Burkhard Heim — O desbravador do “Hiperespaço”

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“Quem cria a necessidade, na medida em que consegue compor numa unidade o que é fragmento, enigma, e cruel acaso – quem, portanto, primeiro cria a verdade… — este, segundo Nietzsche… é um espírito que rege seu mundo… seu destino.”  (W. Stegmaier)

Já faz algum tempo, a revista “New Scientist” publicou um artigo bastante polêmico sobre o desenvolvimento pela Força Aérea Norte-Americana de um superpropulsor baseado nas teorias de Burkhard Heim  físico alemão que havia colaborado com órgãos científicos nazistas (também a NASA estaria interessada na proposta, obviamente) De acordo com a teoria de Heim, um propulsor conseguiria levar uma nave até o planeta Marte, em apenas  3 horas…Ou, mesmo a uma estrela situada a 11 anos-luz em 80 dias. As ‘teorias quânticas’ de Heim já haviam sido desenvolvidas nos anos 50…e, segundo elas…o motor seria capaz de produzir um ‘campo magnético tão intenso…que induziria um campo gravitacional capaz de impulsionar a nave… – para uma outra dimensão do espaçotempo.

Após o fim da ‘Segunda Guerra Mundial’…Burkhard Heim, inocentado pelos aliados, passou a trabalhar livremente para instituições científicas alemãs; a despeito de seus “artigos mais polêmicos” serem brecados por revisores…de certas revistas científicas.

B Heim

Mas, quem foi afinal Burkhard Heim?

Burkhard Heim teve uma vida diferente. Foi uma criança precoce. – Nasceu em 1925em Potsdam /Alemanha…Desde criança, tinha o hábito de brincar com explosivos,  chegando até a causar alguns… “desastres domésticos.    Em 1941…Burkhard Heim foi recrutado pela ‘Força Aérea Alemã’… Em 1943, enviou uma carta ao Instituto técnico-químico de Berlim oferecendo-se na ajuda, ao desenvolvimento    de novos explosivos. Em 44 foi removido do front…a mando do Reich…e enviado para lá.

Durante seu trabalho no laboratório, um acidente com explosivos o deixou sem as mãos…sem 90% da visão… e, com a audição prejudicada. Ele tinha apenas 19 anos, e… por conta disso… – caiu em uma ‘depressão profunda’.

Antes do acidente, Heim era um jovem muito vivo, bem-humorado…e com sede de conhecimento. Tinha grande apreço por sua existência no mundo. Após o acidente, tornou-se quase completamente isolado…Heim chegou a fazer cinquenta cirurgias. Quando sua crise de depressão foi sanada, decidiu continuar com aquilo que ainda             havia sobrevivido… – sua curiosidade e capacidade intelectual. Seu objetivo maior,          seria desenvolver sua “Teoria de Tudo” – tentando unir a mecânica quântica…à relatividade. – Ainda em 1943 Heim havia conhecido Werner Heisenberg (um dos          pais da mecânica quântica) envolvido àquela época em pesquisas nucleares. Heim        então lhe contou sobre seu plano de usar “implosão química” — para facilitar a ‘explosão atômica’. Heisenberg se impressionou com a inteligência de Heim…mas,    considerou impraticável um projeto deste porte. Em 1946, Burkhard matricula-se                na Universidade de Goettingen para estudar física. Ele conclui a graduação com a          ajuda de colegas…e de seu pai. Simultaneamente, estudava também várias outras matérias, incluindo entre elas medicina, psicologia, eletrônica, história e teologia. 

Embora hoje em dia, Burkhard Heim seja completamente desconhecido                          entre os físicos… nos anos 50 havia se tornado uma ‘celebridade mundial’,                        quando…num congresso sobre vôos espaciais discursou pela 1ª vez, sobre                            as teoricamente possíveis…’propulsões de campo’ para veículos espaciais.

tunelUm Projeto para “Campos Unificados”

Já no 1º ano de seus estudos, independentemente  Heim começou a trabalhar…sobre uma ‘Teoria de Campo Geral. Sua intenção era geometricamente demonstrar as “forças físicas“, do próprio espaçoEm 1949, ao considerar uma massa para o campo gravitacional…complementa a “Lei da Gravitação” de Newton. – Em 1952…une a mecânica quântica, bem como os macro-campos da ‘Relatividade’… a uma ‘Teoria de Campo Unificado-não Hermético’, usando “equações matriciais… – Em 1953, através dessas mesmas equações é capaz de representar sua “teoria de campo unificado” em 6 dimensões. Em 1958, numericamente,  calcula a intensidade horizontal do campo magnético da Terra e da Lua. – Estes campos “gravitomagnéticos” apareceriam como consequência da “rotação da massa“. Sua ‘força intrínseca’ seria estimada…a partir da relação entre essa ‘rotação’ e o ‘campo magnético’.

Em 1954, Burkhard Heim iniciou seus estudos com Carl Friedrich von Weizsäckerem Göttingen. Lá realizou sua tese de graduação sobre os processos físicos na “Supernova”      da “Nebulosa de Câncer”…Em seguidacomeça a trabalhar no “Instituto de Astrofísica Max Planck”…também em Göttingen, onde permaneceu por 2 anos…Todavia, ele logo percebeu como seria extremamente difícil trabalhar em equipe… devido a ausência de        suas mãos. Weizsäcker também não queria auxiliar Heim a desenvolver sua teoria…e, era essa essencialmente, a única coisa em que Heim estava interessado. Em 1958…ele fundou seu próprio instituto em Northeim… Alemanha – de onde poderia verificar os efeitos experimentais previstos por sua teoria gravitacional. – No entanto… devido às limitações financeiras que significavam esta ‘aventura’… — teve que adiar seu projeto.

