“Espalhamento Big-bang”…modelando o “espaço cósmico”

“A energia escura pode fazer mais do que simplesmente acelerar a expansão do cosmo. Ela pode ser o elo de ligação entre vários aspectos da formação e distribuição galática, que pareciam desconexos”. 

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A ideia que Einstein considerou seu maior erro… – a de que há uma força contrária à gravidade no Universo, na verdade parece estar certa…e uma nova descoberta é mais reforço para essa hipótese… — Já se sabia, desde 1998 … que essa força atua hoje no cosmo… – porém… estudando imagens do Hubble descobriu-se que essa energia tem atuado no Universo, de forma semelhante, desde cerca de… 60% de sua idade atual…

Somente em 1998… descobriu-se que quase 3/4 do conteúdo do Universo (essa ilustre desconhecida energia escura“) eram ignorados… Astrônomos, por décadas, sem se darem conta…observaram seu silencioso trabalho. Embora apenas seus efeitos globais sobre o Universo sejam observados, já se sabe que tal intangível energia também pode    ter moldado a evolução das estrelas, galáxias…e seus aglomerados. (enquanto matéria escura retarda a expansão, energia escura a impulsiona.) Para qualquer localização…a ‘energia escura‘ tem a mesma densidade… cerca de 10e-²6 kg/m3  — o equivalente        a um punhado de átomos de hidrogênio. Ironicamente… sua “presença universal” é o    que a torna tão difícil de se reconhecer… Por sua própria natureza, diferentemente da matéria, não se aglomera… e, ao invés disso… – se espalha suavemente por toda parte. 

Toda energia escura, em nosso Sistema Solar, equivale à massa de um pequeno asteroide, tornando-a um ator sem importância na dança dos planetas. Seus efeitos aparecem apenas quando vistos a grandes distâncias, em longos períodos de tempo.       E, embora a energia escura…como agente da aceleração cósmica, tenha impacto irrelevante dentro da galáxia…acaba se tornando a força mais poderosa do Cosmo.

Modelo cosmológico padrão                                                                                                “O problema em se prever um fim absoluto como o ‘Big Rip’… é que ele                                 implica em um começo absoluto, também. E é aí que todos se perdem.”    

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Desenvolvimentos subsequentes…no campo da cosmologia – tanto teórica como observacional… estabeleceram então… as ‘soluções’ obtidas… — por Friedmann, em 1922 e 1924, e por Einstein e De Sitter — em 1932, como o verdadeiro “modelo padrão” da chamada “cosmologia moderna“.

Nesse cenário – o universo inicia sua evolução a partir do BigBang com densidade 10e94 g/cm³, e temperatura 10³² ºKextremamente elevadas, caracterizando assim o chamado “estado singular inicial… – A partir desse estágio… o universo, em expansão, esfriou rapidamente, permitindo a formação posterior das galáxias, estrelas e, finalmente… ‘vida’.

Os principais componentes observacionais, que ainda hoje…dão suporte à teoria do    ‘Big-Bang‘ — os assim denominados…”pilares da cosmologia relativística“… são:

• A lei de Hubbleprova direta da expansão cósmica                                                          resultante do… “redshift“… das galáxias ao nosso redor.

• A nucleossíntese primordial (síntese dos elementos leves) … que constitui o período da “evolução cósmica” (entre 0.02 a 180 segundos após a singularidade inicial), em que as taxas de expansão e esfriamento do universo sintetizaram prótons e neutrons — formando os elementos leves…como deutério, hélio… e lítio.

• A  radiação cósmica de fundo: radiação remanescente do universo primordial, cuja deteção em 1965 por Arno Penzias e Robert Wilson permitiu estabelecer por uma relação tempo/temperatura, as chamadas “eras cósmicas” – determinando assim… as condições físicas dominantes em cada estágio da evolução do universo… – Esta mesma radiação foi identificada pelo satélite COBE2 (Cosmic Background Explorer) como uma ‘radiação de corpo negro’ com temperatura de To = 2.725 ± 0.001 ºK.

Quando combinados, esses e outros resultados observacionais dão pleno suporte à ‘cosmologia relativística’ … confirmando muitas das previsões então antecipadas… – pela Teoria da “Relatividade Geral”… de Einstein. 

