Método Científico (da Grécia ao Maracanã)

“A inteligência nos permite analisar – mecanicamente…os fenômenos observados, e procurar leis da causalidade. — A intuição nos permite entender porque as descobertas de nossa inteligência são integradas             em um conhecimento mais global e pessoal… Intuição e inteligência, portanto, não são opostas, elas se distinguem, e se complementam”.   (Henri Bergson – ‘Le temps et la durée’)

Parthenon, Athens, Greece

Parthenon, Athens, Greece

O mundo como uma partida de futebol

Vamos nos permitir alguma liberdade criativa, e imaginar um alienígena… – recém chegado à Terra… que – interessado em conhecer nossos costumes…decide ir ao Maracanã assistir uma partida de futebol.

Certamente… no início da partida, o ET ficaria bastante confuso, vendo todas aquelas pessoas correndo atrás de uma bola…e muito intrigado ao ver como alguns jogadores – se tornam tão sensíveis  …  quando ela se aproxima daquelas redes localizadas nas extremidades do campo.

Mas, ao longo da partida, percebendo que alguns lances se repetem… e têm sempre o mesmo desfecho (p. exemplo, a partida é sempre interrompida quando a bola sai dos limites traçados no campo), ele – talvez…formulasse algumas hipóteses sobre o jogo:

Será que o objetivo é enviar a bola o mais distante possível?“… ele talvez pensasse, após assistir um infeliz chute de fora da área; “ou, quem sabe, o objetivo seja matar o humanoide que carrega a bola“, pensaria ao ver um zagueiro aplicando uma “tesoura voadora“… na altura do pescoço de um outro jogador.

É quase certo que, após algum tempo observando a partida, e depois de vários palpites errados, o visitante extraterrestre fosse capaz de compreender a maior parte das regras     do nosso futebol.

Pois bem, nós somos como este alienígena. Estamos imersos no grande  ‘jogo da natureza‘ tentando entender suas ‘regras– Será que tudo o que sobe desce? – Porquê as coisas têm cor? – Será que a posição que os corpos celestes ocupavam,  quando de nosso nascimento, podem afetar nossa personalidade?  Em outras palavras, ou melhor, nas palavras do físico Richard Feynmann… “Entender a natureza é como aprender a jogar xadrez… somente assistindo a partida”.

O Jogo da Natureza

Porém, ainda que nossa metáfora seja didática, ela não é completa. Pois nela, o ET assiste passivamente ao desenrolar dos lances na partida… – e propõe hipóteses, que apenas têm como ser verificadas esperando que se repitam… – Nós, por outro lado, não somos meros expectadores da natureza – mas participamos dela, interagindo através de experimentos.

Entretanto, por incrível que pareça – a ideia de realizar um experimento para testar uma hipótese é muito recente (não tem mais do que 500 anos), já que os filósofos gregos, que há mais de 2500 anos começaram a investigar o mundo de forma racional, e sistemática, achavam que a natureza só poderia ser compreendida pelo uso da razão e do intelecto, e por isso, desdenhavam a experiência.

prof. Ludovico (Walt Disney)

prof. Ludovico (Walt Disney)

Antes de mais nada…para tentar compreender o jogo da natureza, é preciso acreditar que há regras a serem entendidas e cumpridas.

— Assim como o nosso visitante alienígena não podia ter certeza que…os jogadores no Maracanã não estavam – simplesmente ao acaso correndo atrás da bola, ou que as regras não mudariam, do primeiro para o segundo tempo, nós também não podemos ter certeza de que a natureza possua uma determinada ordem, e que esta ordem seja imutável… — Temos apenas fortes evidências disto.

Por exemplo, toda vez que encostamos algo quente em algo frio, o frio esquenta e o quente esfria  —  tem sido assim desde que o homem é capaz de se lembrar,  e  tem  sido assim em todos os lugares do universo aonde o homem já foi capaz de estender sua visão. Mas, nada garante à ciência que continue sendo assim amanhã,  ou  que  seja  assim  em  algum lugar  desconhecido do universo.