Em consequência Heim decidiu que seria melhor trabalhar em casa. E, de fato, nos anos 60, trabalhou obsessivamente… quase em isolamento. Uma das razões desse isolamento, veio da sua desconfiança, após um colega fraudar doações de uma sociedade que fundou em 1959 o Institut für Kraftfeldphysik (Instituto para Física de Campos) onde pretendia, então… desenvolver ‘modelos de teste’ para seu conceito de propulsão. Algumas de suas primeiras publicações foram escritas neste período … incluindo aí – uma série de textos publicados na Zeitschrift für Flugkörper (Revista dos Mísseis). Nesse ano Heim elabora uma “geometria quântica do espaço em 6 dimensõesbem como publica seu 1º artigo,    na “Flugkörper”… “Das Prinzip der dynamischen Kontrabarie” (“Princípio da Dinâmica      da Propulsão”), onde apresenta os resultados de sua pesquisa, esquematizando, a cores,      a realização técnica de seus trabalhosilustrando um voo espacial para Marte.

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Heim discutia os princípios de uma ‘dinâmica de ganho‘ na qual  examinava como um “dispositivo de campo” poderia ser mais eficiente, que o mais avançado “procedimento químico” para foguetes.  Estes textos permaneceram ‘fundamentalmente‘ ambíguos nos conceitos subjacentes à sua teoria dos dispositivos de campo… pela necessidade de complementar os cálculos dos…”campos extras”, que só foram desenvolvidos … após alguns anos.

Em fins dos anos 50, e início dos 60, havia um bom número de reportagens sobre Heim   em revistas e jornais. Especulava-se que ele estaria próximo de realizar uma descoberta, tanto em física básica quanto na sua teoria sobre propulsão…A companhia aeroespacial Bölkow estava prestes a financiar o esforço de Heim em desenvolver um ‘dispositivo de campo’…O presidente da empresa, Ludwig Bölkow sugeriu a Heim que se concentrasse      em tornar sua teoria o mais realizável possível… — Com esta sugestão, Heim passou de experimentalista a teórico Entrementes, seriam 20 anos até que as ideias de Heim se materializassem em algo concreto. – Parte dos resultados pelos quais é conhecido hoje,    se deve à sua fórmula de massa das partículas elementares, aos valores da constante da estrutura fina … e coeficientes da força de acoplamento – todos extraídos de sua teoria.

Durante os 20 anos mencionados…Heim trabalhou em uma descrição unificada de corpúsculos elementares. – cuja teoria se desenvolveu, sob circunstâncias bastante  difíceis… publicada em partes, desde 1975. Em vários artigos…em todos estes anos, Burkhard Heim demonstrou buscar uma… ‘teoria geométrica‘… na qual os campos relativístico e quântico interagissem…publicando resumidamente os resultados de          seu trabalho em 1977, no ensaio “Sugestão de um modo de descrição unificada das partículas elementares”…cujas páginas foram entregues em agosto de 1976, porém,        não consegue editor, pois nenhum deles consegue entender sua teoria…cuja forma              e resultados para a Física, estavam fora de cogitação — Ainda assim, o professor        Andrea Resch a publicaria em sua editora – mesmo achando que um livro com tal quantidade de fórmulas complexas … representasse um grande risco aos negócios.

Em 1980, finalmente “Estruturas elementares da matéria” foi impresso, não obstante a 1ª edição contivesse muitos erros…sendo substituída em 1989 por uma 2ª edição corrigida. Assim a “teoria do campo quântico”      de Heim foi apresentada ao público, de forma relativamente completa.

Hoje em dia, finalmente… as ideias de Heim passaram a ser livremente debatidas. E, alguns pesquisadores acreditam que suas teorias sobre ‘gravidade quântica’ possam       ser aceitas como parte auxiliar no desenvolvimento da chamada … “Teoria de Tudo”. Rynaldo Papoy (2007) texto base; consulta… ‘Burkhard Heim’ # ‘Is Warp Drive Real?’  ********************************************************************************

Motor hiperespacial já é hipoteticamente possível  (jan/2006)                                      Desligar o campo faria reaparecer da ‘máquina’ em nosso espaço tridimensional.

Bem Vindo ao Expresso Martenuma viagem de apenas 3 horas.

Uma extraordinária máquina de “hiperespaço” que poderia fazer    das viagens interestelares…uma ‘realidade’ — por voar dentro de ‘outras dimensões’  está agora sendo investigada pelo Governo dos EUA… – O dispositivo – em esboço…a princípio – é baseado numa ‘controversa teoria’ – que poderia potencialmente, permitir uma nave viajar para Marte em 3 horas…e, para uma estrela a 11 anos-luz de distância em 80 dias (segundo reportagem da “New Scientist”).

A máquina hipotética trabalha criando intensos campos magnéticos que, de acordo com as ideias primeiramente desenvolvidas pelo cientista Burkhard Heim nos anos 50, produziria um ‘campo gravitacional‘… — resultando em um empuxo para a espaçonave. — Devido ao intenso ‘campo magnético‘ criado… — a nave ‘escorregaria‘ para dentro de diferentes dimensões…’onde a velocidade da luz é maior‘…permitindo alcançar incríveis velocidades.

