Lembranças Eternas de um “Futuro Imaginário”

“O universo dura … E, quanto mais nos aprofundarmos na natureza do                              tempo, mais entenderemos que duração significa invenção…criação de                              formas, elaboração contínua do absolutamente novo”. (Henri Bergson)

David Bohm postulou … em suateoria quântico-holográficaque o universo possui características não-locais de indivisibilidade as quais podem ser observadas em sistemas – tão diferentes entre si, quanto a distribuição de matéria no Cosmos… as redes neurais, os padrões climáticos, a formação das galáxias… – a frequência dos terremotos … a radiação cósmica de fundo (em microondas)…os sistemas sociais e econômicos, ‘fluxo de trânsito’ ‘bolsa de valores’… – e, até mesmo … a ‘internet’.

Padrões harmônicos“… – geometricamente fragmentados e ‘autossemelhantes’…subjazem a todos estes fenômenos…se repetindo em escalas cada vez maiores e menoresem todo Universo.

Foi o matemático Benoit Mandelbrot … ao estudar sistemas aparentemente sem relação entre si…como as formas das linhas litorâneas, e flutuações dos preços nos mercados de ações… quem descobriu essas “relações harmônicas holográficas”… a quem Mandelbrot denominou ‘fractais‘. – Dava-se início assim…ao novo campo da ‘geometria fractal‘, mostrando a profunda e harmônica ordem holográfica fractal permeando todo Cosmos.

vitru.

Mas, sob o aparente caos dos ‘sistemas complexos’, existem ‘harmônicos de natureza holográfica’ – já demonstrados de forma intuitiva. No século 13…por exemplo…o matemático  Fibonacci demonstrou a relação harmônica … entre a soma    de cada numero pelo anterior … na sequência que passou a ser conhecida por seu nome (0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89…)

Esta relação universal, encontrada por toda a natureza; nas espirais das conchas… nos redemoinhos, na forma como os galhos das árvores surgem nos troncos, nos embriões e nas galáxias…é chamada “razão áurea”…ou “proporção áurea”…nome cunhado por Fra Luca Pacioli, no século XV … que a ensinou a Leonardo da Vinci — que a utilizou no “Homem Vitruviano“. Revelando tal relação nas proporções da anatomia humana, Fra Luca então afirmava… “ser a proporção áurea, assim como Deus … sempre semelhante a si mesma”.    Na matemática, a proporção Phi (1,61803) é definida como umnúmero transcendental‘, sendo considerada uma constante universal de crescimento e evolução da naturezaOs harmônicos de Φ são um exemplo dos princípios holográficos, subjacentes a todo Cosmos. Em todos os sistemas da natureza constatamos esta invariância em relação à escala… – com o surgimento de padrões harmônicos geométrico-fractais … subjacentes.

Sistemas holográficos                                                                                                   Fractais são a assinatura dos “padrões holográficos”, presentes em todos                         os níveis de organização…revelando um universo harmônico e holográfico,                   pleno de autossimilaridades, em todas escalas de complexidade do cosmos. 

A finalidade dos sistemas holográficosé gerar “imagens tridimensionais” — a partir de uma imagem virtual ou holograma…criado quando por exemplo … a luz de um laser – incide sobre certo objeto, e este o refletesobre uma placa receptora. Se sobre essa placa incidir um 2º laser misturando ondas do 1º laser … com as do 2º … o padrão de interferência resultante armazenará a informação desse ‘objeto’ para projetar sua imagem tridimensional no espaço.

Em sistemas holográficos, cada parte do sistema contém a informação do todo, e portanto, a informação completa sobre o objeto… Se quebrarmos uma placa holográfico em pedaços, cada um desses pedaços refletirá no espaço…a imagem tridimensional do objeto… – assim mostrando que…o todo está nas partes; onde cada parte representa um pedaço desse todo. Tal propriedade fundamental dos sistemas holográficos…cujo avanço tecnológico se deu a partir dos anos 60, foi descrita metaforicamente por Dennis Gabor, Nobel de Física (1971):

“Um ‘cosmos holográfico‘ simboliza uma infinita interrelação entre todas as suas partes, com cada uma delas, definindo todas as outras. – Pode-se assim considerar o universo como um organismo ‘auto-referente’, e ‘auto-sustentável’. Esta concepção é também ‘não-teleológica’…pois não há um início do tempo, nem conceito de criador; muito menos questionamento sobre a ‘razão de tudo’. Concebido sem hierarquia… o universo não tem centro…ou seria de se supor… – que este, estivesse em toda parte”.