Assim, para existir, o método científico parte do princípio da imutabilidade dos processos da natureza, ou  “o princípio da uniformidade da natureza“, como denominava o filósofo Karl Popper, ou nas palavras de Einstein (usadas num contexto ligeiramente diferente)… Deus pode ser malicioso, mas não maldoso.

Admitindo-se – portanto… a existência de uma ordem universal e imutável, torna-se possível prever o comportamento da natureza – sendo este o mais importante passo do método científico no que concerne à experiência física.

http://adm-graduacao.blogspot.com.br/2012/06/introducao-pesquisa-cientifica-deducao.html

Indução & Dedução

Ao observar que todo homem       e toda mulher…cedo ou tarde morrem, pode-se estabelecer uma regra geral … “todo ser humano é mortal“.

Esta forma de raciocínio lógico, que extrai uma verdade geral a partir de uma observação particular…é chamada indução.

A partir desta regra geral, ou desta ‘lei natural’…estabelecida pela observação do mesmo resultado repetidas vezes… pode-se então deduzir (dedução é a forma de raciocínio que extrai uma verdade particular de uma verdade geral) que… se Fulano é um ser humano, e já que todos os seres humanos são mortais, então Fulano é mortal. Note entretanto, que a indução é totalmente apoiada na repetição da experiência, e na crença na imutabilidade dos processos naturais.

O método indutivo apresenta, portanto, uma limitação. Se estabelecemos uma regra geral a partir de um determinado número de observações…surge a pergunta…Quantas observações serão suficientes para justificar a regra?… Cem… mil… milhões?… Como podemos saber se temos um nº suficiente de observações… e – muito importante…em condições suficientemente variadas pra alegar que uma regra seja de fato universal?

O método de Popper

Este problema foi contornado por Karl Popper …  ao apresentar o conceito de falsificabilidade, segundo o qual uma hipótese só é considerada científica se for falseável…isto é, se por meio de algum experimento real ou imaginário for                     possível provar sua falsidade.

A hipótese “Deus existe” não é uma hipótese que possa ser julgada pela ciência… pois não existe nenhuma experiência imaginável que possa provar que… “Deus NÃO existe“. Por outro lado, as hipóteses “O tempo passa mais rápido em lugares altos”, e  “O futuro pode ser previsto pela posição dos astros nos céu” são falseáveis e, assim, estão dentro   do escopo da ciência.

Qual a vantagem disto?  – Uma mudança de atitude. Em vez da ciência     se basear nas observações que reforçam uma teoria, ela passa a buscar observações que a falsifiquem. Quanto mais a teoria sobrevive a esta busca…maior nossa confiança em sua veracidade. Ou seja… não mais existem teorias comprovadas – apenas teorias que ainda não foram derrubadas…E, provar que uma dada teoria está errada é o melhor que pode acontecer, pois só assim… a ciência progride.

http://manualdeestudos.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html

Portanto, ao contrário do que muitos pensam, o objetivo dos cientistas não é defender o ‘status quo’, ou proteger as leis científicas contra contestações. Seu objetivo é… justamente… tentar contestar estas leis!

Hipóteses, teorias e leis

Vimos, que o método científico começa com a observação da natureza. Com base na observação…e, apoiado pelo pensamento indutivo, formula-se uma hipótese, que, conforme você já deve ter percebido, nada mais é do que uma crença, que se desconfia   que seja verdadeira.

A partir daí deve-se ‘testar a hipótese‘ – ou seja, utilizar a hipótese para verificar o fenômeno que ela explica e, mais importante, utilizar a hipótese para prever novos fenômenos.

Para testar a hipótese, será quase sempre necessário um experimento – que, em um ambiente controlado, possa quantificar o fenômeno… Independente do resultado, este experimento só será considerado válido se puder ser reproduzido…  — “mantendo-se as mesmas condições”… – Se a hipótese se confirma uma vez, ela pode estar correta… Se a hipótese se confirma um grande número de vezes, ela deve estar correta… Se a hipótese não se confirma, ela deve ser reformulada, e novamente testada.