A Força Aérea dos EUA expressou interesse… – Também cientistas que trabalham para o Dpto de Energia norte-americano, que possui um dispositivo conhecido como maquina Z (seria de Zefran, ou Zombotron?)… capaz de produzir a quantidade de campo magnético requerido pela máquina hipotética… – prometem que…se a teoria for bem sucedida a um estudo detalhado, poderiam conduzir um teste. – Jochem Hauserum dos cientistas que deram força à ideia, explicou que se tudo caminhar normalmente uma ‘máquina‘ poderia ser testada em cerca de 5 anos. Contudo, o professor Hauser, físico de Ciências Aplicadas da Universidade de Salzgitter, Alemanha… e chefe de aerodinâmica da “Agência Espacial Europeia” advertiu que o mecanismo foi baseada numa teoria altamente controversa que pressupõe uma mudança significativa na corrente do pensamento dominante da Física…

“Eu tenho trabalhado em sistemas de propulsão por muito tempo … e seria a coisa mais surpreendente. Os benefícios seriam quase ilimitados, mas isto ainda não está acessível. Primeiro temos de provar que a ciência básica (da teoria) está correta; e há um grande nº de físicos com opiniões diversas. Este é nosso trabalho, provar que estamos certos, e trabalhando para isso. Se a teoria estiver correta então não será mais ficção científica; será ciência de fato…e, faremos espaçonaves viajarem a diferentes sistemas solares…”

http://gravitymodification.com/Blog/Entries/2008/2/15_More_on_Droscher_and_Hauser.html

Além disso, disse o cientista que “A NASA  contatou-me, e na semana que vem…estarei indo conversar com alguém da Força Aérea sobre o assunto… – mas isso está apenas no estágio inicial. Acho que o cenário plausível seria, nos próximos anos, construirmos um dispositivo de teste; se a tecnologia ajudar”.

A atenção das autoridades americanas para o Professor Hauser e seu colega australiano… foi devido a um artigo chamado…“Guia para um “dispositivo de propulsão espacial”… baseado na teoria quântica de B. Heim” texto base: ‘Motor hiperespacial já é hipoteticamente possível’  ////////////////////////////////////////////////////////////////// 

PESQUISA em TUNELAMENTO de HIPERESPAÇO  (Março 2006)

Albuquerque, Novo México – Então, você está procurando a última novidade em viagem interestelar superluminal via reversíveis buracos de minhoca? – Inicialmente, pegue um gerador de ondas gravitacionais de alta frequência; em seguida, o coloque em um campo de vácuo quântico. Agora misture alucinadamente força gravitomagnética num giratório supercondutor…e, aguarde a eventual dilatação  dimensional  da  via  espaçotemporal. 

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Esse foi um dos muitos temas discutidos no Space Technology Applications International Forum (STAIF), realizado entre 12 e 16 de Fevereiro, reunindo mais de 600 especialistas para discutir uma série de questões sobre a exploração espacial… Junto com corriqueiros debates, o STAIF também se tornou um conhecido local para pesquisadores…que beira o exótico – do pensamento ficcional revolucionário…à mais estranha e fantástica anomalia dimensional; como comentou John de Brandenburg – Instituto Espacial (Orlando/EUA)

“Esperamos que a natureza tenha deixado uma porta aberta.                            Se não acharmos a porta certa… tentaremos cada maçaneta.                            Um dia destes… – afinal… – encontremos uma porta aberta”.

Brandeburgo fez um relato de sua pesquisa sobre teoria unificada em ‘Gravidade Eletromagnética’ (GEM)… – Para a maioria, a busca por novidades no campo da            potência em propulsão espacial é similar a caminhar pela praia, na esperança de        encontrar uma moedinha de ouro reluzindo ao Sol… – e, Brandeburgo destacou:

“Aliás, aqui na Flórida isso acontece de vez em quando.                                    Então… — nós estamos tentando a sorte” … — disse ele.

Não resta dúvida de que alguém trabalhando em “efeito de dobra” … e “buracos de      minhoca” não deva descartar um pouco do ‘ar cético em certos círculos científicos.      Obter uma audiência silenciosa para inspirações ‘fora do normal’, não é nada fácil.      E Eric Davis, do Instituto de Estudos Avançados de Austin, Texas…ainda explicou:

“Temos que pensar em todas as possibilidades existentes… Levantar         cada pedra, olhar o futuro, e descobrir o que está à nossa espera. O                que a Física pode fazer … para onde pode a Física pode nos levar…”

“Para ajudar a responder estas perguntas…o fórum é o legítimo lugar para novas formas  de pensar. Mas por outro lado, podemos nunca alcançar tais respostas”… concluiu Dana Andrews… diretor da ‘Spaceflight Systems, Inc.’ em Seattle/EUA… um dos responsáveis pelo STAIF ter-se tornado um ninho para desafiadoras propostas não-tradicionais… As perspectivas de que toda a física já tenha sido descoberta, não soam bem para Andrews:

“Sou da opinião de que…se não pensarmos fora dos padrões                  normais, coisas como matéria e energia escura…ou energia                            quântica de vácuo, nunca teremos a chance de conhecê-las”.