‘Ruptura espontânea de simetria’                                                                  ‘instabilidade’ (caos) -> ‘probabilidade’ -> ‘irreversibilidade’

A altas temperaturas, onde pequenos ímãs se orientam ao acaso…um ‘sistema magnético’ se mostra ‘paramagnético’. A baixas temperaturas contudo, temos ‘ferromagnetos‘…com todos estes…”micro-ímãs”…privilegiando uma única direção… – em uma menor simetria das equações iniciais… – Na física quântica… partículas e antipartículas desempenham o mesmo papel, com um início aleatório (caótico) em elevada temperatura, e uma “quebra   de simetria”… com a prevalência de partículas no nosso universo atual — em um sistema caótico, com leis probabilísticas irreversíveis… – As divergências (infinitos) de Poincaré    são eliminadas… – introduzindo-se as propriedades dissipativas temporais (‘autovalores complexos’) tornando suas equações integráveis…ao nível das funções de distribuição de probabilidades. Quanto maior a complexidade, maior a irreversibilidade (seta do tempo).

A não-integrabilidade se deve à ressonâncias que exprimem condições a serem satisfeitas em frequências. Como eventos locais…advindos num dado ponto do espaço, e instante de tempo, introduzem um elemento estranho à noção de trajetória local de espaçotempo. A atualização das potencialidades, portanto, não depende mais do observador, mas sim da instabilidade do sistema… – O ‘colapso da função de onda‘…é causado pelo efeito das “ressonâncias de Poincaré” no sistema físico … tornando assim, a descrição probabilística irredutível, e levando o sistema…de quântico a clássico. (Ilya Prigogine, “As leis do Caos”) ***********************************************************************************

Um Universo de Informação e Entropia                                                                             O estado informacional do Universo primordial era extremamente                                        desordenado… – a partir do qual… – toda a existência se originou.

holograma

“Holograma” é a forma mais compacta conhecida na Natureza…de se armazenar informação – permitindo-se desenvolver uma extraordinária memória holográfica, dependente da ‘entropia‘…propriedade fundamental…descrita por Boltzmann, e definida à época…como sendo a unidade medidora do “grau de desordem“…de um sistema…Quanto maior sua entropia, maior esse valor… – e… por outro lado… quanto menor…maior a sua organização.

A entropia em nosso universo vem crescendo desde o Big Bang por meio de umaseta do tempodirecionada do passado ao futuro. Desse modo, a tendência é concluir que o início do universo ocorreu a partir de um estado de…’entropia mínima‘ – isto é…informação máxima“. – Aí então, poderíamos perguntar…como, nesse caso…conseguem se estruturar os…”sistemas biológicos” – incluindo a “consciência” – que sempre evoluem para formas mais ordenadas e complexas de informação…a partir de uma simples célula embrionária?

Na verdade, a evolução dos sistemas biológicos em direção a uma complexificação informacional crescente…ocorre por estes sistemas se desenvolverem em “bolsões              de ordem”… – ricos em átomos de carbono, nitrogênio, e oxigênio … em pequenos                planetas…situados a certa distância de suas estrelas…que permitam temperaturas    amenas – para assim, então – induzir ao aparecimento de… – “moléculas d’água”.

“Teoria (clássica) da informação”                                                                                            A noção de ‘informação‘ implica em uma certa ambiguidade, podendo significar            capacidade em bits de um ‘sistema físico’ (teoria da informação clássica); e/ou o                    conteúdo semântico (significado) induzido pelos bits durante uma comunicação. 

Em 1948…Claude Shannon publicou “A Mathematical Theory of Communication”, importante artigo científico, enfocando o problema de qual é a melhor forma para         codificar a informação que um emissor queira transmitir para um receptor. Neste       artigo – trabalhando inclusive, com as ferramentas teóricas utilizadas por Wiener,             na origem da teoria das comunicações, Shannon propôs com sucesso uma medida             de incerteza (entropia da informaçãoem uma mensagem. – Já em 1949… em co-      autoria com Warren Weaverrepublicou…Teoria Matemática da Comunicação“,              agora em livro, contendo reimpressões do seu artigo científico de 1948…de forma                acessível … também a leigos — popularizando assim — os seus próprios conceitos.

teoria-da-informacao-Claude Shannon-1949Na Teoria clássica da Informação de Shannon, as definições de ‘ordem‘ e ‘informação‘ são “probabilísticas”…e dependem do conceito de entropia…numa homogeneização estatística. Por conseguinte, deixam ausente…ou bem reduzida – a imensa riqueza das significações naturais (que não são de natureza estatística). Na teoria, a ‘organização’ (representada pela função H de Shannon) é a medida da informação que nos falta… isto é, a medida da ‘incerteza‘ sobre o sistema. Por conseguintea entropia como definida por Shannon,  está intimamente relacionada à uma “entropia termodinâmica”. Posteriormente, Leon Brillouin, a partir de trabalhos de Leó Szilard, desenvolveu um teorema demonstrando a equivalência entre “informação” (ordem) e “entropia negativa”…que também representa ordem. O grau de ordem‘, portanto, se relaciona ao conteúdo de informação do sistema.

Norbert Wiener havia colocado esta identidade na base conceitual da ‘Cibernética’, afirmando que ‘informação representa entropia negativa‘, e profeticamente enfatizando que… informação é informação, não é matéria nem energia”.