Quando uma hipótese já reúne um número considerável de evidências… obtidas por grande número de pesquisadores independentes, ela pode ser promovida à lei, ou ajudar a compor uma teoria

Uma ‘lei‘, para a ciência – é um estatuto que explica de forma simples e concisa (por isso, geralmente é enunciada de maneira matemática)…sendo um fato bem estabelecido pela ciência, com hipóteses bem testadas e validadas… — Entre as leis físicas mais conhecidas estão a Lei da Gravidade, e as 3 Leis de Newton.

Já uma teoria’ é um conjunto de explicações sobre um certo tipo de fenômeno… ou um grupo de fenômenos semelhantes. Por exemplo…a Lei da Gravidade é bem curtinha e simples –  ela diz que os corpos se atraem com uma força proporcional às suas massas,   e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles… — Por outro lado, a Teoria da Gravitação é muito mais ampla e complexa, e faz uso da Lei da Gravidade para explicar os fenômenos relacionados à atração gravitacional.

http://www.bulevoador.com.br/2012/11/o-conflito-criacionista-e-evolucionista-no-brasil/

É curioso que, como as palavras ‘teoria e ‘lei têm… no cotidiano, significados tão diferentes — as pessoas, normalmente, tendem a achar que teorias…são menos válidas do que as leis. 

Defensores do “criacionismo(aquele movimento que defende que a Terra foi criada por Deus em 6 dias) dizem que a Teoria da Evolução…é “apenas uma teoria, e como tal não poderia ser ensinada nas escolas”…Não caia nesse truque retórico. Uma teoria é tão consistente quanto uma lei. O que muda é só o escopo, e abrangência de cada uma… – e não…sua validade.

O que chamamos de “leis da natureza”…não são leis, no sentido usual da palavra. Veja a Lei da Gravidade, por exemplo. Alguém se equilibra sobre uma corda estendida entre dois arranhacéus, e logo se diz que ele está “desafiando a lei da gravidade”, quando – na verdade, não poderia fazer o que faz se não fosse por ela… – As leis da física não podem   ser “desafiadas”, como as leis legisladas em nosso mundo.

Uma lei física é um estatuto do qual temos forte sensação que seja verdadeiro e que até o momento, não foi contradita por nenhuma experiência humana. – Mas, e quando diversas hipóteses servem para explicar o mesmo fenômeno?… – Ou seja…e se for possível explicar o mesmo fenômeno, e prever os mesmos resultados, usando hipóteses diferentes?

Neste caso, a ciência prefere adotar a hipótese mais simples…onde, por mais simples, se entende a que usa o menor nº de suposições…ou, introduzam o menor número de novas entidades na ciência…Afinal, quando se faz o menor nº de suposições possíveis, é menos provável se descobrir mais tarde que uma delas estava errada…(este método é a Navalha de Ockham.)

Conclusão: Se, por um lado, este estado das coisas assegura aos cientistas que nenhuma verdade está livre de contestação, por outro, nos impede de assumir qualquer saber como final e definitivo. Uma lei física, ou uma verdade científica, nada mais é, portanto, do que um ‘estado de repouso do conhecimento’…(o que é um pensamento um tanto pessimista). De qualquer modo, esta postura do método científico, enraizada em sua própria definição, é o que nos faz garantir a contínua investigação do conhecimento humano…    texto base  ******************************(texto complementar)*********************************

Navalha de Occam

“Pluralitas non est ponenda sine neccesitate”…ou…”pluralidade não deve ser colocada sem necessidade”…William of Ockham, filósofo (1285-1349).

Como muitos Franciscanos, William era um minimalista na sua vida, idealizando uma vida de pobreza, e como S. Francisco … batendo-se com o Papa a esse propósito… – Acabou sendo excomungado pelo Papa João XXII… A isso respondeu, escrevendo um ‘tratado’… demonstrando que o Papa era um herético.

O que é conhecido como ‘navalha de Occam’ era um principio comum na filosofia medieval e não foi originado por William de Ockham… mas, pelo seu frequente uso do “princípio”, o seu nome ficou ‘indelevelmente‘ ligado a ele.

