em torno de si mesmo; livre do espaçotempo em que vivemos…Quer melhor lugar para se criar um Universo?    

De acordo com Smolin…o primeiro universo da história do “multiverso“, foi um dos “desregulados aleatórios, incapaz de gerar estrelas…e de curta implosão; o qual daria origem a outro universo, com regulagem um pouco diferente, talvez um pouco melhorDepois de muitas gerações… surgiria um universo capaz de gerar estrelas. Só algumas destas teriam massa suficiente para ao fim…virar buracos negros, mas isso já bastaria.      O efeito é que com o tempo, os universos capazes de ter muitos filhos predominariam no multiverso, criando uma configuração que… do ponto de vista de uma distribuição aleatória, seria muito improvável. Ou seja, por esse raciocínio, passa a ser muito mais provável que universos como o nosso (feitos para criar ‘buracos negros’…não pessoas) sejam formados dispensando-se um Criador e o princípio antrópico…numa tacada só.

E para provar isso, Smolin tem algumas sugestões… Inicialmente, faz predições teóricas,     a partir de sua teoria…que outros cientistas poderão tentar desafiar. Por exemplo, se ele estiver correto – ninguém conseguirá manipular os parâmetros do universo…de forma a criar um cosmos hipotético que seja muito mais prolífico em buracos negros que o atual.

O físico também sugere…esforços de observação astronômica, para apoiar sua hipótese. – Por exemplo… sob as condições…pelas quais se formam os buracos negros, conforme a seleção cosmológica natural… entre duas  diferentes teorias existentes hoje – a que exigir a menor “massa inicial” (e portanto… permitir maior criação de buracos negros)…seria a ‘verdadeira’.

Além disso… ele diz  que os “observatórios de ondas gravitacionaispoderão – no futuro, detetar o eco gravitacional do próprio Big Bang que conteria alguma informação sobre o que ocorreu antes do surgimento do nosso universo… se é que houve algo antes. – Essas informações, então…poderiam corroborar – ou, derrubar a “seleção cosmológica natural“.  Todavia, seja qual for a resposta correta – devemos sempre comemorar o fato…de termos um bem tão precioso… (a própria “razão“)… – que nos permite especular sobre tudo isso.

Considerando que os seres humanos são feitos dos mesmos átomos um dia fabricados no coração das estrelas não podemos evitar a conclusão de que nossa existência… e nossas especulações, não são nada mais que o próprio Universo, fazendo uma baita força para entender a si próprio…(A falta de respostas finais não estraga a beleza dessa constatação) ‘texto base’/2005  **********************************************************************

ASTRÔNOMOS REVELAM ORIGENS CÓSMICAS DA VIDA                                        Processos que estabelecem as bases para a vida na Terra – evolução estelar planetária… e produção de moléculas orgânicas complexas no espaço interestelar estão mostrando seus segredos… Em um simpósio sobre o “Berço Cósmico da Vida“… na ‘Associação Norte-Americana para o Progresso da Ciência’, em Chicago … 3 novos horizontes foram abertos:

http://en.wikipedia.org/wiki/Green_Bank_Telescope

) Uma equipe de astroquímicos apresentou em seminário, um novo e importante recurso, visando à busca de “moléculas interestelares”  precursoras de vida Dados químicos, então liberados por Anthony Remijan do National Radio Astronomy Observatory (NRAO), são parte da…PRIMOS… (‘Prebiotic Interstellar Molecule Survey’), estudando uma região de formação estelar, próxima ao centro galático.

O projeto PRIMOS é uma iniciativa da Universidade de Virginia /EUA, que começou em 2008, sob o comando de Pate Brooks. Os dados, obtidos do GBT (‘Green Bank Telescope’) vieram de mais de 45 ‘observações individuais’, totalizando mais de 9 Gbytes, em mais de 1,4 milhões de canais de frequência. Os dados do ‘radiotelescópio’ foram então estudados em “radiofrequências específicas” (das linhas espectrais de moléculas no espaço) … como assim explicou Remijan: “Nós identificamos mais de 720 linhas espectrais nesta amostra, e cerca de 240 delas se formaram de moléculas desconhecidas. Estamos disponibilizando  a melhor coleção de dados… abaixo dos 50 GHz para o estudo da química interestelar”.

Astrônomos já identificaram mais de 150 moléculas no espaço interestelar nos últimos 40 anos; incluindo compostos orgânicos complexos, tais como açúcar e álcool. Para Remijan:

“Esta é uma grande mudança na forma de se buscar moléculas no espaço. Antes, decidia-se de antemão quais moléculas procurar – para em seguida…rastreá-las numa faixa bem estreita das ‘frequências de rádio’… – emitidas por essas moléculas. Nesse levantamento do… ‘GBT’ – observamos uma ampla gama de frequências… – recolhemos os dados – e, imediatamente – os tornamos publicamente disponíveis… – Cientistas…de todo mundo, agora podem…’peneirar‘ tais recursos – buscando novas moléculas interestelares“.

