Racionalismo, Empirismo…Imanência & Percepção

“Podemos sempre provar que uma teoria está errada – mas, nunca sua certeza… – Assim, estamos sempre tentando provar nossos erros… pois   esta é a única forma de evoluir” (R. Feynman – ‘Sobre as leis da Física’)

A ideia de que todo conhecimento é proveniente da experiência aparece pela primeira vez, embora pouco definida – nos filósofos sofistas – que acreditavam na visão particular e relativista do mundo, sintetizada na máxima de Protágoras – ao definir o conhecimento do mundo pela experiência individual…

protagoras

Historicamente… — a doutrina do empirismo foi, pela 1ª vez explicitamente definida … pelo filósofo inglês John Locke, no século XVII… Para ele a mente seria, a princípio…um “quadro em branco”…“tábula rasa”…no qual o ‘conhecimento’ se grava, e, cujo substrato é a ‘sensação’.

Todas as pessoas ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada; sem qualquer impressão, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer e do agir…é apreendido pela experiência, na ‘tentativa e erro’.

1) EMPIRISMO x RACIONALISMO

A filosofia socrática de certa forma ofuscou o brilho original do empirismo. Ao combater o ‘relativismo’ dos sofistas… Sócrates e Platão viam os sentidos como – verdadeiramente – incapazes de apreender a realidade… – e tentaram racionalmente captar das coisas seus conceitos absolutos, num processo que converge na ‘teoria platônica do mundo das ideias‘.

O ‘empirismo assim, se opõe – desde o berço, à escola posteriormente conhecida como racionalismo, descendente das teorias platônica e pitagórica, segundo a qual o homem nasceria com certas ‘ideias inatas… – as quaisaflorando à consciência…passariam a constituir a ‘verdade absoluta’ acerca do Universo. A partir dessas ideias, o Homem teria   a possibilidade de compreender os fenômenos particulares…apresentados pelos sentidos.

‘Para o racionalismo – o conhecimento da verdade – ao                                 contrário do ‘empirismo’ … independe dos sentidos físicos’.

No século XVIII…George Berkeley desenvolve o ‘empirismo’ de Locke, não admitindo, porém…a passagem do conhecimento … (pelos dados da experiência)… ao ‘conceito abstrato’ de substância materialBerkeley afirma que este ‘conceito’, não pode ser conhecido em si mesmo…O que    se conhece – de fato…resume-se às qualidades percebidas. Assim, tudo que existe é um ‘feixe de sensações‘.

Com efeito, para fugir desse ‘subjetivismo individualista(pois tudo o que existe, somente existiria para a mente individual de cada observador)Berkeley postula a existência de uma mente cósmica universal — e, superior à mente dos homens. Deus é essa mente, e tudo o mais seria percebido por Ele…de modo que a existência         do mundo exterior à mente individual estaria garantida… – Apesar de sua existência,        contudo… o mundo seria impossível de ser verdadeiramente conhecido pelo homem,    pois tal conhecimento só seria acessível a Deus…Assumindo esse empirismo radical, Berkeley cria a corrente conhecida como… ‘idealismo subjetivo‘.

Levando ainda mais adiante o pensamento de Berkeley… o escocês David Hume rejeita a ideia de ‘causalidade’, ao afirmar que – ‘só podemos conhecer aquilo que…imediatamente percebemos’. Para Hume o simples fato de um fenômeno ser sempre seguido de outro faz com que eles se relacionem entre si de tal forma, que um é encarado como causa do outro.

Causa e efeito…enquanto impressões sensíveis – não seriam mais do que um evento seguido de outro…Assim, a noção de causalidade seria uma criação humana – mera acumulação de hábitos desenvolvidos em resposta às ‘sensações‘… E a crença nessas verdades pretensamente inabaláveis – que dariam ao mundo uma aparência estável… ‘mera ilusão‘. Dessa forma, muitas das verdades científicas seriam apenas relações de ideias — impossíveis de se confirmar … pois não existiriam na realidade.

Muitos cientistas e filósofos consideram exagerado o empirismo de David Hume, que nega as verdades racionais obtidas a partir da observação. Mas seu pensamento serviu de alerta às pretensões de uma ciência exclusivamente empírica…sujeita aos impasses do idealismo.

Exageros à parte, graças à valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza. A partir do empirismo surgiu a ‘metodologia científica’. (Empirismo e Teoria do Conhecimento)

2) LÓGICA & REVOLUÇÃO 

A filosofia de Karl Poper           “A atividade científica não parte da observação, ou experimento; e sim, dos problemas”  ….  (Alberto Oliva)

De acordo com a teoria de Popper, por ele denominada… “teoria do holofote”… – a existência de um problema é ponto de partida para      a aprendizagem; e as observações são secundárias às hipóteses, teorias, e expectativas… – E… é com essas hipóteses que… “aprendemos que tipos de observações devemos fazer; para onde devemos dirigir nossa atenção, e onde termos interesse… Elas são nossas guias que iluminam a realidade, nos indicando para aonde dirigir nossa atenção.”