Como exemplo, uma nova solução exata da equação de campo gravitacional de Albert Einstein foi apresentada em STAIF pelo físico Frank Felber, da Starmark, Inc., sediada     em San Diego, Califórnia. E, após uma série de explicações sobre suas equações, Felber previu que a viagem espacial próxima à velocidade da luz é atingível…e num futuro não     tão distante, como explicou… — Acredito que esta nova solução representa um avanço enorme para a propulsão espacial…ao abordar os principais desafios da engenharia em fornecer muita energia a uma espaçonave — com insignificantes distúrbios adicionais“.

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O teste de estado estacionário térmico de um núcleo de foguete VASIMR visa a escalabilidade para o voo espacial humano Créditos: Ad Astra Rocket Company

Assim, apesar de todo risco a 1ª missão a acelerar uma nave a uma “boa fração” (aproximadamente, 10% da velocidade da luz) pode não estar tão distante. – A solução mencionada também oferece a oportunidade de testar – com rigor – a “teoria gravitacional” de Einstein… sob ‘velocidades relativísticas’ – onde ela nunca foi testada antes. – Desse modo, por menos de 1% do ‘custo médio’… de experiências no espaço, os testes além de demonstrar a “antigravidade”, poderão comprovar (‘mais uma vez’) a “teoria de Einstein”…E Felber conclui: 

“Eu não procurava ‘antigravidade’, meios de propulsãoou expandir as fronteiras do espaço. De fato, buscava um meio de associar ‘forças inerciais’ à gravidade de massas distantes. E para  isso supunha necessário conhecer o campo gravitacional de massas relativísticas, pois a maioria da massa cósmica se afasta…a velocidades relativísticas”.

A solução de Felber da equação do campo gravitacional de Einstein é a primeira a calcular a evolução do campo gravitacional de uma massa se movendo próximo à velocidade da luz. Sua análise constatou que essa massa… — em um movimento mais rápido do que 57,7% da velocidade da luz, repelirá gravitacionalmente outras massas ao longo de um estreito ‘feixe antigravitacional’ à sua frente…Quanto mais próximo à velocidade da luz, mais forte se faz presente esse fenômeno. – Assim, o ‘campo frontal de antigravidade‘ de determinada massa – suficientemente rápida e densa…poderá ser usado para impulsionar um projétil a velocidades relativísticas. Mas, como disse John Cole…do Advanced Space Transportation  da “NASA”… – “Sempre nessas ocasiões… – uma boa dose de ceticismo é fundamental”.

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Cole trabalhou ao longo de vários anos, no Centro de Pesquisa em Propulsão de Marshall, apoiando vários estudos avançados… – sendo agora… designado para pesquisas em lançamento de veículos tripulados…Ao falar sobre novas ideias em propulsão … acrescentou ele, a possibilidade de surpresas é grande…Os novos conceitos apresentados no…“STAIF”…representam    o trabalho acumulado…de pessoas – que pretendem levar os seres humanos (em segurança) para fora da Terra…e além do sistema solar. Ainda segundo Cole:

“Se quisermos chegar às estrelas, não faremos isso quimicamente. – Por outro lado… há também dificuldades em relação a sistemas nucleares – até nos conceitos de fusão, para acelerar a humanidade em direção a outros mundos. Para realizarmos esse objetivo em um período razoável de tempo… porém… algo diferente tem de ser encontrado. E, nesse momento… temos de ser suficientemente céticos para esse tipo de coisas – mas também devemos ter um espírito aberto para quando, quem sabe…encontrarmos algo concreto”.

Acostumado ao rigor das ideias está Bob Cassanova, diretor do Instituto da NASA em Conceitos Avançados (NIAC), em Atlanta, Geórgia…NIAC está firme, buscando novos conceitos espaciais, e astronáuticos – que possam revolucionar a forma como a NASA desenvolve, e realiza suas missões… – Embora ainda não tenha presenciado qualquer ‘momento de revelação‘ no STAIF…a reflexão e o debate aberto são fundamentais,       para ajudar a aperfeiçoar uma boa ideia especulativa… – Mas Bob Cassanova adverte:

“É importante que as pessoas se reúnam… e exponham suas ideias              para a comunidade científica…e encontrem o devido retorno. Mas,                só escrever uma equação que descreve alguma coisa, não significa            que tal equação descreva a verdadeira física que está acontecendo.”

Cassanova notou que…alguns dos conceitos apresentados não têm sido confirmados experimentalmente. Em alguns casos, a grande demanda de energia, enormes peças         de equipamento, bem como financiamento adequado para pesquisas…são, para eles,         os maiores entraves, a fim de realizar um experimento de vanguarda…. – O  próprio       Projeto de Inovação em Propulsão Física da NASA foi suprimido, em finais de 2002.

Esse fato hoje em dia, obriga a NASA a recorrer a tecnologias convencionais… A capacidade de colocar algum “glamour” na           expansão da presença da humana no sistema solar… tem sido profundamente afetada por este legado…Como conclui Davis:

“Devemos nos colocar acima da Terra, e começar a experimentar a avançada, eficiente…e, potentíssima propulsão de alta velocidade para tornar o acesso ao espaço muito mais real e acessível…Seja propulsão a laser, magnetismo gravitacional, energia de vácuo, “buracos de minhoca” reversíveis, ou tunelamento dimensional…estes e outros conceitos merecem atenção… – porque o futuro é feito… de todas possibilidades.” texto original # p/consulta  ***********************************************************************************

LHC poderá testar propulsão “hiperdrive para naves espaciais (dez/2009)      O efeito colateral da Relatividade poderia ser utilizado para impulsionar uma espaçonave, inicialmente estacionária…fazendo-a atingir uma fração significativa da velocidade da luz’.