) Outro importante…campo de pesquisa apresentado por Crystal Brogan do NRAO, mostrou imagens ‘altamente detalhadas’ de ‘proto-aglomeradosde jovens estrelas massivas revelando uma complexa mistura, em diferentes estágios de ‘formação estelar’ com intrincados movimentos de gás…além de vários indícios químicos dos processos físicos em tais berçários estelares“.  Usando o Observatório ‘SMA’ – no Havaí, Brogan e colegas estudaram uma nebulosa    a…5.500 anos-luz da Terra – onde estrelas bem mais massivas do que o Sol estão se formando. E sobre isso, Brogan assim explicou:  “É essencial entender, o que está acontecendo…em sistemas como este porque a maior parte das estrelas … inclusive similares ao Sol, se formam em ‘aglomerados’. As de maior massa, têm enorme impacto sobre a formação do ambiente ao redor – incluindo estrelas menores e seus planetas… – Para sabermos como sistemas passíveis de abrigar vida… se formam e evoluem … devemos entender como tais estrelas gigantes afetam seu entorno.”

Além disso… estrelas massivas jovens são envoltas por “núcleos quentes” – que incluem abundante material orgânico – os quais podem ser ejetados ao espaço interestelar…por ventos estelares e outros processos. Isso poderia ajudar a “semear” regiões de formação estelar com algumas das substâncias químicas detectadas pelo GBT e outros telescópios.

) Complementando a abordagem sobre o tema da ‘formação planetária’ em torno de estrelas jovens…David Wilner (Centro de Astrofísica de Harvard) mostrou observações no ‘SMA‘, com novos detalhes de ‘sistemas solares’ em seus estágios iniciais de formação.

Wilner e seus colegas estudaram 9 discos de poeira ao redor de estrelas jovens…em uma região na constelação de Ophiuchus. E o astrofísico…assim comentou… “Estas são as imagens mais detalhadas … destes discos nestes comprimentos de onda.” 

As imagens revelam … a distribuição de material…no mesmo tamanho de escala que nosso Sistema Solar, indicando que estes ‘discos’ podem produzir “sistemas planetários”. Inclusive 2 deles mostram grandes cavidades centrais onde jovens planetas já teriam “limpado” o material orbitando…em sua própria ‘vizinhança‘.

“Já sabíamos que esses discos contêm material suficiente para formar sistemas solares…estas novas imagens nos dizem que o material para formar sistemas solares está nos lugares certos. Temos agora, a visão reveladora dos primeiros estágios de formação planetária”… explicou Sean Andrews… bolsista do Hubble /Centro de Astrofísica da NASA.

Todas estas 3 áreas de estudo estão preparadas para grandes avanços com a iminente instalação de novos e poderosos rádio-telescópios… – tais como o ALMA…o EVLA…e novos implementos para o telescópio ‘GBT. E Wilner ainda completou… “Estudos de discos protoplanetários e sistemas solares em formação irão se beneficiar bastante,        da capacidade inovadora do ‘ALMA’, que será capaz de nos dar imagens altamente detalhadas de muito mais aspectos, que hoje ainda não podemos sequer imaginar.”

ALMA, provavelmente, também fornecerá novas informações sobre a química em tais sistemas em formação planetária – assim como tornará mais compreensíveis, complexos movimentos dos proto-aglomerados de jovens estrelas massivas de Brogan. Nele, tanto o detalhe das imagens…quanto a capacidade de encontrar linhas moleculares espectrais se multiplicarão por um fator de pelo menos 25. Ademais o aumento da potência do ‘EVLA’ dará melhor visualização à regiões interiores dos discos ao redor de estrelas jovens…que estão obscurecidas aos telescópios… – operando em comprimentos de onda mais curtos.

“Sabemos que há substâncias químicas complexas no meio interestelar anterior à formação de estrelas e planetas. Com novas ferramentas de pesquisa disponíveis, estamos à beira de entender a formação química     das nuvens interestelares, das estrelas jovens e seus ambientes… e, dos ‘discos protoplanetários’ – todos ligados entre si…para fornecer a base química da vida nestes planetas”, disse Remijan. texto base (fev/2009) *******************************************************************

Trechos do livro…”O Universo Inteligente” de Fred Hoyle”                                      A teoria darwinista está incompleta, porque as variações aleatórias                         tendem a piorar os resultados – como aliás…o senso comum sugere.”

universo inteligente

Não há dúvidas de que … as formas de “vida terrestres” evoluíram das mais simples — para as mais complexas,   ao longo dos períodos geológicos…Mas, como os genes não podem produzir-se a si mesmos dentro do sistema, devem provir do exterior deste – significando queOs “genes“…componentes básicos da vida, juntam-se na Terra…vindos do espaço!… Em vez de se constituir no centro biológico do Universo, vejo nosso planeta como apenas um privilegiado ‘casulo‘ (linha de montagem), dispondo porém, de uma grande vantagem em relação      a outros locais. A abundante presença de ‘água líquida’ permite à vida desenvolver sua maior “complexidade”, dentro do processo a que denominamos…”evolução“.

Antes de Copérnico, pensava-se que a Terra constituía o centro geométrico e físico do Universo. Atualmente, a ciência oficial ainda considera a Terra como centro biológico       do Universo — o que constitui uma repetição quase inacreditável do mesmo erro. Não existe qualquer prova objetiva em apoio à hipótese de que a vida se iniciou numa sopa orgânica… aqui na Terra. – Nestas condições… por que razão continuam os biólogos a aceitar fantasias sem consistência?… – Com o único fim de negar o que é obvio … que,       as 200 mil cadeias de aminoácidos – e portanto… – a vida, não apareceu por acaso!…

É a água (provavelmente vinda dos cometas) que assinala a nossa presença aqui,            não como ‘organismos’ surgidos casualmente numa ‘sopa’ primordialmente local,            mas sim, como descendentes da vida cujas…”sementes“…provêm do…”espaço.        *****************************************************************************

Identificado carbono primordial que deu origem à vida (maio/2011)                      Praticamente, todos elementos químicos mais pesados do que o hélio exigem                        as condições extremas encontradas no interior das estrelas para se formarem.