Para Popper, o conhecimento humano cresce por um processo de tentativa e eliminação de erros… — “Desde uma ameba até Einstein… o crescimento do conhecimento é o mesmo… — tentamos resolver problemas… e obter — por eliminação… algo que melhor se ajuste em nossas soluções experimentais”.

Podemos dizer que o ‘método crítico racional‘ consiste em deixar que nossas hipóteses morram, em vez de nós…A aquisição do novo conhecimento sempre surge como resultado da alteração de conhecimentos prévios… é a ‘crítica racional’, em oposição ao dogmatismo, que possibilita o avanço do conhecimento… – Nesse sentido… a ‘função argumentativa’ da linguagem criou o que é talvez…’o mais poderoso instrumento de adaptação biológica’ que já apareceu no curso da evolução orgânica… – O conhecimento científico que sobrevive ao presente momento…até poderá – no futuro…ter que ser substituído por outro que melhor explique os fatos… contudo, isto só acontecerá se a nossa ‘pressão crítica seletiva’ mostrar que o saber atual…já não se adapta à realidade.

Essa antiga concepção epistemológica é conhecida como racionalismo, e nos remete a Platão, ou mais recentemente Descartes. Porém, ao contrário dos outros racionalistas, que acreditavam que o conhecimento assim produzido era… – indubitavelmente, certo e verdadeiro, Popper enfatiza seu caráter falível e corrigível ao destacar a necessidade da crítica no confronto com a realidade das ciências empíricas. E assim, podemos dizer que      o ‘racionalismo crítico‘ representa, fundamentalmente… uma atitude de disposição a ouvir argumentos críticos e aprender com a experiência, ou seja, uma atitude de admitir que…“eu posso estar errado, e vocês podem estar certos… e, por um esforço conjunto…podemos nos aproximar da verdade”.

Em suma, a atitude crítica racionalista é muito semelhante à crença de         que, na busca da verdade, precisamos da cooperação – e…com a ajuda     da argumentação, poderemos atingir algo…como a “objetividade“.

Crítica ao ‘Historicismo’ e ao ‘Holismo’… em nome do ‘Evolucionismo’

piratePara o ‘historicismo‘… a função das ciências sociais deveria ser a de captar as ‘leis de evolução da história humana’ a fim de que se possa prever o seu desenvolvimento posterior.

Mas, Popper sustenta que tais profecias não têm nada a ver com as predições da ciência. E, sendo assim… — o historicismo só é capaz de profecias políticas ‘pretensiosas’… — não percebendo que:

I) Desdobramentos imprevistos da ciência impossibilitam tais exercícios proféticos;

II) A velha crença de que se pode captar a lei de desenvolvimento da história humana baseia-se em flagrante equívoco metodológico entre leis e tendências;

III) A história humana não tem nenhum sentido, exceto o sentido que nós lhe damos;

IV) Consequentemente, a história não nos justifica, mas nos julga.

Por outro lado… o ‘holismo‘ é a concepção… – segundo a qual seria possível captar a totalidade de um objeto, de um acontecimento, ou sociedade…para, do ponto de vista prático…transformar tal totalidade… – Contra tal concepção… – Popper observa que:

i)  É grave erro metodológico pensar que podemos compreender a totalidade…até do menor e mais insignificante pedaço do mundo, visto que, todas as teorias não podem captar mais do que aspectos seletivos da realidade… – sendo… por princípio, sempre falseáveis, e infinitas em número.

ii)  Do ponto de vista prático e operativo, o holismo se resume ao utopismo – no que       se refere à tecnologia social; e ao totalitarismo – no que se refere à prática política.

Construção, e validade do conhecimento científico                                        Teorias científicas não são sínteses de observações, mas conjecturas que se  submetem ao crivo dos fatos; e são eliminadas, caso entrem em choque com eles.”  (Alberto Oliva)

Segundo Popper, o progresso da ciência se faz em 3 etapas…a colocação de um problema; a apresentação de soluções provisórias; e a tentativa de refutar essas conjecturas… — Essa concepção é radicalmente oposta ao ‘raciocínio indutivista‘…que se atém às etapas de observação; generalização dos resultados observados em leis, e confirmação de leis gerais.

“Todo conhecimento, em especial o científico vem da experiência individual;  e… sendo assim – não pode ser verificado por meio do raciocínio indutivo”.

Popper argumentou que a ‘teoria científica‘ será sempre conjectural e provisória. Não é possível confirmar a veracidade de uma teoria… pela simples constatação de que resultados de uma previsão efetuada com base nessa mesma teoria se verificaram. Esta, apenas gozará do estatuto de uma teorianão (ou, ainda não) contrariada pelos fatos.