Hiperespaço

O “LHC” acaba de superar o seu único concorrente, o acelerador Tevatron, ao fazer viajar um feixe de prótons, com o impulso de 1,18 TeV. Se nenhum outro defeito paralisar o ‘maior experimento da história’ as atenções se voltam para uma das experiências ‘mais esperadas’ (embora não oficialmente agendada… ainda); idealizada pelo físico Franklin Felber… – mais parecida ao que se vê nos filmes de ‘ficção científica’ – que poderá abrir, definitivamente… – as fronteiras do ‘Sistema Solar’… – à exploração humana do espaço.

De acordo com reportagem da revista ‘New Scientist‘, tudo começou em 1924, quando o matemático alemão David Hilbertpublicou um artigo chamado ‘Os Fundamentos da Física’ – onde descreve um extraordinário “efeito colateral” … da ‘teoria da relatividade’. Hilbert estava estudando a interação entre uma partícula relativística … movendo-se na direção de uma massa estacionária ou distanciando-se dela. Sua conclusão foi que, com      a partícula relativística a uma velocidade maior do que cerca de meia velocidade da luz,      a ‘massa estacionária’ a repeliria…Ou, assim pareceria a um remoto observador inercial.

Este é um resultado interessante, que acabou mais ou menos esquecido – afirma Felber, que não tem ligação com instituições acadêmicas. Ele inverteu o raciocínio de Hilbert, e concluiu que o efeito oposto também deve ser verdadeiro… – uma partícula relativística deve ser capaz de repelir uma massa estacionária. – Segundo ele, este efeito poderia ser utilizado para impulsionar uma massa inicialmente estacionária… – uma nave espacial, por exemplo, fazendo-a atingir uma fração significativa da ‘velocidade da luz‘. E o mais interessante ainda, Felber prevê que essa velocidade pode ser alcançada sem gerar uma grande turbulência… – a qual poderia danificar a espaçonave… ou, ferir seus ocupantes.

É a “propulsão em hipervelocidade”… ou, propulsão hiperdrive…E, é aí que entra o LHC. Felber afirma que a teoria pode ser testada pelo ‘Grande Colisor de Hádrons’  ao acelerar partículas… a um tal nível de energia…que possibilitaria a geração das forças repulsivas… previstas por Hilbert.  A ideia de Felber… é colocar uma massa de teste junto do anel do LHC – e medir     forças que incidam sobre essa massa — conforme as partículas passem zunindo pelo túnel… A força repulsiva prevista é minúscula; mas se de fato existir poderá ser detetada, sem custos adicionais. (‘texto base’************************************************************************************

Viagens interestelarespor “dobras espaçotemporais” (nov/2012)                  Viagens em velocidade superluminal são comuns na ficção científica, como viagens em velocidade de dobra – ou warpuma referência a dobras no tecido do espaço-tempo”.

A ‘Teoria da Relatividade‘ estabelece que nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz… Mas, ela não impõe nenhum limite para a velocidade com que o tecido do “espaço-tempo” pode se contrair ou expandir…Para viagens em “velocidade de dobra“… — o truque é colocar a espaçonave dentro de uma “bolha” e fazer com que o espaço-tempo à sua frente seja contraído, expandindo-se… logo atrás. — Dessa forma… a espaçonave vai literalmente surfar pelo espaço-tempo, sem nenhuma aceleração… Na verdade, em termos da velocidade da luz…a espaçonave estará parada…em relação ao seu “referencial”, seu “tapete mágico” de tecido espaçotemporal.

“Energia negativa” 

Em 1994…o físico mexicano Miguel Alcubierre propôs um esquema para fazer isso, envolvendo um tipo de “matéria exótica”, com energia negativa, que ninguém sabe            se existe. Além disso, para dar a partida na “bolha de dobra”…a ideia de Alcubierre      exigiria energia negativa igual à massa do universo. O esquema foi aprimorado até              se chegar a uma quantidade de energia negativa equivalente à massa de Júpiter.

O que o cientista Harold White, do ‘Centro Espacial Johnson’ da NASA, fez agora foi redesenhar o projeto inicial de Alcubierre, que previa uma nave espacial em formato          de charuto circundada por um anel feito de uma desconhecida matéria exótica…que      seria responsável por contrair o espaço à frente…e expandi-lo atrás da nave. Ao usar            um anel de material arredondado, White refez os cálculos e descobriu que precisará apenas de algumas centenas de kgs de “energia negativa”. Embora ninguém tenha a      menor ideia sobre como achar ou produzir esse tipo de energia…White afirma que a      tese pode ser demonstrada…em laboratório – por uma reprodução em micro-escala.

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O conceito inicial da viagem de dobra que está sendo explorado. [Imagem: Harold White]

Dobras espaçotemporais

É o que White pretende fazer em um novo laboratório, que está sendo contruído pela NASA, por enquanto…mais conhecido por “Eagleworks. Ele está empregando um tipo especial de “interferômetro a laser”… de “Campo de Dobra“…para criar versões microscópicas de dobras do espaçotempo.