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Sem esse tipo específico de núcleo de carbono, que se origina no núcleo das estrelas, a vida como a conhecemos não teria sido possível – e, eventualmente, nem mesmo o Universo como o conhecemos. [NASA/ESA/STScI/AURA]

No caso do carbono – um elemento fundamental para a vida na Terra –        é preciso que seu núcleo…passe por      certo estado intermediário especial, para poder ser produzido dentro de estrelas. Este estado – denominado “estado de Hoyle”…é uma forma do núcleo de carbono, rica em energia,  um tipo de… “passo intermediário” entre núcleo de hélio … e núcleo de carbono, só que muito mais pesado.

O problema é que os cientistas vinham tentando calcular o estado de Hoyle há quase de 60 anos — sem obter sucesso.

Se o estado de Hoyle não existisse…estrelas poderiam gerar apenas quantidades mínimas, não apenas do carbono, mas também de outros elementos mais pesados — como oxigênio, nitrogênio e ferro. Ou seja, sem esse passo intermediário, o Universo não seria mais do que uma massa gasosa – com bem poucos elementos pesados. Sem esse tipo específico de núcleo de carbono, a vida como a conhecemos não teria sido possível – e…eventualmente, nem mesmo o universo. Mas ambos existem, com todos seus (nossos) elementos pesados.

Ressonância de Hoyle                                                                                                              Fred Hoyle previu o ‘estado de ressonância’ em 1954, e alguns anos depois experiências comprovaram sua existência. Mas até agora, as tentativas de calcular o estado de Hoyle têm fracassado; ninguém havia conseguido entendê-lo, e matematicamente descrevê-lo. “Mas agora, conseguimos”; comemora o Dr. Ulf-G. Meibner, da ‘Universidade de Bonn’.                                                  

tri-alfa-1O processo de formação do carbono no interior das estrelas é chamado triplo alfa: 2 partículas alfa, que são núcleos de hélio, reagem para formar o berílio-8, que, por sua      vez, reage com uma 3ª partícula alfa, para formar o carbono-12. Esse, contudo, não é aquele que conhecemos hoje, mas um estado especial de alta energia, ou “estado de Hoyle“…que não é exatamente um átomo, mas um estado de ressonância, o qual      não pode ser localizado espacialmente, e tem uma meia vida finita, determinada pela energia que falta para o limite de emissão da partícula. Só 1…em cada 2.500 “estados        de ressonância” vão de fato decair…e gerar carbono-12 estável – como o conhecemos.

Imagine o estado de Hoyle como uma estrada única que interliga 2 vales separados por uma cadeia de montanhas. – No 1º vale, todos os caminhos levam a essa única estrada. Sem ela, não dá para chegar ao próximo vale. No 1º vale, tudo o que se dispõe é de 3 núcleos de hélio…Eles devem se dirigir à passagem e do outro lado, emergir o átomo      de carbonomuito mais pesado. O problema é que esses 3 núcleos fracamente ligados (praticamente uma “nuvem” de núcleos de hélio), se condensam no átomo de carbono.

tri-alfa

O problema era calcular como três núcleos fracamente ligados – praticamente uma “nuvem” de núcleos de hélio – se condensam no átomo de carbono. [Chernykh et al.]

Primeiros princípios

Para Evgeny Epelbaum – coautor da pesquisa: “Isto é como se fossemos analisar um sinal de rádio onde um transmissor principal e vários outros dependentes, interferissem uns com os outros”. O transmissor principal é o núcleo estável de carbono – a partir do qual a vida se estruturou. “Mas, para um núcleo de carbono instável, cheio de energia, temos de separar o sinal de rádio mais fracodaquele mais forte, dominante por meio de um filtro de ruído”.

Segundo os pesquisadores, esses cálculos vinham fracassando porque não se era adotada uma precisão suficiente para as forças atuando entre os diversos núcleos…(“cálculos de primeiros princípios“), que partem das forças mais fundamentais da natureza … para simular a evolução, neste caso, dos átomos de carbono…Após uma semana inteira de uso contínuo de um supercomputador, foram obtidos resultados, que coincidem tão bem aos dados experimentais, que, para Meibner, o “estado de Hoyle” teria de fato sido calculado: 

“Agora podemos analisar esta forma essencial do núcleo de carbono em cada detalhe,          determinando assim seu tamanho e sua estrutura… – E isso também significa que poderemos analisar em detalhes toda a cadeia de formação dos elementos químicos.”

Durante décadas, o estado de Hoyle foi o melhor exemplo teórico de que as constantes fundamentais da natureza devem ter seus valores verificados experimentalmente, com precisão…pois, caso contrário, não estaríamos aqui para observar o Universo…este é o chamado ‘princípio antrópico‘. Para o estado de Hoyle, isso significa que deve ter a exata quantidade de energia que tem … ou não existiríamos. — E, como disse Meibner: “Agora podemos calcular se, num mundo diferente, com outros parâmetros…o ‘estado      de Hoyle’ teria uma energia diferente– quando comparado à massa de 3 núcleos de hélio”Se isto se confirmar, os cálculos validariam o princípio antrópico. (texto base) ********************************************************************************

Monóxido de carbono em “Beta Pictoris” (mar/2014)                                                    Astrônomos descobriram uma bolha de “monóxido de carbono” (gás) no disco de        poeira que circunda a estrelaBeta PictorisA descoberta é surpreendente porque                se espera que esse gás seja rapidamente destruídopela ‘radiação estelar’. — Isso        significa que o gás pode estar sendo constantemente produzido naquele ambiente.