O que a experiência, e as observações do mundo real…podem – e…devem tentar fazer… é encontrar provas da falsidade daquela teoria… Este aspecto é primordial para a definição de ciência; conforme sua própria definição…“Científico é apenas aquilo que se sujeita a este confronto direto com a realidade dos fatos… – ou seja…só é científica aquela teoria que possa ser falseável (refutável). Senão, será no máximo uma especulação metafísica”.

pilares

os “Pilares da Criação” – Hubble/NASA

A filosofia (gestáltica) de Thomas Kuhn

Em 1963…Thomas Kuhn (1922-1996) publicou o livro ‘A estrutura das revoluções científicas‘, frisando que a formação da ‘verdade científica’ se dá através da aceitação de um ‘sistema de teorias’, que Kuhn denominou “paradigma“. – Ou seja… diante de anomalias, cientistas perdem confiança na teoria abraçada, e isso resulta numa discussão filosófica sobre seus fundamentos e metodologia; esses sintomas da crise cessam…quando daquele período de pesquisa desarrazoada (isto é, ciência extraordinária) emerge novo paradigma, sobre o qual se articula novamente a “ciência normal“, que, por seu turno…depois de certo período…levará a novas anomalias, e assim por diante.

Kuhn descreve essa passagem a novo paradigma (astronomia ptolomaica à copernicana… por exemplo) como uma ‘reorientação gestáltica… Quando abraça novo paradigma, a comunidade científica manipula o mesmo número de dados que antes… mas inserindo-os em relações diferentes…E assim, a passagem de um paradigma a outro é o que para Kuhn constitui uma ‘revolução científica‘. Dessa maneira, nos é apresentada uma concepção inteiramente original…acerca do conhecimento científico, e seu progresso.

Contra uma concepção evolucionista da ciência é contraposta uma revolucionária. Negando possibilidade a um ‘conhecimento linear evolutivo’ — toda pesquisa científica será sempre orientada por… ‘paradigmas‘… — A emergência de um novo paradigma, provocada por revoluções científicas significa o abandono daquele que o precedia para        o surgimento de uma nova tradição científica… chamada por Kuhn deciência normal‘.

Paul Feyerabend

Paul Feyerabend (1924-1994)

Feyerabend x Khun

Paul Feyerabend – “Nos anos de 1960 e 61, quando Kuhn era membro do departamento de filosofia da UCLA/Berkeley pude discutir com ele vários aspectos científicos.  –  Essas discussões me foram enormemente valiosas,   e — a partir de então … passei a olhar para a ciência de uma nova maneira.

Entretanto, enquanto tentava compreender  certos aspectos da ciência, para os quais ele me chamara a atenção, senti-me incapaz de concordar com sua ‘teoria da ciência‘…e, estava ainda menos preparado para aceitar     a ‘ideologia geral‘ – que supus constituir a base do seu pensamento…

… Parecia-me que essa ideologia só poderia proporcionar conforto ao mais presunçoso tipo de ‘especialismo’, pois tenderia a inibir o progresso do conhecimento…aumentando fatalmente, as ‘tendências anti-humanitárias’; uma característica tão inquietante de grande parte da ciência pós-newtoniana”.  

Todas as vezes que leio Kuhn, perturba-me a seguinte pergunta – estamos aqui diante de prescrições metodológicas que dizem ao cientista como há de proceder; ou diante de uma descrição… isenta de qualquer elemento avaliativo… – das atividades rotuladas de “científicas”?… Parece-me que os escritos de Kuhn não conduzem a uma resposta clara e direta…sendo ambíguos no sentido de que são compatíveis com ambas as interpretações, e… a ambas dão apoio. – Ora, essa ambiguidade… – de restringir críticas especulativas a um número reduzido de teorias ‘autocompreensivas’, criando assim uma ciência normal que as tenha por ‘paradigma’, tem tido um efeito definido e relevante sobre seus leitores.

revolução científicaSegundo Kuhn, a ‘ciência normal‘ é uma  pressuposição necessária das revoluções… exercendo efeitos de longo alcance… não só sobre o conteúdo das ideias – mas…em sua ‘substancialidade’ – conduzindo a rigoroso ajustamento… – entre teoria … e realidade, precipitando assim… o progresso“. 

A aceitação do paradigma serve de orientação ao cientista — pois a natureza é tão complexa, que não pode ser estudada nem no limite do acaso. Contudo, criar conhecimento necessita de orientação; não pode começar do nada; mais especificamente…necessita de uma teoria;  um ponto de vista que permita ao pesquisador separar o relevante do irrelevante… – e lhe mostre as áreas em que a pesquisa será mais proveitosa… – A fim de obter essa resposta… precisamos de mais do que de uma coleção de fatos reunidos a esmo, além de mais do que de uma discussão interminável de ideologias divergentes. – O que precisamos, de fato, é a aceitação de uma teoria, e a tentativa… – inexorável – de ajustar a natureza ao seu padrão.