O equipamento tem precisão suficiente para fazer o espaço-tempo se contrair e expandir uma parte em 10 milhões … o  suficiente para provar, definitivamente,      a excêntrica viabilidade do conceito.

Se o experimento der certo…outros cientistas poderão se sentir encorajados a encarar os muitos problemas que ainda restarão para tornar realidade viagens interestelares. Entre eles está a dificuldade de manejar a condução de um mecanismo de ‘dobra espacial’ para frente, para trás…para onde quer que vá…ou como é que se faz para pará-lo. (texto base)    **********************************************************************************

NASA testa (com sucesso) a “propulsão a vácuo (quântica de plasma)” (jan/2014)

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A NASA acaba de testar um motor que, por tudo que sabemos da física… – não deveria funcionar. Mas não só o motor funciona… – como, ninguém consegue explicar como é que ele funciona… – A história começa com uma invenção de Roger Shawyer: o seu motor ‘EmDrive‘; introduzindo numa cavidade no vácuo, microondas, para gerar uma impulsão.

A explicação relativística de Shawyer porém, não convenceu os                       físicos que viram o projeto, e consideraram o motor impossível.

O argumento basicamente, é que existe uma única maneira de gerar impulsão no vácuo… arremessando matéria em uma direção… – para ser acelerada na direção oposta. Assim… foguetes queimam combustível, que expandindo… – sai em alta velocidade numa direção, para se obter essa aceleração, na direção oposta. – O princípio básico é o da “conservação do momento”…ou 2ª lei de Newton (ação & reação). É por causa deste princípio básico que todos motores para foguete devem ter um tanque de combustível, ou coletar matéria no espaço para usar como combustível… — Ou deveriam… até a invenção do “EmDrive“.

Este motor absurdo funciona sem combustível. – É só colocar micro-     ondas em uma cavidade especial… – e logo começa a jorrar matéria.

A melhor explicação para seu funcionamento é que ele se utiliza das partículas virtuais que são geradas pela “flutuação quântica do vácuo”. Esta por sua vez é devida ao princípio da incerteza de Heisenberg…que diz que não se pode saber ao mesmo tempo, a posição e o momentum exato de uma partícula…um aumento na precisão de uma informação, reduz a precisão da outra. — Em um ‘vácuo perfeito‘, partículas de matéria e antimatéria surgem do nada, e depois de um curtíssimo tempo, se aniquilam e voltam ao nada de onde vieram. Estas partículas – não podendo ser detetadas num acelerador de partículas, são chamadas  virtuais. O ‘EmDrive‘ causaria um desequilíbrio na flutuação quântica do vácuo, gerando um tipo de ‘plasma virtual‘, composto justamente dessas mesmas partículas virtuais.

Pode parecer coisa de um maluco que matou aulas de física… Só que a China não pensou assim… – resolveu testar o equipamento… – e, em 2009… publicou um trabalho, no qual um protótipo do foguete gerou uma ‘força de impulso‘ de 720 milinewtons… – suficiente para, por exemplo, acelerar um satélite. – Sabendo do sucesso dos chineses, Guido Fetta criou seu próprio motor (sem propelente) baseado no EmDrive (“Cannae Driver“)… e convenceu a NASA a testá-lo … na 50th Joint Propulsion Conference em Clevelan, Ohio.

O motor testado pela NASA, um pouco diferente do modelo original de Roger Shawyer, produziu 30 a 50 micronewtons de força… pouco mais de mil vezes menos que o chinês. 

Proxima Centauri, aí vamos nós

E o que isto significa?…Para nós, reles mortais, quase nada. – Não vamos ter estes motores ‘impulsionando‘ nossos carros — porque funcionam no vácuo; mas, se for um efeito real… e não erro      prático, traz de fato uma revolução na propulsão espacial. Satélites não mais precisarão carregar combustível, para correção de órbita…apenas coletores solares…para obter ‘energia elétrica’.

Sondas interplanetárias, que usam motores de plasma também poderiam ficar mais leves… – se usassem um motor que não precisa de combustível.

As ‘viagens interestelares’ têm sido descartadas devido ao problema da quantidade absurda de combustível que um foguete tem que carregar. Porém… com um motor        como este, a quantidade de matéria (consumo de energia) necessário para viagens interestelares reduz-se drasticamente. – Isto sem contar novos conceitos de física,          que devem surgir da exploração deste motor… No entanto, o astrônomo Phil Plait                é um daqueles que acreditam ser mais provável … se tratar de um erro de medida:

Segundo Plait a interação com partículas virtuais é interessante, mas                                altamente especulativa, e o trabalho que a NASA apresentou… é mais                                um “relatório” do que trabalho científico — não entrando em detalhes                                sobre a razão do motor funcionar. — A ideia é esperar por evidências                                  mais fortes, tanto metafórica, quanto literalmente (50 micronewtons                                  não é “força suficiente” para se iniciar uma outra física)(texto base) **********************(texto complementar)***********************

Matematicamente… é possível superar a velocidade da luz (out/2012)

matematica-velocidade-superluminal

Este gráfico mostra a relação entre três diferentes velocidades: v, u e U. “v” é velocidade de um segundo observador medida pelo primeiro observador; “u” é a velocidade de uma partícula em movimento medida pelo segundo observador; e “U” é a velocidade relativa da partícula do ponto de vista do primeiro observador.[Imagem: Hill/Cox]

Matematicamente – e, por enquanto, apenas matematicamente – é possível fazer            com que a Teoria daRelatividade Especial” funcione além da velocidade da luz.                É o que demonstraram James Hill e Barry Cox…da “Universidade de Adelaide”… Austrália. Embora a teoria afirme que nada possa se mover mais rápido do que a velocidade da luz, os matemáticos desenvolveram novas fórmulas que permitem        quebrar esse limite universal de velocidade… – E sobre isso… o Dr. Cox explicou:

“Nós somos matemáticos, não físicos, por isso abordamos o problema de                          uma perspectiva “teórico matemática” – Nosso trabalho apenas tenta                            explicar como ‘equações de movimento’ devem operar em tais regimes.”