Aceleração cósmica e constante cosmológica               

Essas são imagens (antes e depois) de três das supernovas, do tipo Ia, mais distantes observadas até o momento pelo Hubble Space Telescope. Estas estrelas explodiram quando o universo tinha aproximadamente a metade da sua idade atual e somente agora a luz emitida na explosão está chegando à Terra. As supernovas do tipo Ia são tão brilhantes que elas podem ser observadas mesmo estando muito distantes no espaço e no tempo. Com isso, é possível estudar a taxa de expansão do universo e determinar como ela está sendo afetada pela pressão negativa da energia escura.

Essas são imagens (antes e depois) de 3 das supernovas, do tipo Ia, mais distantes observadas até o momento pelo Hubble. Estas estrelas explodiram quando o universo tinha aproximadamente a metade da sua idade atual. As supernovas do tipo Ia são tão brilhantes, que com elas é possível estudar a taxa de expansão do universo, e determinar como ela está sendo afetada pela pressão negativa da energia escura.

Os resultados acima utilizam medidas de distância, obtidas a partir da luminosidade de supernovas do tipo IA , indicando consistentemente desde 1998 que o universo está expandindo (como sabíamos desde Hubble), mas..num ritmo acelerado! No entanto, sendo a gravidade uma “força atrativa(leis Newton), como é possível que – partes do universo estejam se repelindo, e causando essa “aceleração cósmica global“?…Será isso compatível com a “Relatividade Geral“… ou previsto pelo “modelo padrão“?

A gravidade repulsiva é perfeitamente compatível com a Teoria da Relatividade Geral! Porém, para que tal regime seja possível, é preciso que a densidade de energia do universo seja dominada por uma matéria, ou substância exótica, com ‘pressão negativa’ o suficiente para gerar estados de “antigravidade“. A constante cosmológica Λ…termo proposto por Einstein…com o intuito de evitar o ‘colapso gravitacional’ do universo sobre si próprio, poderia ser a “energia escura“…elemento responsável pela aceleração atual do universo.

A Teoria Quântica de Campos é a estrutura teórica da mecânica quântica e da relatividade, conjuntamente aplicada na física de partículas e matéria condensada. Em particular, a teoria quântica do campo eletromagnético, conhecida como eletrodinâmica quântica (tradicionalmente abreviada como QED, do inglês Quantum EletroDynamics, é a teoria provada experimentalmente com maior precisão na Física. (da Internet)

Teoria Quântica de Campo 

A “teoria quântica de campos“…é a aplicação conjunta da mecânica quântica e relatividade, utilizada na física de partículas…e da matéria condensada – para fornecer estrutura teórica na descrição de “sistemas físicos” com um nº infinito de “graus de liberdade”. Era também chamada ‘segunda quantização, por realizar a quantização dos campos, já que a mecânica quântica só realiza a quantização da matéria.

A teoria quântica de campos considera tanto as partículas que compõem a matéria (hadrons e leptons) quanto as partículas mediadoras de forças (bosons de gauge) como excitações de um campo fundamental de energia mínima não-nula (vácuo).    E, com ela, a “constante cosmológica” adquiriu um novo significado físico (…sendo agora interpretada, como a “energia do estado fundamental” de todos os campos quânticos da natureza)…Modelos cosmológicos incluindo (‘Λ‘) são compatíveis a todas observações cosmológicas atuais. – Sendo que…enquanto as densidades de energia da radiação e matéria (comum e escura) decrescem com a “expansão do universo“… a densidade de energia associada à constante cosmológica (Λ) permanece constante. Isto significa que no ‘universo primordial‘…Λ foi residual; vindo a dominar a evolução      do universo só recentemente, entre 5 a 6 bilhões de anos atrás. (texto base – ago/2007)    *********************************************************************************

Evidências da “energia escura”

A primeira clara evidência observacional de mudanças na taxa de expansão envolveu supernovas distantes (podem ser usadas como marcadores da expansão cósmica,   como observar troncos permite medir a velocidade de um rio). – Estas observações evidenciaram que a expansão foi mais lenta no passado do que hoje e, portanto, está           se acelerando. Mais especificamente, estava se reduzindo, mas, em algum momento, passou por uma transição, e começou a se acelerar.