É pouco provável que William apreciasse, o que alguns de nós fizeram com seu nome… Por exemplo, ateístas muitas vezes aplicam a “navalha de Occam” negando a existência de Deus, argumentando que Deus é uma hipótese desnecessária. Que podemos explicar tudo sem assumir o peso metafisico extra de um Ser Divino.

O uso por William do principio da ‘pluralidade desnecessária…ocorre em outros debates medievais. Por exemplo, no Livro II dos seus “Commentary on the Sentences“, de Pedro Abelardo, ele debruça-se sobre a questão de saber se… – Um Anjo mais Elevado sabe graças a menos espécies que um Inferior. Usando o principio de que a “pluralidade não deve ser colocada sem necessidade”, ele argumenta que a resposta é afirmativa. – Cita também Aristóteles, quando afirma que… – quanto mais perfeita uma natureza, menos meios necessita para a sua operação.”

Este princípio tem sido usado por ateístas para rejeitar a hipótese de um Deus-Criador, a favor da ‘evolução natural’… – se um Deus Perfeito tivesse criado o Universo, tanto este, quanto suas partes seriam muito mais simples… – William não teria apreciado. Contudo, alegou que a teologia natural é impossível… Teologia natural usa a razão para entender Deus, em oposto à ‘teologia revelada’… – que se baseia nas ‘revelações’ das escrituras”.

De acordo com William de Ockham, a ideia de Deus não é estabelecida por evidências experimentais ou de raciocínio. Tudo o que sabemos de Deus é-nos dado pela revelação. O fundamento de toda a teologia é, portanto a fé.

Deve-se notar que, enquanto uns usaram a navalha para eliminar todo ‘mundo espiritual‘, Ockham não aplicou o principio da parcimônia aos artigos da fé…Tivesse-o feito, poderia tornar-se um Sociniano como John Toland (“Christianity not Mysterious” 1696) e reduzido a Trindade a uma Unidade, e a natureza dual de Cristo a uma.

Abelardo

Etéreos ‘universais’

William foi uma espécie de…”minimalista“… em “filosofia”, advogando o “nominalismo”, contra a visão mais popular…do “realismo”… – Assim, ele propôs que os universais  não têm existência…fora da mente…“universais são apenas nomes que usamos, para referir grupos de indivíduos, e as suas propriedades”.

Os realistas afirmavam que não só há objetos individuais…e os nossos conceitos desses objetos, também há ‘universais’…William achava que eram demasiadas pluralidades…Não necessitamos de universais para explicar qualquer coisa”.

Para nominalistas e realistas existe Sócrates, o individuo… e o nosso conceito de Sócrates. Para os realistas existem também realidades… como a humanidade de Sócrates, sua animalidade, etc. Assim, qualquer qualidade que possamos atribuir             a Sócrates tem uma correspondente “realidade”, um “universal” ou ‘eidos’…como           Platão denominou tais seres.

William pode ser considerado cético, em relação a estes universais…“Não são necessários para a lógica, epistemologia ou metafisica…portanto para quê assumir esta pluralidade desnecessária?”…

Platão e os realistas podiam ter razão…Talvez haja um ‘eidos’ de realidades universais que sejam eternos, imutáveis modelos para objetos individuais. Mas não necessitamos postular tal para explicarmos os indivíduos, nossos conceitos, ou nosso ‘conhecimento’. O “Eidos” de Platão (‘formas’) são um peso metafisico e epistemológico desnecessário.

Pode ser argumentado que o bispo George Berkeley aplicou a ‘navalha de Occam’ para eliminar a “substância material” como uma pluralidade desnecessária… “Só precisamos da nossa mente e das nossas ideias para explicar tudo”. – No entanto, Berkeley era um pouco seletivo no seu uso da navalha…Lembrem-se que ele precisou de postular Deus como… – “a Mente que ouve a árvore cair na floresta…quando ninguém está presente”.