A defesa de Kuhn é aceitável, contanto que as revoluções sejam desejáveis, e que o modo particular com que a ciência normal conduz às revoluções também seja desejável. – Ora, só não vejo como a ‘desejabilidade‘ das revoluções … possa ser estabelecida por Kuhn. 

“As revoluções ocasionam uma mudança de paradigma”…seguindo porém, o relato feito por Kuhn dessa mudança…ou ‘transferência de gestalt’… como ele assim denomina, é impossível dizer que elas conduzam, necessariamente a algo melhor… pois os paradigmas pré e pós-revolucionários são – frequentemente… incomensuráveis… – E, se a ‘ciência normal’ é de fato tão monolítica quanto o quer Kuhn… de onde vêm teorias concorrentes? E se estas efetivamente surgem, por que haveria Kuhn de levá-las a sério…e permitir uma mudança do estilo científico (solução de enigmas)… ao filosófico (escolha de paradigma)?

lakatos3) TENACIDADE x PROLIFERAÇÃO 

Imre Lakatos (1922/1974) foi importante filósofo da matemática… e ciência… — Sua epistemologia baseava-se na “Metodologia dos Programas de Pesquisa Científica”, em uma explicação lógica – onde…para ele, só  era considerada ciência, uma metodologia, que falseada e aprimorada, gerasse outra.

Lakatos denominou “estrutura fina da transição” ao conjunto de elementos capaz de nos revelar situações as quais não desejamos tolerar… Tais elementos nos forçariam – a priori, a considerar maneiras diferentes de provocar uma revolução… – Dessa forma…é perfeitamente possível abandonar um paradigma por efeitos de frustração…e não por argumentos contrários. (Aqui, com efeito, lidamos com um problema metodológico.)

Considerações de Lakatos sobre temas de Kuhn

Ciências Auxiliares –  O que conta… e, o que não conta… – como evidência relevante, geralmente depende da teoria…bem como de outros temas, que podem ser denominados “ciências auxiliares (teorias que servem como ‘pedra de toque’na acertada expressão de Lakatos)… – Tais ciências auxiliares podem funcionar como ‘premissas adicionais’ na derivação de ‘enunciados testáveis’… – como também… contaminar a própria linguagem prática… fornecendo conceitos, em cujos termos se expressam resultados experimentais.

Princípio da Tenacidade Teorias básicas e assuntos auxiliares estão muitas vezes em desacordo. Em decorrência disso, obtemos instâncias refutadoras que não indicam se uma nova teoria está fadada ao fracasso…mas, apenas que não se ajusta, por enquanto, ao resto da ciência. Sendo esse o caso, os cientistas devem desenvolver métodos que lhes permitam reter suas teorias em face de fatos refutadores…evidentes e sem ambiguidades – ainda que não sejam eminentes explicações testáveis. 

O princípio da tenacidade é um primeiro passo na construção de tais métodos.  Diferentes pesquisadores estão sujeitos a cometer erros diferentes; e é preciso, geralmente, que se passe um longo tempo, antes que todas experiências sejam     reduzidas a um denominador comum.

Princípio da Proliferação – Tendo adotado a ‘tenacidade’… já não podemos empregar fatos recalcitrantes para remover uma teoria, ainda que estes sejam tão evidentes e diretos quanto a própria luz do dia. – Daí que… sendo nossa finalidade a mudança de paradigmas, devemos estar preparados para introduzir…e expressar alternativas à essa teoria – ou seja, precisamos estar preparados para aceitar um ‘princípio de proliferação’ como um “método racional de precipitar revoluções”… – Mas será este o método que a ciência realmente usa? Ou será que cientistas se mantêm fiéis a seus paradigmas até o fim de um período normal?

KuhnCycleO ciclo de Kuhn

Relembremos o que – até aqui… deduzimos ter sido afirmado por Kuhn… Inicialmente, que as teorias não podem ser refutadas… — a não ser, com a ajuda de alternativas. A seguir, afiançou  que a proliferação também desempenha papel histórico… na ‘quebra de paradigmas‘… os quais são derrubados pelo modo em que estas alternativas ampliam as anomalias existentes.

Finalmente, Kuhn mostrou que anomalias existem em qualquer ponto da história de um paradigma… A ideia de que as teorias são inatacáveis, por décadas, e, mesmo durante séculos… – até surgir uma grande refutação que as derrube… – não passa de um mito”.

Ora, se isso é verdade — por que não damos início imediatamente à ‘proliferação’, e nunca permitimos que uma “ciência normal” (pressuposição necessária das revoluções) venha a existir? Será excesso de otimismo esperar que períodos normais…se alguma vez existiram, não tenham durado por um longo tempo…e tampouco, se estendido por campos extensos?