wmap

Este resultado surpreendente foi depois confirmado por ‘estudos independentes’ da ‘radiação cósmica de fundo’ — como, por exemplo… o “Wilkinson Microwave Anisotropy Probe” (WMAP)… Uma das conclusões possíveis – é que ‘variações’ nas leis da gravidade se aplicariam, em escala supergalática. – Mas, a hipótese mais aceita é que “leis da gravidade são “universais” – e assim…portanto, alguma forma secreta de energia, opõe  e supera a mútua atração entre as galáxias – as separando cada vez mais rápido, e além…

Com ‘energia escura‘, a variação do fator de escala do Universo depende da forma como esta varia no tempo… Se a sua densidade for constante…a expansão continuará a acelerar; mas se aumentar – a aceleração da expansão pode ser tão rápida, que as galáxias, estrelas, planetas…e até os átomos se destruam totalmente, em um ‘Big Rip’. – Por outro lado, se a densidade da energia escura diminuir no tempo… o universo colapsaria num ‘Big Crunch’. 

A natureza da “Energia Escura”, e suas alternativas                                                      Campo escalar é algo como um mapa de temperaturas, onde se atribui a cada ponto, um valor – no caso cosmológico…em que, quanticamente…escalas menores são as mais energéticas…energia, em vez de graus“.                                                             

Existem alguns modelos para explicar a “expansão acelerada” do Universo. O mais simples deles…é que se trata de uma “energia quântica do vácuo“…entidade matematicamente descrita pela introdução de uma ‘constante cosmológica nas equações da ‘Relatividade Geral’. Tal hipótese porém, leva a graves problemas teóricos, da ‘constante cosmológica’, e da ‘coincidência cósmica’. Alternativamente, a ‘energia escura’ também pode corresponder à existência de “partículas exóticas” (ou ‘campos escalares‘) com certas características… conduzindo aos chamados “modelos de quintessência” (…a ‘quintessência‘ difere da “constante cosmológica”… – por ser “dinâmica” – isto é…variar no espaço…e no tempo)

Existem também modelos, que não recorrem à noção de “energia escura“… – Neles, a “expansão acelerada” do universo seria efeito de correções na ‘Relatividade Geral’… que afetam somente escalas comparáveis à dimensão dossuperclusters‘. Estas correções são previstas pelas teorias onde o espaçotempo tem dimensões extras (“branas”). Neste caso, as modificações da RG ocorreriam pelo fato dos grávitons virtuais (partículas hipotéticas que transmitem a força gravitacional) escaparem para ‘dimensões extras‘, causando a redução da gravidade à longas distâncias…maior do que a esperada pela RG. (texto base)  ******************************(texto complementar)********************************

O problema da constante cosmológica (orkut-2006)

A ‘constante cosmológica‘ (Λ) é a candidata mais natural para explicar a ‘energia escura‘. A ideia básica é que a ‘aceleração do universo’ não se deve a componentes de matérias adicionais, mas sim…a uma escolha diferente de ‘equação de campo‘ para gravitação, com um termo adicional relativo à geometria do universo.

equacao_de_campo_de_einsteinUsualmente… interpreta-se a ‘equação de campo de Einstein’ como se todos termos à esquerda — se relacionassem à resposta geométrica do espaçotempo, ao conteúdo material expresso por termos que estão à direita da igualdade. – O problema é que, levando o termo “constante cosmológica” para a direita, esta pode ser interpretada como fluido material… obedecendo uma equação de estado incomum, tendo pressão igual à densidade de energia negativa.