Isso significa que se alguém imaginar uma maneira de viajar a uma                            velocidade superior à da luz o viajante agora já poderá contar com um                          velocímetro confiável. O que os 2 pesquisadores ressaltam é que a teoria                            não contradiz a teoria de Einstein… apenas lhe fornece uma nova faceta.

“Além de Einstein”…                                                                                                                    “Nessa altura nós começamos a pensar sobre como lidar                                                          com o problema, de uma perspectiva físico matemática”.

Apesar do enorme sucesso explicativo da relatividade, os físicos costumam se incomodar em estabelecer limitações para qualquer coisa no Universo. – Por isso, tem havido muita especulação sobre a superação da velocidade da luz. Segundo o Dr. Cox, foi isso que os levou a pensar sobre como seriam tais equações…caso algum resultado prático negasse a    Relatividade Especial de Einstein (1905)…que explica como movimento e velocidade são sempre relativos à…’referência inercial‘…do observador. Esta teoria relativística conecta medições do mesmo fenômeno físico, para um acontecimento visto a partir de pontos de vista diferentes, de uma maneira que depende da velocidade relativa dos 2 observadores.

As novas fórmulas deduzidas pelos 2 matemáticos… – estendem a “Relatividade Especial”, para uma situação em que a velocidade relativa pode ser infinita. Isso permite descrever o movimento a…velocidades superluminais…mais rápidas do que a luz. E Cox concluiu:  “Nossa abordagem é uma extensão natural e lógica da Teoria da ‘Relatividade Especial’, e gerou fórmulas sem necessidade de nºs imaginários…ou, física complexa”. (texto base***********************************************************************************

dobra3Quão viável é um “Motor de Dobra”? 

É difícil viver em um universo relativístico, onde até estrelas mais próximas são muito distantes…e a velocidade da luz é absoluta. Não é de admirar que franquias de ficção científica usem rotineiramente o “Faster-than-Light” (FTL) com o enredo: Apertem    o botãopressionem uma manivela, e um sofisticado sistema de acionamento … cujo funcionamento ninguém sabe explicar – nos enviará para outro local no espaço-tempo. No entanto, nos últimos anos, a comunidade científica ficou ao mesmo tempo entusiasmada e cética com relação às alegações de que um conceito específico — o “Alcubierre Warp Drive” — pode ser realmente viável.

A apresentação do assunto ocorreu de 19 a 22 de agosto no ‘Fórum de Energia e Propulsão’ do Instituto de Aeronáutica e Astronáutica em Indianápolis/EUA. A palestra foi conduzida por Joseph Agnew – estudante de engenharia, e assistente de pesquisa da Universidade do Alabama, no Centro de Pesquisa de Propulsão (PRC) de Huntsville/EUA – Numa sessão intitulada…”O futuro revolucionário da propulsão nuclear”…Agnew mostrou os resultados de seu trabalho, denominado… “Um estudo teórico da viabilidade da tecnologia de dobra“.

Como Agnew explicou para uma casa lotada…a teoria por trás de um sistema de propulsão de dobra é relativamente simples. – Originalmente proposto em 1994 pelo físico mexicano Miguel Alcubierre, esse conceito de um…”sistema FTL”…é considerado como uma solução altamente teórica (mas possivelmente válida) para as equações do campo de Einstein, que descrevem como espaço, tempo e energia em nosso universo interagem… — Em síntese, o Alcubierre Drive consegue viagens FTL esticando o tecido do espaçotempo em uma onda, fazendo com que o espaço à frente se contraia – enquanto o espaço por trás…é expandido.

Em teoria…uma espaçonave dentro dessa onda seria capaz de                    montar essa ‘bolha de dobra’, e atingir velocidades superiores                          à da luz, em uma assim conhecida “Métrica de Alcubierre“.

motordobraInterpretado no contexto da Relatividade Geral, o interior dessa bolha de dobra, constituiria um ‘referencial inercial’ para qualquer coisa dentro dela. Como a nave não está se movendo através do espaço-tempo (mas sim, movendo o próprio espaço-tempo a velocidade superluminal) … os efeitos relativísticos (como dilatação do tempo) não se aplicariam. Assim, a Métrica Alcubierre  permite viagens FTL, sem violar a relatividade.

Embora se desconsidere o conceito Alcubierre como inteiramente teóricoe altamente especulativo, ele teve um novo sopro de vida nos últimos anos, graças, em grande parte,    a Harold ‘Sonny’ White… chefe do Laboratório de Propulsão Avançada “Johnson Space Center” (“Eagleworks Laboratory”) da NASA…Durante o Simpósio “100 Year Starship”, em 2011, White compartilhou alguns cálculos atualizados da “Métrica Alcubierre“, que foram objeto de uma apresentação intitulada “Warp Field Mechanics 101” (…sobre um estudo com o mesmo nome). Segundo ele, a teoria era sólida, mas precisava de alguns testes/ajustes vitais — os quais… estão sendo realizados no Laboratório Eagleworks.