Um rápido olhar dirigido ao século XIX mostra que no 2º terço deste século existiam      pelo menos 3 paradigmas diferentes… e “mutuamente incompatíveis”… — São eles…

(1) o ponto de vista mecânico – que encontrou expressão na astronomia, na teoria cinética, nos vários modelos mecânicos da eletrodinâmica; assim como nas ciências biológicas (Helmholtz);

(2) o ponto de vista ligado à uma ‘teoria do calor‘ independente e fenomenológica (termodinâmica)  –  que,  afinal…  se revelou incompatível com a mecânica;

(3) o ponto de vista implícito na eletrodinâmica de Faraday e Maxwell,                         desenvolvido e libertado dos seus ‘concomitantes mecânicos’ por… Hertz.

Esses diferentes paradigmas estavam longe de ser ‘quase independentes’. Com efeito,       foi a ativa interação deles… que acarretou na futura ‘obsolescência‘ da ‘física clássica’. 

As dificuldades que levaram à teoria especial da relatividade … não surgiriam sem a tensão que existia entre a teoria de Maxwell de um lado, e a mecânica de Newton, de outro…Em mais um exemplo, pesquisas que prepararam o terreno da descoberta do quantum de ação’, juntaram disciplinas incompatíveis – ou, até incomensuráveis… como a ‘mecânica cinética’ (usada na derivação de Wien da sua ‘lei da radiação’), a ‘termodinâmica’ (o princípio da igual distribuição de energia, por todos os graus de liberdade, de Boltzmann), e a ‘ótica ondulatória’…e elas teriam sofrido um colapso, houvesse sido a ‘quase independência’ desses assuntos, respeitada por todos cientistas.

Em defesa do Hedonismo

Assim…podemos concluir que a interação entre ‘tenacidade e ‘proliferação‘…se trata também… — de um ‘traço essencial’ do desenvolvimento da ciência…

Ou seja…não seria a atividade da ‘solução de problemas’ … a única responsável pelo aumento do nosso saber … mas sim, uma ativa interação entre várias concepções… sustentadas com… ‘tenacidade‘.

Além disso… a invenção de novas ideias, e a tentativa de assegurar-lhes um lugar digno na competição, conduzem inevitavelmente, à queda de velhos e conhecidos paradigmas. Essa atividade inventiva ocorre o tempo todo…mas só ganha atenção… – durante as revoluções.

Nessa mudança de atenção, não se reflete nenhuma mudança estrutural profunda… apenas mudança de interesse e publicidade. Elas enobrecem   seu objeto… – mas, também… o afastam do terreno da discussão crítica.

Entretanto, continua no ar…a pergunta mais importante de todas… – Quanto o saber aumentou a felicidade dos seres humanos?… – Afigura-se que a felicidade… e o pleno desenvolvimento de um ser humano é…como sempre foi…seu valor mais elevado… E,      com base nesse valor, desejamos um conjunto de metas… que nos permitam explorar    tudo o que somos capazes de fazer, nos obrigando a desviar… – o mínimo possível de nossas implicações naturais. Estaremos assim, de ‘pleno acordo’ com nossos maiores desejos.

Dessa forma, ‘proliferação’ agora significa que não há necessidade de suprimir nem o mais estranho produto do cérebro humano… Todos podem seguir suas inclinações… e a ciência – concebida como um ‘empreendimento crítico’…aproveitará essa oportunidade. Tenacidade, por sua vez…passa a significar um estímulo à pessoa – não apenas seguir suas inclinações, mas – criticamente, erguê-las a um nível mais elevado de expressão, e consciência.

E assim…a interação ‘proliferação/tenacidade’ importa na continuação de um novo nível do desenvolvimento biológico da espécie — podendo mesmo ser o único meio possível de tentar impedir sua mais completa estagnação.

No livro

Neste livro de 1978, Lakatos relaciona matemática, filosofia científica, bem como História da Ciência, aos conceitos da metodologia dos programas de pesquisa; além de comentar os critérios de demarcação da pseudociência com relação à ciência real.

Modelo da mudança científica de Lakatos

A imagem da ciência… – que ao meu ver, contém a  ‘síntese‘ da descoberta de Popper de que a ciência avança pela “discussão crítica” de vias alternativas, bem como a ideia de Kuhn, da função ‘tenacidade’; expressa erroneamente…ao postular sua existência periódica; consiste na afirmação de Lakatos de que 

“proliferação e tenacidade não pertencem a períodos sucessivos da história da ciência – pois estão sempre co-presentes.”

Portanto segundo Lakatos podemos concluir que a ciência não possui um método objetivo e seguro de ser feita…pois o próprio método é uma variação de uma outra forma antiga de se fazer.