Da ‘Teoria Quântica de Campos’ vem o fluido que obedece a essa equação, e que faz parte da formulação básica da teoria – a ‘Energia de Ponto Zero’ de todos os campos quânticos que permeiam o universo. Não há porém modo natural de fazer esse cálculo sem resultar infinito. – Alguns processos propostos para resolver esse problema, até que conseguem obter valores finitos dessa energia… contudo, cerca de até 120 ordens de grandeza maior que o observado da “energia escura”. Esse é o problema da constante cosmológica; considerado por S. Weinberg… como a “maior crise teórica da física contemporânea“. ************************************************************************************  “Levando-se em conta a mecânica quântica – a  ‘constante cosmológica’ fica difícil de ser eliminada. Isso se dá, porque efeitos quânticos ligados ao ‘princípio da incerteza’ tendem a conceder ao ‘vácuo quântico’ densidade de energia não-nula…o que é desconcertante…  já que a densidade de energia do espaço vazio deveria ser zero… ou muito próxima disso. Para se resolver esse problema – é necessário ajustar a constante cosmológica de forma a cancelar a densidade de energia quântica do vácuo.”  (Lee Smolin – “Vida do Cosmos’) **********(Orkut/astronomia)******************************************************

Verificando os 2 gráficos ao lado chega-se     à conclusão que: 1) no início não existia a energia escura, que cresceu até os 72% de hoje… 2) proporcionalmente — a relação entre matéria bariônica/’matéria escura’ praticamente não se alterou; 3) fótons, e neutrinos são abundantes no princípio… (‘desacoplamento’)…para, mais tarde, se tornarem “residuais“. Considerando um período inicial de aniquilação matéria –antimatéria, esse quadro atual não teria correspondência com o resultado dessa aniquilação… supondo – dessa forma, a ‘energia escura‘ como o consequente “acúmulo de energia” dessa dissipação?

Orlando – Olá Cesar… a cerca desses teus comentários, a energia escura é ‘constante‘ ao longo da historia; as outras componentes é que diminuíram… por causa da ‘expansão’. Tanto a ‘matéria bariônica’, quanto a ‘matéria escura’ diminuíram… A “energia escura” não é liberada em reaçõesmas, uma componente espalhada pelo universo.

Cesar – Mas aí eu pergunto, se realmente aconteceu a reação inicial matéria/antimatéria, para onde foi a energia resultante dessa aniquilação?… — Talvez…para o vácuo quântico??

Orlando – a “energia do ponto zero“…dados os parâmetros que conhecemos é muito maior que o valor da densidade de ‘matéria escura’… a diferença é da ordem de 10e¹²º. O ‘sistema inicial’ estava em um processo de constante aniquilação/produção de partículas; existia produção local de energia que entrava nestes processos…havia um equilibro entre os 2 processos; enquanto o universo esfriava, algumas partículas foram se desacoplando; primeiro fótons, depois neutrinos (desacoplar significa que reações em equilíbrio saíram do equilíbrio, porque a taxa das reações não acompanhou o crescimento do universo). A ‘energia escura‘ é a mesma em qualquer ponto do universo, é uma ‘quantidade global’. Assim então, respondo que a “energia escura” já existia ao longo da historia do universo. 
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‘ENERGIA ESCURA’ NO DESVIO PARA O VERMELHO Z=1                                                   O então, largamente aceito modelo cosmológico…tinha como certo que o universo estivesse diminuindo sua razão de expansão, pela mútua atração gravitacional de          toda matéria e energia contida nele”.               

dark energyComparando imagens do Telescópio Espacial Hubble com as do ‘WMAP (satélite que fez o mapeamento da “radiação de fundo” do ‘universo primordial’) a equipe do astrofísico Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins  refez o histórico evolutivo do universo, numa precisão sem igual, utilizando 23 supernovas que datam – de 8…a 10 bilhões de anos atrás.  Os dados mostram, que a ‘ação repulsiva‘ da ‘energia escura‘ já estava ativa àquele tempo – e são consistentes com uma ‘densidade de energia’ constante… – ou seja, com uma “energia de vácuo“…que não se dilui com a expansão do universo…o  que apoia a tese da energia escura como “energia de vácuo” cuja densidade se manteve constante ao longo da história do universo.  

“Esta é outra pista, e sabemos tão pouco sobre a energia escura, que     qualquer indicio é importante”…disse Riess. (‘the birth of dark energy’) 

A Energia Escura já estava exercendo sua influência repulsiva sobre o universo… há 9 bilhões de anos… – porém…explicou Riess, numa conferência da NASA… a repulsão só venceu a força da gravidade – a partir de 5 bilhões de anos atrás…quando a expansão cósmica começou a acelerar”…E ele completou: “Esta foi uma era de intensa formação estelar – contudo…até agora, só tinham sido observadas 7 supernovas desse período…insuficientes para medir as propriedades da energia escura”.