Beta Pictoris, uma estrela próxima,    e facilmente observável a “olho nu” nocéu austral – já é vista como o arquétipo dos sistemas planetários jovens… Ela abriga pelo menos um planeta…orbitando a estrela a uma distância de — 1,2 bilhão de kms.

Beta Pictoris foi uma das primeiras estrelas a ser descoberta – rodeada por um enorme“disco de poeira”.

O que as novas observações do telescópio ALMA mostraram é que esse disco está permeado de gás de monóxido de carbono. – Como este gás é rápida e facilmente destruído pela radiação estelar duraria apenas cerca de 100 anos no local onde                  se encontra. Observá-lo num disco com 20 milhões de anos de idade é realmente            uma surpresa. A pergunta é entãode onde vem este gás, e porque ainda está lá?

Paradoxalmente, a presença deste gás tão prejudicial aos humanos na Terra … pode indicar que o sistema planetário Beta Pictoris, eventualmente, seja passível de abrigar vida. É bem provável que o bombardeamento de cometas sofrido atualmente por seus planetas esteja fornecendo-lhes a água indispensável à vida como a conhecemos…Nas palavras de Bill Dent, astrônomo da ‘ESO’: “A não ser que estejamos observando Beta Pictoris em um momento particular…o monóxido de carbono deve estar sendo criado continuamente. Sua fonte mais provável para um sistema estelar jovem é a colisão de objetos gelados”…Cometas contêm gelo de monóxido de carbono, dióxido de carbono, amônia e metano; contudo, a sua componente majoritária é uma mistura de poeira, e      gelo d’água. Assim como no caso da água da Terra, o problema é definir se há cometa suficiente para produzir tanto monóxido de carbonoPara Aki Roberge – coautor do estudo “Para que haja a quantidade de monóxido de carbono observada – a taxa de colisões precisa ser realmente espantosa — de um grande cometa…a cada 5 minutos”.

Outro desafio para a “teoria dos choques de cometas”, é que o monóxido        de carbono concentra-se em uma única bolhamuito compacta. — Essa concentração situa-se a…13 bilhões de kms da estrela… o que significa cerca de 3 vezes a distância de Netuno ao Sol. A razão pela qual o gás se concentra nesta pequena bolha tão longe da estrela ainda é um mistério.

Para Mark Wyatt, astrônomo da Universidade de Cambridge: “Ou a atração gravitacional de um planeta ainda não detectado – com massa semelhante à de Saturno… concentra as ‘colisões cometárias’ nesta pequena região – ou o que estamos vendo são os resquícios de uma colisão catastrófica entre 2 planetas gelados – com massas semelhantes à de Marte”. Ambas as hipóteses dão esperança da descoberta de vários outros planetasem torno de Beta Pictoris. E, concluiu Roberge: “Este monóxido de carbono é apenas o início; podem haver outras moléculas pré-orgânicas, até mais complexas, liberadas por aí”. (texto base)    ***********************************************************************************

A vida inteligente no Universo pode estar dando seus primeiros passos            “Por ser a vida planetária tão recente no Universo… – talvez a espécie humana não           esteja atrasada para a festa. – Podemos estar entre os 1ºs convidados.” (jun/2014)

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As cerca de 200 bilhões de galáxias do ‘universo observável’ mostram forte tendência a continuar como vemos hoje, por centenas de bilhões de anos (ou mais)… — Assim, como diz Dimitar Sasselov (Harvard)…“Isso poderia explicar porque não temos nenhuma evidência ‘deles‘…e assim – explicar o famoso paradoxo de Fermi, que questiona… “Se há vida inteligente avançada no Universo – onde eles estão?”…Por que ainda não surgiu qualquer evidência de sua existência?”

A história do Universo…de acordo com Sasselov – em seu novo livro…“The Life of Super-Earths”…se parece assim… gerações de estrelas produziram — a partir dos elementos originais (Hidrogênio e Hélio), quantidades suficientes de ferro, oxigênio, silício e carbono (e, todos os outros elementos) – de modo a ser capaz de formar a Terra, e demais planetas…incluindo os que a “Missão Kepler” está descobrindo.  Ambientes estáveis em galáxias… enriquecidas o suficiente para possuir planetas… só se tornaram possíveis há cerca de 9 bilhões de anos; e planetas rochosos como a Terra…ou maiores como super-Terras, apenas cerca de 7 a 8 bilhões de anos atrás. – Assim, a vida teve que esperar esse tempo…se não mais, para começar a florescer em todo o Universo.

De 7 a 9 bilhões de anos atrás, os elementos pesados já estavam disponíveis, em quantidade suficiente para a química complexa                   da vida surgir nos planetas terrestres…com ambientes estáveis   necessários (e suficientes) para sustentar ‘reações bioquímicas’.