As teorias consistentes aos métodos científicos não são isentas de erros, o que influencia na descoberta de ‘evidências‘ que falseiem as teorias, sem chegar, porém, a modificá-las… e sim – as fazendo evoluir.

Além do mais, a ‘história da ciência‘ é também a dos ‘programas em concorrência’.      As chamadas “Revoluções Científicas” são feitas… na verdade, por um modo racional        de superação…de um programa por outro.

Lakatos concorda com Popper na crença de que a ciência procura aumentar o conteúdo empírico e preditivo de suas teorias…e que esse aumento não deve ser degenerativo. Ao contrário de Kuhn – que considera a revolução científica como um ‘processo irracional’, Lakatos afirma que a passagem de um programa de pesquisa para outro é um ‘processo racional’…

‘A superação de um programa de pesquisa ocorre quando um programa rival possui maior conteúdo progressivamente preditivo, ou seja, prediz tudo que o programa confrontado prediz – e…algo mais’…  (texto base)  ********************************************************************

A ‘percepção’ de Bergson na relação imanente/transcendente                                  “Imanência é a uma visão vinculada estritamente ao plano material, sendo portanto, uma vivência que se completa num plano físico. Já a ‘transcendência’ ultrapassa este plano, nos remetendo a uma dimensão da consciência”.

bergsonEmbora Henri Bergson (1859-1941) talvez não seja muito conhecido…e, consequentemente, comentado nas filosofias contemporâneas, trata na sua obra… “Matéria e memória” de um dos principais problemas, a ser enfrentado pela filosofia…qual seja – a relação do ‘transcendente com o imanente’.

Privilegiando a memória, segundo o autor…uma ponte na compreensão dessa relação,      e evidenciando o papel do corpo na seleção e representação das imagens… Bergson não conceitua a matéria como algo misterioso… – transcendente à representação humana. Matéria é entendida como um conjunto de imagens que podem ser observadas, e então interpretadas pelo cérebro… A partir do pressuposto de sua cognoscibilidade, a seleção      de imagens começa no próprio corpo humano, para posteriormente, se descobrir como      se intercalam entre estímulos extrínsecos e movimentos executados. Segundo Bergson:

“O corpo é uma imagem que atua como todas as outras no mundo material. Contudo, é uma imagem que se difere das demais…por poder desenvolver o que recebe… — E assim… causar mudanças nas imagens que o circundam”.

É possível que Bergson ao defender este ponto de vista, esteja enfatizando a dimensão da ‘racionalidade humana’… Tanto, que faz uma distinção do conceito de memória… entre a memória pura entendida como atividade espiritual, e a memória-hábito de essência mecânica e material…Enquanto uma conscientiza cada indivíduo sobre a importância do passado, a outra tem como função primar pela adaptação dos comportamentos humanos em seu ambiente de vida.

Arraigado à totalidade do conceito de memória…Bergson ressalta a importância do cérebro, que segundo o autor, não é – de modo simplista – o “órgão da memória”…      mesmo porque Bergson acha inválida uma “teoria das localizações”. – Se o cérebro            se tornasse algo análogo, em sua essência…não haveria representação de nenhuma imagem da matéria, pois…

“Não haveria como buscar no movimento outra coisa…além daquilo          que não se vê”. Assim, fica perceptível que um dos papéis do cérebro              é selecionar, conduzir… ou inibir o corpo a movimentos.

Também são confiadas às responsabilidades do cérebro as “percepções“…visto que estas dependem dos nervos cerebrais (centrípetos e centrífugos) cujas funções, respectivamente, são o impulso de estímulos para o centro… – e a filtração… e absorção desses estímulos na razão. – Nota-se daí que as percepções humanas não dependem somente dos movimentos cerebrais, mas também da percepção da matéria; ou seja…“a matéria compõe a memória”.

Realismo+e+idealismo

Idealismo x realismo

Partindo do pressuposto bergsoniano de que o corpo é o centro de toda matéria, e se admitindo vários corpos… poderia ser dito que cada um deles, ao relacionar-se consigo mesmo, estaria ‘influenciando o comportamento’ dos outros corpos…em uma relação de “causa e efeito”, na qual    o efeito…seria proporcional à sua causa.

Mas, então…como se poderia explicar que as mesmas imagens possam entrar ao mesmo tempo em dois sistemas diferentes… Um…onde cada imagem varia em função dela mesma, na medida bem definida em que sofre a ação real das vizinhas… e o outro – onde todas variam em função de uma única,      na medida em que refletem a ação possível dessa imagem privilegiada?

Trata-se de uma problemática do bergsonismo acerca da seleção das imagens. Bergson tenta combater essa dualidade entre ‘idealismo‘ (matéria da memória)…e ‘realismo        (memória da matéria) considerando o primeiro…se voltado para o subjetivismo, como aquele que tenta fazer com que a ciência seja causa da consciência…e o segundo, como        a separação desta causalidade. Como consequência a problemática da dualidade assim consegue ser decifrada… – entendendo que, simplesmente… um tenta deduzir o outro.