Uma teoria que os dados do Hubble confirma, é que o espaço vazio está impregnado da energia residual do BigBang…Quanto mais o espaçotempo se expande, mais a energia escura se manifesta, pois a matéria torna-se mais espalhada, enfraquecendo a inercial resultante da força da gravidade. Esta “aceleração cósmica” foi primeiramente revelada      em 1998 por 2 equipes distintas de astrofísicos…Por meio da medição da luminosidade    das explosões de supernovas – de até 7 bilhões de anos atrás…descobriu-se inesperada discrepância. – As supernovas pareciam mais esmaecidas…portanto, mais distantes do que o esperado – a partir de seus desvios para o vermelho… – Ou seja, as “supernovas”,      a uma dada distância…pareciam menos desviadas para o vermelho do que se esperava.

Uma vez que o ‘desvio para o vermelho‘ mede o quanto as ondas de luz se alongam – à medida que o universo se expande…o menor desvio para o vermelho significa que a luz que vinha dessas supernovas distantes viajou por um universo, que se expandia a uma razão menor do que a atual… – cuja ‘razão de expansão‘ é conhecida por outros meios.    Como explicou Riess, nessa mesma conferência…“Modelos mais complexos com uma ‘densidade de energia não-constante’…inclusive uma classe conhecida como modelos     de quintessência – não estão inteiramente descartados…já que os novos dados ainda permitem variações de até 45%, em torno de uma densidade constante”(Em idades mais recentes a energia escura tem-se mantido constante até uma variação máxima     de 10%). – Como consequência… conforme explica Mario Livio, astrofísico da NASA:

“Os resultados somente eliminam algumas variantes                                     dos modelos de ‘quintessência’…mas, não todos eles.”

O tipo particular de “supernova  usado neste tipo de medição (tipo Ia) ocorre, quando a estrela “anã branca” torna-se mais massiva… ao absorver toda matéria…de uma estrela companheira…Quando sua massa alcança 1,4 “massas solares” (‘massa crítica’), seu interior sofre ‘explosão termonuclear’… – Como todas supernovas “classe Ia” têm igual “característica padrão”…Isto então faz crer – que todas tenham “brilho intrínseco”…característico, ensejando estimar suas distâncias.

Os novos dados também reiteram a confiabilidade de supernovas como ‘balizadores’ da expansão do universo, como assim complementou Riess…“Agora, parece que o mesmo      é verdade para as supernovas mais antigas … muito embora a composição elementar    do universo, como um todo, fosse diferente então”. texto base (nov 2006) (p/consulta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Como começou a expansão do universo? (25 nov 2009)                                      “Quanto maior H…mais rápido as galáxias, a uma distância d…se afastam”.                   

Na teoria da gravitação atual, a taxa da expansão do universo sempre diminui.
A taxa de expansão é o que se chama o parâmetro de Hubble (H). As galáxias, relativamente próximas a nós, estão se afastando com uma velocidade v que é proporcional ao valor atual de H multiplicado pela distância d… Para “teorias                    de campo” que respeitam o princípio da relatividadee com soluções estáveis,                  uma variação no tempo do parâmetro de Hubble é sempre negativa:  (dH/dt<0), que está de acordo com a ideia de ‘gravitação atrativa‘. Assim,                    mesmo num universo em “expansão acelerada“, com sua ‘taxa de variação da                distância média entre galáxias’ aumentando com o tempo, a taxa de expansão                    do universo reduz com o tempo, e a gravitação, de fato, desacelera a expansão.

Isso é importante porque garante, entre outras coisas, que a gravidade                              pode atrair matéria para uma região do espaço e formar aglomerados.