O Universo está passando por sua “Stelliferous Era” (seu máximo de formação estrelar), mas, parece ainda estar num pico de formação planetária. Há mais estrelas no Universo   do que grãos de areia na Terra, e um número ainda maior de planetas; que por causa de seu tamanho são apenas uma pequena fração massiva do Universo; mas há tantos deles, que a probabilidade de vida cresce exponencialmente… Existem 200 bilhões de estrelas   na Via Láctea…sendo 90% delas, pequenas o bastante, e com idade suficiente, para ter planetas em órbita. Dessas…apenas 10% são estrelas formadas com elementos pesados      o suficiente para possuir planetas semelhantes à Terra. – Desse total… 100 milhões, ou  2%…de ‘super-Terras’ e ‘planetas terrestres’, orbitariam a zona habitável de sua estrela.

Enrico Fermi argumentou que, dada a idade avançada do Universo, e considerando o grande número de estrelas e sistemas planetários… – assim como o incrivelmente curto espaço de tempo gasto pelos seres humanos para desenvolver sua tecnologia… – outras civilizações na Via Láctea poderiam ter uma vantagem significativa; e seriam bem mais avançadas do que nós. No entanto, segundo Sasselov“o argumento estatístico para o ‘Paradoxo de Fermi‘ é válido… – somente se o prazo para o surgimento da vida for bem mais curto do que a idade do universo; mas nem tanto, se estes são compatíveis.”

(O futuro da vida no Universo… – portanto… pode parecer promissor…) ‘texto original’  >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>(adendo cosmobiológico)>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>      Não existe pressão para a produção de organismos mais complexos…ou mais ‘perfeitos’, como muitos acreditam. Os mais complexos não parecem ser mais vantajosos, do ponto    de vista da sobrevivência…que os mais simples… Se isso fosse verdade, existiriam muito  mais organismos complexos do que simples, ao contrário do que se observa na natureza.  
Essa ideia de evolução como aperfeiçoamento…através de um ‘plano inteligente’ (sic) se traduz, simplesmente, na crença de que as ‘forças naturais’ não seriam capazes de criar ‘ordem e beleza’, se não fossem guiadas por uma inteligência exterior à própria matéria.  Adotar esse ponto de vista…é dar à ciência o mero papel de desvendar qual é esse plano subjacente à natureza — que já está preestabelecido para todo o sempre (determinismo abandonado pela Mecânica Quântica, há quase 1 século) (Augusto Damineli… USP/SP)    ******************************(texto complementar)*******************************

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Representação artística do Oumuamua, cuja forma incomum levantou dúvidas se poderia ser artificial. [ESO]

“Sociologia exoplanetária”

À medida que…descobrimos numerosos planetas habitáveis…​​em torno de outras estrelas na “Via Láctea“… — incluindo a mais perto de nós… “Proxima Centauri”, não podemos deixar de lembrar daquela famosa pergunta do físico Enrico Fermi: “Onde está todo mundo?”… se referindo ao fato… de ainda não termos detectado qualquer evidência concreta – de algum tipo de“civilização alienígena”.

Pois bem, o 1º “objeto interestelar” descoberto no sistema solar…Oumuamua…que vagou entre nós no período 2017/2018, teve uma forma invulgarmente alongada…como seria de esperar de uma sonda alienígena, mas pareceu inertesendo silencioso demais.    É verdade que um sinal de civilização alienígena pode ser sutil … ou sofisticado mas o silêncio decepcionante, também pode indicar que civilizações interestelares duradouras não usam tecnologias que as tornariam visíveis aos nossos telescópios É de se esperar que civilizações bem mais antigas que a nossa detenham ciência e tecnologia avançadas, mas também existe a possibilidade, noutros planetas, de um estilo de vida mais simples, levando suas civilizações a optaram por uma…’condição tecnológica mais conservadora’.

A “política exoplanetária” poderia explicar o “paradoxo de Fermi”?

civilizacaoA “história humana” nos permite imaginar a possibilidade de que, sob um cenário político diferente — nosso planeta… indefinidamente, poderia ter permanecido…sob o domínio das mentalidades anti-científicas da Idade Média. Tal cenário se justifica…ao longo do prazo de milhares de anos, embora a probabilidade de prevalecer sobre milhões, ou bilhões de anos, não seja descartável. Mas a Terra teve a sorte de ver a tecnologia florescer, ainda antes que desastres ambientais ou políticos pudessem reajustar (facilmente) seu…’relógio evolutivo.

Ou talvez, a vida útil final da civilização terrestre se torne mais curta, do que teria sido…se os humanos permanecessem tecnologicamente primitivos. A tecnologia traz riscos a longo prazo para nosso futuro sob a forma de mudanças climáticas, e guerras não convencionais (nucleares, biológicas ou químicas). Neste caso, as superfícies de outros planetas, quando observadas, poderão mostrar relíquias de civilizações tecnologicamente avançadas, que se destruíram em catástrofes naturais ou não, ou até civilizações vivas com tecnologia inicial.

Poderíamos procurar restos de civilizações tecnológicas de longe. Mas, se não acharmos nada em nossos telescópios…a única maneira de descobrir se civilizações de longo prazo são tecnologicamente primitivas…é visitar seus planetas…A ‘astro-sociologia‘ pode se tornar uma fronteira de exploração cativante quanto mais nos aventurarmos no espaço.alien-civilization-lynette-cookAstrônomos “tradicionais” argumentariam que é muito menos caro observar remotamente planetas distantes do que lançar uma sonda que os visitará. Mas a “observação remota” só pode detectar civilizações que transmitem sinais eletromagnéticos, alterem a atmosfera do planeta através de poluição industrial, ou deixem artefatos na superfície do planeta, como células fotovoltaicas, aquecimento artificial, infra-estrutura, ou iluminação artificial. Se os alienígenas não modificarem dramaticamente seu habitat natural…ou transmitirem sinais artificiais, seremos então forçados a visitar seus planetas… – para descobrir sua existência.