Nessa mesma linha Agnew passou grande parte de sua carreira acadêmica pesquisando a teoria mecânica por trás do “mecanismo de dobra”. – Sob a orientação de Jason Cassibry, professor adjunto de engenharia aeroespacial, e membro do corpo docente do “Centro de Pesquisa de Propulsão” da ‘UAH‘, o trabalho de Agnew culminou num estudo abordando os principais obstáculos na pesquisa em ‘propulsão de dobra’…Segundo ele, um dos mais relevantes – é o fato deste conceito ainda não ser levado muito a sério no meio científico:

“Por experiência própria, a menção ao…”warp drive”, por ser um assunto muito teórico, vindo da ficção científica, tende a causar risos em uma conversa…e muitos comentários depreciativos, como um exemplo de algo bizarro, o que não deixa de ser compreensível.    No meu casoinicialmente o agrupei na mesma categoria dos conceitos superluminais típicos, por obviamente violarem a suposição da velocidade da luz como limite máximo.    Porém, ao me aprofundar na teoria com mais detalhe percebi não haver a possibilidade    de tais problemas Penso que haverá muito mais interesse, quando se perceber todo o progresso já realizado. – A natureza da ideia“historicamente teórica”também é um provável empecilho… — pois é muito mais difícil ver um progresso substancial, quando trabalhamos apenas com equações…do que com experimentos práticos quantificáveis.”

Enquanto o campo ainda está se iniciando, já houve uma série de desenvolvimentos recentes ajudando sua evolução. Por exemplo, a descoberta de ondas gravitacionais        por cientistas da LIGO em 2016confirmando uma previsão feita por Einstein há 1    século, provam que a base para o “movimento de dobra” existe na natureza… Como      Agnew indicou, este é talvez o desenvolvimento mais significativo, mas não o único:

“Nos últimos anos, grandes avanços têm se dado… na previsão de efeitos esperados pela ‘propulsão de dobra’, dando uma ideia de como poderiam ser consolidados seus fundamentais conceitos, e supondo maneiras para testar a teoria. A revelação do LIGO, de alguns anos atrás, foi um incrível upgrade para a ciência, pois provou, experimentalmente, que o espaço-tempo pode se deformar ao dobrar      -se na presença de grandes ‘campos gravitacionais’…propagando a onda por todo universo, de forma a podermos medi-la… – Antes, graças a Einstein, havia um entendimento de que ‘provavelmente’ era esse o caso, mas agora sabemos com certeza”.

Como o sistema depende da expansão e compressão do espaço-tempo, disse Agnew, essa descoberta demonstrou que alguns desses efeitos ocorrem naturalmente. E sabendo que, esse efeito é real…o próximo passo seria buscar uma forma de conseguir experimentá-lo. Obviamente, colocar em prático algo desse porte – demandaria enorme investimento de recursos e tempo, mas com benefícios extraordinários… — Contudo, antes que qualquer pesquisa experimental seja possível, o conceito da “propulsão de dobra” (“Warp Drive“) requer numerosos avanços… – em termos de estrutura teórica … bem como tecnológica.

Em essência, o que ainda é necessário para uma…”unidade de dobra”…é um modo local    de expandir e contrair o espaço-tempo quando for necessário, em torno de um pequeno objeto ou nave. Sabemos, com certeza, que densidades de energia muito altas, na forma    por exemplo de campos eletromagnéticos ou massa, podem causar curvatura no espaço-tempo. No entanto são necessárias quantias enormes para isso, conforme nossa análise atual do problema. Por outro lado…as áreas técnicas precisam refinar os equipamentos      e processoso máximo possível, tornando acessíveis essas altas densidades de energia.

“Acredito que exista uma chance, de que — uma vez que o efeito possa ser simulado em escala de laboratório, traga um entendimento bem mais profundo de como a gravidade funcionaabrindo portas para novas teorias, ou brechas ainda ocultas. Suponho que o maior obstáculo para isso é a energia, e seus obstáculos tecnológicos, exigindo maiores campos eletromagnéticos… – além de equipamentos mais sensíveis”…concluiu Agnew.

A enorme quantidade de energia positiva e negativa necessária para criar uma bolha de dobra continua sendo o maior desafio associado ao conceito de Alcubierre. Atualmente, acredita-se que a única maneira de manter a densidade de ‘energia negativa’ necessária para produzir a bolha é através de “matéria exótica”. Cientistas também estimam que a necessidade total de energia seria equivalente à massa de Júpiter. texto base (set/2019)

Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
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5 respostas para Burkhard Heim — O desbravador do “Hiperespaço”

  1. rockcircus disse:

    Ficou bem legal. Fiquei de escrever sobre Nick Herbert. Espero fazer isto um dia. Abração e obrigado!

    “O animismo quântico de Herbert difere do animismo tradicional, na medida em que evita assumir um modelo dualista de mente e matéria. O dualismo tradicional pressupõe que algum tipo de espírito habita um corpo e o faz mover, um fantasma na máquina. O animismo quântico de Herbert apresenta a ideia de que todo sistema natural possui uma vida interior, um centro consciente, do qual dirige e observa sua ação”. (Werner Krieglstein)

    Curtido por 1 pessoa

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