Essa condição, também assegura, que exista um mínimo para a energia do conteúdo do universo — o que se traduz no importante fato de que existe um estado de vácuo estável em cada instante, e que partículas não podem ser criadas do nada sem custo de energia. Ou seja, garante certos critérios de estabilidade física da teoria cosmológicaarsphysica  *****************************(comentário orkut)**********************************      A energia escura ainda é uma questão totalmente em aberto…Aliás, ela ressurgiu como uma explicação da falta de matéria num universo plano…aliada à “expansão acelerada”. Einstein considerava a “constante cosmológica” como “densidade de energia do vácuo”.      A “quintessência” seria uma função (de ‘calibre’) dessa densidade…no espaço-tempo.      O artigo acima coloca mais uma “pimentinha” na questão…  – ao considerar dH/dt<0.  ********************************************************************************

A expansão acelerada do universo: uma nova visão (Mario Novello)                          Einstein, há cem anos…com sua teoria da relatividade geral, alterou a descrição newtoniana da “força gravitacional“… tornando-a a única responsável pelas propriedades globais do espaço/tempo, fundando assim a ‘cosmologia moderna’.

A cosmologia, ciência que estuda as propriedades globais do universo, teve um avanço notável a partir da observação de E. Hubble em 1929, atestando a expansão do universo,    e confirmando a concepção teórica do matemático Alexander Friedman de 1922. – Após uma visão simplista de que o universo teria seu começo…há uns poucos bilhões de anos, os cientistas voltaram-se para uma ideia mais complexa…de que o universo seria eterno, tendo passado por diferentes fases de evolução… – Se contraiu…até um volume mínimo (big bang), transformando tal contração em expansão, atingindo a fase em que vivemos.

Até que, recentemente… uma série de observações astronômicas produziu um escândalo científico de grandes proporções, ao comprovar que não somente o espaço global está se expandindo, ou seja, o volume total do universo está aumentando…como o está fazendo    de uma forma acelerada. A razão dessa agitação se deve a que esse fenômeno colide com      a ideia universalmente aceita…desde Newton, da força gravitacional ser apenas ‘atrativa’.

Tais observações foram interpretadas como se uma força antigravitacional gerada por uma desconhecida forma de energia…chamada ‘energia escura’ estivesse controlando a “expansão do universo” – se opondo à atração, que todas as demais formas conhecidas de matéria e energia, juntas produzem. 

Lambda-Cold_Dark_MatterA partir dessa “interpretação“, concluiu-se, precipitadamente, que… o atual conhecimento da física se restringiria… — a uma parcela diminuta da totalidade da matéria do universo — cuja maior parte, se esconderia sob a forma desconhecida — dessa “energia escura”. – Contudo, é possível que Einstein — afinal, tivesse razão, quando, em 1917, ao inaugurar a cosmologia moderna e propor um modelo de descrição global do universo, fez a hipótese de que a lei da gravitação que conhecemos na Terra deveria ser alterada, quando aplicada globalmente à imensidão cósmica… Isto é, as propriedades da gravitação no universo — não seriam idênticas às de nossa vizinhança.

No entanto…o modo pelo qual Einstein realizou essa ideia deixou muito a desejar. – Ele introduziu uma constante cosmológica para permitir um modelo estático do universo, o qual sabemos hoje não ser verdadeiro. E essa constante cosmológica tem sido associada    à ‘energia escura’. – Embora tal modelo cosmológico tenha fracassado, suas bases ainda sustentam a cosmologia… – Hoje…cem anos depois, estamos frente a uma situação que, requer portanto… nova forma de descrição da gravitação no cosmos, capaz de explicar a aceleração, sem postular a existência de formas “esdrúxulas” de matéria. Essa alteração segue em termos as ideias de Einstein, sem se identificar com o modo de ‘concretização’    de sua proposta.

A aceleração observada hoje… seria semelhante a processos que fizeram o universo passar do colapso à expansão, reproduzindo o fenômeno denominado repulsão gravitacional. Desse modo, a hipótese de formas desconhecidas de matéria e energia não é necessária. A aceleração do universo estaria associada a novos efeitos gravitacionais que só ocorrem em dimensões cósmicas, conforme reconhece a “relatividade geral“…nas profundezas dessas dimensões do espaço e do tempo…Aí, o universo possui inúmeras formas de se entrelaçar, dobrar, curvar, gerando uma geometria variável, autocontrolável. (texto base – abr/2018)

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Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
Esse post foi publicado em astronomia, cosmologia, física e marcado . Guardar link permanente.

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