O realista, apesar de partir do universo de imagens, de certa forma negando a centralidade de cada humano…é obrigado a constatar o ‘centro’…ao constatar as percepções. – Daí parte o idealista, o qual centraliza as imagens a partir de si.

Se o idealista quiser se remeter ao passado…ou programar o futuro, terá que abandonar a ideia de corpo como centro das imagens, além de deixar que a estrutura corpórea viva em função das demais matérias… – Porém, pensando desta forma…poderíamos concluir que tanto o pensamento idealista quanto o realista bastar-se-iam por si próprios…Percebe-se então que estas 2 doutrinas – idealismo e realismo…exigem sobretudo uma percepção, a qual, para Bergson, é entendida como “conhecimento puro”.

A função perceptiva

“Para que o corpo se movimente é necessário que o cérebro conheça cada movimento a seu devido tempo… independente de conhecer a estrutura corpórea em sua totalidade”.

Esta argumentação se fundamenta a partir do pressuposto de que o cérebro; na função de se comunicar, capta o que percebe. Ora, se uma ação pensante for ‘indeterminada’… pode ser justificada por um erro de percepção do cérebro. E, se percepção implicar lembranças, para que uma determinada coisa seja percebida… – é necessário ao cérebro remeter-se ao passado… E, ‘percepção’ seria uma forma de explicar o presente pelo passado.

Mas é exatamente contra este tipo de argumentação que em “Matéria e memória”, Bergson propõe ao cognoscente (no ato da seleção de imagens) … que não se trabalhe apenas com a percepção no sentido de remeter-se ao passado, mas com a “percepção pura“… – capaz de perceber, sobretudo, o “presente”… o momento do ato intelectivo.

Para que a percepção se fite na imagem em sua totalidade, é necessário    que o sujeito cognoscente faça as devidas críticas ao objeto cognoscível.

memória e percepçãoAo discorrer sobre a ‘importância’ da relação corpo/espírito, a partir da seleção de imagens, ainda com relação à percepção…Bergson faz relevante diferenciação acerca de sua conceituação… a percepção consciente… e a inconsciente. E aí, na ‘visão bergsoniana’ sobre ‘percepção consciente’ há, para o autor… grande empobrecimento, uma vez que esta vislumbra…um ‘exterior’, descartando a parte material interior; na qual, em termos, estaria sua ‘essência’.

E, já quase fundamentando seu pensamento acerca da função do corpo na seleção das imagens Bergson tenta desmistificar a possível ‘confusão psicológica’ entre memória  e percepção pura. Referindo-se à percepção da matéria, pressupõe que os “sentidos humanos” carecem de ‘arraigada educação’ para discernir entre memória e percepção.

Considerando que nenhum sentido consegue perceber imediatamente as coisas…chega-se  à conclusão de que somente com uma educação evoluída é que estes conseguirão perceber cada objeto em sua totalidade. – E assim…“percepção e matéria não devem simplesmente ser pos­tos em paralelo”. Ao contrário, cérebro e matéria devem ter uma relação intrínseca, pois de outra forma…não haveria como classificar sequer o corpo como matéria, visto que para esta ser entendida e a seguir classificada, de antemão deve ser percebida. (texto base************************************************************************************

pinturas-3D2O plano virtual de imanência  “Há uma grande diferença entre os virtuais que definem a imanência do “campo transcendental”, e as formas possíveis que os atualizam…Imanência é…justo, essa vertigem filosófica”. (G. Deleuze)

Para Bergson, o princípio de Matéria e Memória traça um plano – que corta o caos… Ao mesmo tempo… movimento infinito de uma matéria, que não pára de se propagar, e a imagem de um pensamento, que não pára de fazer proliferar por toda parte uma pura consciência de direito. A univocidade do ser: ser e pensamento – o filtro…um grande crivo…O “plano de imanência”….que não é sujeito, nem objeto…Mas aquilo que – em torno de cada objeto que percebo…organiza um mundo marginal…um campo conceitual de potencialidade, dispondo da pré-existência do mundo. (texto base)  ^^^^^^^^^^^^(texto complementar)^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

O INFINITO TRANSCENDENTE                                                                                          O conhecimento que a geometria almeja é o do eterno… – e não do perecível e efêmero; assim, ela cria o espírito da filosofia, elevando a alma até à verdade – erguendo para o alto, o que tem uma infeliz tendência a cair.” [Platão, ‘A República’ (Sócrates e Glauco)]

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A descoberta dos “incomensuráveis”, por Pitágoras gerou – além da ruína total de sua escola, uma grande reviravolta na ordenação matemática do Cosmos…e no modelo do ‘universo grego. Isto ocorreu ao a ‘incomensurabilidade’ dar lugar ao infinitoe as civilizações antigas não sabiam ainda lidar com este conceito.