As civilizações em outros mundos podem se ajustar perfeitamente a seu ambiente natural, por uma variedade de razões. – No mínimo… a camuflagem é uma tática de sobrevivência natural, então as civilizações alienígenas podem preferir parecer indistinguíveis de outras formas de vida orgânica. – Pode-se também imaginar uma civilização tão inteligente, que mantém deliberadamente um perfil tecnológico discreto sustentando sua biosfera. Assim, a única forma de encontrar esses extraterrestres seria enviando sondas aos seus planetas.

Uma vez que…mesmo “Proxima Centauri” estando a 4,24 anos-luz de distância, uma viagem até lá… – no intervalo de algumas décadas…requer uma tecnologia capaz de acelerar uma espaçonave, em pelo menos 1/5 da velocidade da luz, o único conceito adequado – a um empreendimento desse porte, envolve uma forma de “aceleração contínua” até atingir tal velocidade…mas, o grande problema então, seria obter um meio de frenar a nave… perto do objetivo.

Visitar a superfície de outro planeta, portanto, exige velocidades mais lentas…e tempos de viagem mais longos. – Por exemplo…foguetes convencionais nos levariam para as estrelas mais próximas, dentro de centenas de milhares de anos. Isso ainda pode ser atraente, sob uma perspectiva teórica, uma vez que esta escala de tempo é dezenas de milhares de vezes menor do que a idade do Universo. – E, ao longo dos bilhões de anos subsequentes, nossa civilização tecnológica poderia se espalhar na exploração da Via Láctea. E mesmo que não encontremos tecnologias avançadas…que acelerassem nossa própria evolução tecnológica, e encontrarmos por exemplo civilizações com religião ou política própria, seria fascinante explorar a diversidade cultural e estudar a história de sociedades inteligentes. (texto base************************************************************************************

Existe uma biologia universal que possa explicar vida alienígena?  (fev/2019)

rede-bioquimica-planetaria

Rede bioquímica global. Representa a bioquímica da biosfera, ecossistemas e organismos individuais, como moléculas conectadas que participam de reações compartilhadas, revelando leis de escala comuns em diferentes níveis de organização biológica. [Hyunju Kim]

Ao pensamos na vida na Terra, podemos pensar em exemplos individuais… assim variando de bactérias a elefantes. Porém, quando astrobiólogos estudam a “vida” — eles precisam considerar…não apenas…”organismos individuais”…mas também ecossistemas e a biosfera como um todo — para então, poder incluir em seus argumentos a possibilidade de vida como não conhecemos… incluindo tipos de vidas exóticas… como – por exemplo,  vida à base de silícioNesse sentido, na astrobiologia há um interesse crescente em saber se a vida, como conhecemos, é realmente um processo característico da história evolutiva da Terra, ou se…ao contrário… – poderia ser governada por princípios organizadores mais gerais.

Se existirem princípios gerais que possam explicar propriedades comuns a toda a vida na Terra, então se poderá supor que esses princípios sejam universais para toda a vida – até mesmo para a vida em outros planetas… – Se existir algo como uma “biologia universal”, isso teria implicações – não somente à busca de vida além da Terra…mas também para a engenharia da vida sintética em laboratórioe, resolução do mistério da ‘origem da vida’.

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Rede em nível de biosfera, com compostos bioquímicos usados em (A) todos os 3 domínios da vida, (B) arquea, (C) eucareia e (D) bactérias. [Hyunju Kim et al.]

Lógica da bioquímica

Pesquisas anteriores nesta área, focaram principalmente, em níveis específicos de organização biológica, como organismos individuais…ou comunidades ecológicas. Tais níveis formam a hierarquia onde os indivíduos são compostos de “moléculas interagentes”, e ecossistemas de sujeitos interagindo entre si… Agora uma equipe de pesquisadores da ASU (Arizona State University), EUA…ultrapassou os níveis individuais dessa hierarquia … partindo para estudar a própria hierarquia, ao se concentrar a pesquisa na biosfera como um todo; como assim justificou Hyunju Kim… — autor principal desse trabalho:

“Para entender os ‘princípios gerais’ que regem a biologia, precisamos entender como os…’sistemas vivos’…se organizam ao longo dos níveis… – de uma maneira global… – e não apenas dentro de um determinado nível”.

A equipe acredita ter demonstrado que a bioquímica, tanto ao nível de organismos, como dos ecossistemas, é governada… por princípios gerais de organização. E, como defende o pesquisador Harrison Smith, membro da equipe: “Isso significa que há uma lógica para a organização da bioquímica em escala planetária…Os cientistas têm falado sobre esse tipo de lógica há muito tempo, porém – até agora… eles têm tido dificuldade em quantificá-la. Quantificar isso…pode nos ajudar a restringir o modo como a vida surge em um planeta.”