Os ‘Idealistas Subjetivos’ podem usar a navalha para se livrarem de Deus. Tudo pode ser explicado pelas nossas mentes e ideias. Claro que isto leva ao solipsismo, a ideia que só eu e as minhas ideias existem, ou pelo menos…é tudo o que sei que existe. Materialistas, por outro lado, usam a navalha para eliminar a mente… – “Não necessitamos de postular uma pluralidade de mentes…nem uma pluralidade de cérebros”.

O ‘princípio minimalista’

A ‘navalha de Occam’ é também chamada “principio da parcimônia“… – Hoje em dia, é interpretada como “a explicação mais simples é a melhor”…ou “não multiplique hipóteses desnecessariamente.” Em todo caso, a navalha de Occam é um principio frequentemente usado fora da ontologia, por ‘filósofos da ciência’, no esforço de estabelecer critérios para escolher uma, entre várias teorias com igual valor explicatório… – Quando deres razões explicativas para algo, não postules mais que o necessário“. 

piloto Cultura pré-Colombiana

Von Daniken podia estar certo…quem sabe extraterrestres tenham ensinado antigos povos na arte… e engenharia, mas não é preciso postular “visitantes extraterrestres” para explicar os feitos desses povos… — Porquê postular pluralidades desnecessariamente? 

Podemos postular o éter para explicar ação à distância, mas não precisamos do éter para explicá-lo.

Aplicações da ‘navalha’

Pode-se dizer que Oliver Holmes e Jerome Frank aplicaram a ‘navalha de Occam’ ao afirmarem que não existe uma coisa chamada “Lei”… – Há apenas decisões judiciais, julgamentos individuais … e a soma deles fazem a lei. Para confundir mais a questão, estes iminentes juristas chamaram ao seu ponto de vista “realismo legal“…em vez de “nominalismo legal“... E assim… lá se vai a simplicidade.

Porque a navalha de Occam é algumas vezes chamado o “principio da simplicidade“, algumas mentes criacionistas argumentaram, que ela podia ser usada para apoiar o criacionismo, em detrimento da evolução… – “Ter Deus tudo criando… é muito mais simples que a evolução, mecanismo muito mais complexo”. Mas Occam não diz que quanto mais ‘simplória’ a hipótese, melhor.

Alguns até usaram a navalha de Occam para justificar ‘cortes orçamentários’, com a justificativa de que… – o que pode ser feito com menos…é feito em vão com mais“.       Esta aproximação parece aplicar a navalha de Occam ao seu próprio principio. Mas, Occam estava mesmo preocupado com menos hipóteses, não com menos dinheiro.

erich-von-daniken-frases--

Conclusões da ‘navalha’

O principio original parece ter sido invocado…em um contexto de uma crença na noção de que a perfeição é a própria simplicidade. Isto é um “principio metafisico”… partilhado com os medievais e gregos antigos.

Assim como para eles, a maior parte das nossas disputas não                           são acerca do principio … mas, do que conta como necessário. 

Para os materialistas…os dualistas multiplicam pluralidades desnecessariamente. Para os dualistas… postular uma mente bem como um corpo, é necessário. Para os ateístas, postular Deus e algo sobrenatural é uma pluralidade desnecessária…Já para os teístas, postular Deus é uma necessidade. Para von Daniken talvez os fatos tornam necessário postular extraterrestres. – Para outros, extraterrestres são ‘pluralidades desnecessárias’.

Em resumo, talvez a navalha de Occam diga pouco para os teísta e ateístas na questão se…’Deus é necessário, ou não’. Se é assim, o principio não é muito útil. Por outro lado, se a navalha de Occam significa que, quando confrontado com 2 explicações… — uma implausível e outra provável, uma pessoa racional deva escolher a provável – então…o principio parece desnecessário, pois é óbvio. Porém…se o principio é verdadeiramente minimalista, então parece implicar que quanto mais reducionismo melhor. Sendo assim, então o principio da parcimônia deveria chamar-se a “Serra Elétrica” de Occam…pois o seu principal uso parece ser dilacerar a ‘ontologia‘ (ramo da metafisica que trata do ser). 

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Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979... (s/ diploma)
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Uma resposta para Método Científico (da Grécia ao Maracanã)

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