Buscando uma nova compreensão do mundo na qual o infinito pudesse ser desprezado, Parmênides passou a distinguir … aquilo que era objeto puramente da razão… o que chamou de ‘verdade‘ – daquilo que era dado pela ‘observação dos sentidos – que denominou opinião. A partir desta oposição entre a razão e a opinião – feita na época   por Parmênides, que teve início – historicamente…o grande debate sobre a verdadeira fonte do conhecimento, que ainda hoje repercute no meio científico:

As relações entre razão e experiência – entre teoria                                             e prática – assim como… idealismo e materialismo.

Ao ‘existente’… comprovado através da razão… – Parmênides reconhece as seguintes características… – unidade, homogeneidade, continuidade, imobilidade e eternidade (relegando ao que é dado pela opinião, todos os outros atributos contrários). A partir dessas concepções, e do fenômeno da ‘incomensurabilidade’, Zenão de Eléa postula           a “impossibilidade do movimento” – ou seja … a ocorrência da incomensurabilidade implicando o infinito…o que, paradoxalmente, implicava também na ‘imobilidade‘.

Por outro lado, Heráclito…contemporâneo de Parmênides, afirmava que tudo no Universo é movimento, nada permanece imóvel – tudo muda, se transforma.

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Atrelados ainda à concepção materialista do Cosmos — os esquemas de Parmênides – e Heráclito… não conseguiram explicar o sensível através do sensível… (o material através do material),  o que provocou grande perplexidade entre os gregos…no que diz respeito à sua “concepção do Universo”.

Platão, finalmente, revoluciona tudo: enfrentando o problema da realidade e aparência; da unidade ou pluralidade do ser, e partindo da teoria do Eleata (Parmênides), consegue dar novo rumo à questão da inteligibilidade do universo, pela “imaterialidade do supra-sensível“… Dessa forma, estabelece a existência de 2 ‘planos do ser‘ – um fenomênico, visível – e outro, invisível…captável apenas mentalmente…puramente inteligível. Com isso…com a distinção entre esses 2 planos – o sensível e o inteligível… – a antítese entre Parmênides e Heráclito foi assim, superada definitivamente – o que significava que:

‘A verdadeira causa que explica tudo não é algo sensível…mas inteligível‘… Platão chamou essa causa, de natureza não física, de ‘Ideia’  que (literalmente) significa ‘forma’.

A ciência e a filosofia na Grécia – lendo na cartilha de Platão, impuseram-se então…no transcurso do século V para IV a.C, duas limitações fundamentais – a rejeição do devir como base de uma explicação racional do mundo… e, a rejeição do manual e mecânico, para além do ‘domínio cultural’…  Estas 2 limitações vão restringir profundamente a possibilidade da construção científica do ‘Cosmos’ pelos povos gregos… – pois além da ‘matemática’…que banindo o infinito de seus estudos, impossibilitou o tratamento dos ‘sistemas dinâmicos de movimento‘, também a ‘física’…ao banir a experiência sensível      de sua metodologia… – tornou impossível um tratamento objetivo… e preciso do devir.

Na matemática grega, a ausência da ideia do infinito gerou ainda a total geometrização de seus fundamentos; prova disso é a obra Os Elementos.

noite estrelada

Com efeito… é óbvio que o motivo do desprezo dos gregos pela experiência estava na falta de habilidade no trato com o infinito…daí em consequência, sua incapacidade em desenvolver…a ‘ciência física’. Apenas com Galileu,      e seu ‘método científico’,Newton, com o cálculo infinitesimal’ se torna possível obter adequado tratamento científico aos processos infinitos,        e assim, aos sistemas dinâmicos.

Atualmente…a física moderna enfrenta grande dificuldade na construção de uma teoria que combine ‘gravidade com ‘mecânica quântica‘… Nesta empreitada, o infinito é o ‘grande vilão’…Os cálculos das ‘flutuações do estado fundamental’ (menos energético) nos “campos de Maxwell“… tornam – aparentemente… ‘massa e carga’ do elétron infinitas;  contrariando as observações… – No enfrentamento do problema, a física passou a utilizar vários tipos de “simetria” … tentando cancelar os infinitos resultantes dessas flutuações.

Assim, é surpreendente constatarmos que esse problema com o infinito – o mesmo que obrigou os antigos gregos a revolucionar sua abordagem do Universo, também é hoje, fundamental na ‘teoria da grande unificação’; e deverá novamente, obrigar o Homem     a mudar radicalmente suas ideias sobre o Universo… assim como, seu próprio mundo.

fontes… Lógica e Revolução’ # ‘Infinito e a Pesquisa Científica’ ‘Filosofia e Apologética’

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Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
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Uma resposta para Racionalismo, Empirismo…Imanência & Percepção

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