Vida como processo planetário

Nesta pesquisa a equipe construiu redes bioquímicas usando um banco de dados global de 28.146 genomas e metagenomas anotados, e 8.658 reações bioquímicas catalogadas. — Os dados revelaram ‘leis de escala‘ que governam a diversidade bioquímica e a estrutura da rede, compartilhadas entre ‘níveis de organização’ – dos indivíduos aos ecossistemas…e, à biosfera como um todo. E a astrobióloga/física teórica Sara Walker (ASU), ainda concluiu:

“Compreender os princípios de organização da bioquímica numa escala global nos permite entender melhor o processo planetário como a vida funciona… A capacidade de identificar com mais rigor propriedades universais da vida na Terra – também dará aos astrobiólogos novas ferramentas quantitativas – tanto no laboratório…quanto em outros mundos – para guiar nossa busca por vida alienígena”.  Baseado em artigo de Karin Valentine (texto base************************************************************************************

Planetas similares à Terra podem ser comuns no universo (out/2019)                      “Há um nº enorme de planetas rochosos no universo…aumentando a probabilidade de que muitos deles sejam como a Terra”. (Edward Youngprofessor de astroquímica – UCLA)Memoria-scetticismo-e-fantascienzaNum estudo publicado na revista “Science” em 18 de outubro, uma equipe de astrofísicos e geoquímicos da ‘UCLA‘ apresenta novas evidências…sugerindo que a Terra não é única. Os cientistas … liderados por Alexandra Doyle, desenvolveram um novo método para analisar em detalhes a geoquímica de planetas fora do nosso sistema solar — ao analisar elementos rochosos de asteroides — ou fragmentos planetários…orbitando 6 estrelas anãs brancas.

Hilke Schlichting, professor associado de astrofísica e ciência planetária, e também co-autor do trabalho, explicou que “Aprender a composição de planetas fora do sistema solar é muito difícil… Estamos estudando geoquímica em rochas de outras estrelas – o        que é um fato quase inédito. Para isso, usamos o único método possível…desenvolvido        por nós… – para, enfim determinar a geoquímica dessas rochas fora do sistema solar”.

Estrelas anãs brancas são densos remanescentes de estrelas comuns. Sua forte atração gravitacional faz com que elementos relativamente pesados, ​​como carbono, oxigênio e nitrogênio afundem rapidamente em seus interiores, de forma que tais elementos ​​não podem ser detetados por telescópios. A estrela anã branca mais próxima estudada por Doyle fica a cerca de 200 anos-luz da Terra, e a mais distante, se encontra a 665 anos-    luz de distância. Os dados analisados em grande parte ​​foram anteriormente coletados pelos telescópios do Observatório W. M. Keck…no Havaí – para outros fins científicos.

Segundo Doyle…Observando essas anãs brancas e os elementos presentes em sua atmosfera, estamos…de fato, observando os elementos que estiveram presentes no corpoque orbitava a anã branca. – Isso porque sua enorme força gravitacional é capaz de ‘impiedosamente‘ despedaçar o asteroide, ou fragmento de planeta que a orbita…fazendo o material cair sobre sua superfície. Observá-la, portanto…é como fazer uma ‘autópsia‘ no conteúdo do que ela devorou​​… de seu extinto sistema.

“Oxidação”…a chave do processo

Se olhássemos apenas para uma estrela anã branca, esperaríamos ver hidrogênio e hélio. Mas nesses dados também existem outros materiais acumulados em seu interiorcomo silício, magnésio, carbono e oxigênio, de corpos que estavam em sua órbita. – Quando o ferro é oxidado, ele compartilha seus elétrons com o oxigênio, formando pela “oxidação” uma ligação química entre eles; e assim, podemos ver quando o metal se transforma em ferrugem… Nesse caso, o oxigênio rouba elétrons do ferro, produzindo óxido de ferro, em vez de ferro…“O que fizemos, foi medir a quantidade de ferro oxidado nessas rochas que atingem a anã branca…Estudamos assim, o quanto o metal enferruja”…disse Doyle.

Rochas da Terra, de Marte, e outras partes do sistema solar são semelhantes                      em sua composição química…e contêm um nível surpreendentemente alto de                      ferro oxidado. – No entanto, o Sol é composto principalmente de hidrogênio,                      “elemento primordial”… – que… ao contrário de oxidar – ‘adiciona’ elétrons.

A oxidação de um planeta rochoso tem efeito significativo em sua atmosfera,                      seu núcleo, e no tipo de rochas que produz em sua superfície…Segundo Young:                    “Toda a química que acontece na superfície da Terra pode ser rastreada…até o                    estado de oxidação do planeta. Termos oceanos, e todos ingredientes exigidos                      à vida pode ser rastreado até esta oxidação. – As rochas controlam a química”.

Semelhanças conclusivas                “Rochas são rochas…em todos lugares”.

Até agora, os cientistas não sabiam com detalhes… se a química dos exoplanetas rochosos é semelhante…ou bem diversa da química da Terra. Quão semelhantes são as rochas analisadas…em relação às rochas da Terra, e Marte?… Para Doyle: Em termos de… ‘ferro oxidado’ – com geofísica e geoquímica bem parecidas.

Sempre foi um mistério, o motivo pelo qual as rochas em nosso sistema solar são tão oxidadas. Sendo algo inesperado… uma boa pergunta era saber se isso também seria verdade em torno de outras estrelas. E, segundo Young, o estudo diz que sim: “o que            se trata de um bom presságio na procura por planetas similares à Terra no universo”.

Estrelas anãs brancas são um ambiente raro para os cientistas analisarem. Nesta pesquisa foram estudados os 6 elementos rochosos mais comunsferro, oxigênio, silício, magnésio, cálcio e alumínio. Pela atual impossibilidade prática em se estudar rochas de anãs brancas, foram empregados cálculos e fórmulas matemáticasna determinação de sua geoquímica, e então comparados esses dados, com aqueles das rochas que temosda Terra e de Marte.  Compreender as rochas é crucial, porque elas revelam a geoquímica e geofísica do planeta. Se as rochas extraterrestres têm quantidade idêntica de oxidação em relação às terrestres, então podemos concluir que o planeta possui ‘placas tectônicas’, e potencial para “campos magnéticos”… semelhantes ao nosso planeta… – o que é presumido … serem os principais ingredientes para a vida”, o que faz Schlichting concluir que: “Este estudo é um avanço na capacidade de se fazer essas inferências… para corpos fora do nosso próprio sistema solar, indicando a razoável probabilidade… — destes objetos serem realmente análogos à Terra”.

Young disse que seu departamento tem astrofísicos e geoquímicos trabalhando juntos.        O resultado, disse ele…“é que estamos fazendo uma verdadeira geoquímica em rochas      de fora do sistema solar… A maioria dos astrofísicos nem pensaria nisso – enquanto a maioria dos geoquímicos não pensaria em aplicar isso a uma anã branca”. (texto base********************************************************************************

São estimadas ao menos 36 “civilizações inteligentes” hoje na Via Láctea            A técnica conhecida para se estimar a probabilidade da existência de civilizações extraterrestres ativamente operantes é a conhecidaEquação de Drake, que vem        sendo refinada desde que o astrônomo Frank Drake a idealizou no ano de 1961.

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A equação de Drake invertida fica: A = Nast * fbt, onde Nast é o número de planetas habitáveis em um determinado volume do Universo e fbt é a probabilidade de uma espécie tecnológica evoluir em um desses planetas. [Imagem: University of Rochester]

2 astrofísicos da Universidade de Nottingham – GRB, acabam de idealizar uma nova abordagem para o problema da estimativa de ‘civilizações alienígenas’. Supondo que            a vida inteligente se forma noutros planetas…de modo semelhante ao que aconteceu          na Terra – os pesquisadores estimaram o número de civilizações inteligentes na ‘Via      Láctea’ – com capacidade de se comunicar conosco – em pelo menos 36 civilizações.  Segundo Christopher Conselice: “Sob a suposição de que leva 5 bilhões de anos para            que a vida inteligente se forme em outros planetas…assim como se formou na Terra,        deve haver pelo menos dezenas de civilizações ativas em nossa galáxia…Esse cálculo evolutivo, numa escala cósmica, nós chamamos Limite Copernicano Astrobiológico”.

O método clássico para estimar o número de civilizações inteligentes se baseia em conjecturar sobre valores relacionados à vida … sendo que as opiniões sobre essas questões variam substancialmente. O novo estudo simplifica essas suposições nos                dando uma estimativa sólida do número de civilizações na nossa galáxiaOs dois            limites astrobiológicos copernicanos utilizados são que a vida inteligente se forma            em menos de 5 bilhões de anos, ou após 5 bilhões de anos…de modo semelhante à            Terra – onde uma civilização comunicante se formou após 4,5 bilhões de anos. De            acordo com Tom Westby“Nos critérios fortes, segundo os quais é necessário um conteúdo metálico semelhante ao do Sol (o Sol é relativamente rico em metais)…o                cálculo estimado é que deve haver cerca de 36 civilizações ativas em nossa galáxia“.

Nosso futuro, nosso destino                                                                                                    Já nos cálculos sugeridos por Ethan Siegel, a correção na Equação de Drake chega à estimativa de 10 mil mundos na Via Láctea onde é possível existir variedade de vida          com organismos complexos, com a evolução se encarregando de ao menos 1 espécie inteligente o suficiente para se tornar tecnologicamente evoluída em cada um deles.

via-láctea

CSIRO’s Compact Array telescope under the Milky Way

Os dados obtidos pelos 2 pesquisadores mostram que o nº de civilizações inteligentes, depende fortemente de quanto tempo elas estejam ativamente enviando sinais de sua existência rumo ao espaço, como transmissões de rádio, satélites, televisãoetc. — Se outras civilizações tecnológicas durarem tanto quanto a nossa, com cerca de 100 anos, deve haver cerca de 36 civilizações tecnológicas inteligentes agora… em toda a galáxia.  Porém, a distância média a essas civilizações seria de 17.000 anos-luz…o que dificulta muito a detecção e a comunicação com elas usando nossa tecnologia atual. Também é possível que, atualmente, sejamos a única civilização restante dentro da nossa galáxia,        a menos que os ‘tempos de sobrevivência’ das civilizações como a nossa, sejam longos.

A nova pesquisa sugere que a busca por civilizações inteligentes extraterrestres – não apenas revela a existência de como a vida se forma…mas também dá pistas de quanto tempo nossa própria civilização vai durar. – Se acharmos a “vida inteligente” comum, então isso revelaria que nossa civilização pode existir por muito mais do que algumas centenas de anos…mas, supondo que não existam civilizações ativas em nossa galáxia,        isso é um mau sinal para nossa própria existência a longo prazo“Ao pesquisar vidas extraterrestres inteligentes, mesmo que não encontremos nada, estamos descobrindo nosso próprio futuro…e destino”…concluiu Conselice. (texto base) jun/2020 consulta

Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
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Uma resposta para Vida inteligente pode estar engatinhando no Universo

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