Até que, em fins do século XX, o filósofo da mente David Chalmers retomando as ideias  do filósofo e antropólogo Gregory Batesondesenvolve os conceitos opostos de – “hard problem” e “easy problem”…relativos à questão da “consciência” – afirmando ser este, o caminho natural para a conexão entre “sistemas físicos”…e ‘estados informacionais‘.  Chalmers define consciência (“consciousness”)… – como… “um aspecto irredutível do universo, assim como espaço, tempo e massa”; sendo a informação: “sua propriedade intrínseca não-local, capaz de gerar ordem, auto-organização e complexidade”Em um universo gerador de vida e consciência…podemos entender melhor aspectos paradoxais   da consciência pela dualidade energia/informação; estados quânticos/consciência … tal como no início do século XX, físicos modernos conceberam a dualidade onda/partícula.    

A Complexidade na Informação                                                                                                “a entropia não deve ser compreendida como uma medida da desordem, mas muito mais como a medida da complexidade de uma dialética, entre informação e ordem molecular”.complexidade informação.png

Ao relacionar a ambiguidade e incerteza da informação à variedade e não-homogeneidade do sistema Henri Atlan conseguiu resolver certos paradoxos lógicos da auto-organização e complexidade, ampliando o alcance da “teoria de Shannon”… – Ele definiu a ‘organização’ de modo quantitativamente formal, mostrando que uma ordem do sistema, corresponde a um vínculo entre o conteúdo informacional máximo (variedade máxima), e a redundância máxima do sistema; relação que também pode ser descrita como uma “função do ruído” (desordem); ou mesmo como uma…”função do tempo“…ao considerarmos seus efeitos, como… “fatores aleatórios” … acumulados pela… – “ação entrópica” … do ambiente. 

Esta ambiguidade, característica dos sistemas auto-organizadores biológicos,                  pode se manifestar de forma negativa (‘destrutiva’) no significado clássico de            ‘desordem’…ou positiva, originando a produção de uma “autonomia relativa”                        de uma parte do sistema – em relação às outras…diminuindo dessa maneira,                          a redundância geral do sistema — ao aumentar seu ‘conteúdo informacional’.

Além de ser entendida como uma medida da desordem e da quantidade de informação, a entropia pode também ser descrita como a probabilidade de um sistema se encontrar em um…”estado energético” – desde o nível quântico de Planckaté ao nível cosmológico de todo Universo. Levando-se em conta uma mesma equação holográfica descrevendo todos estes modelos, comprova-se ser a informação mais fundamental do que a própria energia.  Com efeito, as ‘probabilidades descritivas de um sistema nunca são “aleatórias”como é comum e erroneamente interpretado…mostrando sempre uma quantidade harmônica de informação. Seja a nível quântico…ou cosmológico…todo este processo auto-organizador, representa portanto, uma ‘expressão universal de uma maior aquisição de variedade…ou conteúdo informacional… devido à redução da “redundância na totalidade do sistema.

Erich Jantsch, estudando o universo, provou que a ‘evolução cósmica‘ é também um processo auto-organizador – onde a ‘microevolução’ dos sistemas individuais co-evolui para macroestruturas mais organizadas… Segundo ele, a correspondência entre ordem, entropia e informação – é a “trilha” … que fundamentará a compreensão de todo fluxo, irredutível e natural, de ordenação quântico-holográfica, a se auto-organizar no cosmo,    na vida, nas sociedades e organizações, de uma forma autoconsciente. – A “teoria auto-organizadora” de Atlan surgiu para explicar essa complexidade dos sistemas biológicos. 

Auto-organização, Consciência & Informação quântica                                              A conceituação mais abrangente dos conceitos de ordem, organização, e                              informação é essencial ao desenvolvimento de um modelo informacional                                quantum-holográfico e auto-organizador…do universo e da consciência’. 

termodinamica-entropia-boltzmann

Conforme Boltzmann demonstrou, em 1877, a entropia de um sistema [S] cresce, quanto maior o número de arranjos possíveis [W] dos elementos do sistema. Assim, quanto mais arranjos possíveis, menor sua probabilidade de retornar espontaneamente ao estado inicial. Como há menos maneiras de ter o sistema ‘ordenado’ e muito mais maneiras de tê-lo desordenado, a entropia de um sistema neste estado desordenado é a mais provável.

Para levarmos essa ‘aventura’ do conhecimento adiante, devemos ultrapassar a “visão clássica” de informação, elaborada nos anos 40 do século XX… por Shannon, com suaTeoria da Informação‘; que na verdade, se trata de uma ‘teoria de comunicações’, criada para melhorar a transmissão de linhas telefônicas, sob o oceano.  Com ela…Shannon demonstrou que… “a quantidade máxima de informação” num sistema pode ser descrita pela mesma ‘equação de Boltzmann’ que descreve a entropia termodinâmica.

Brillouin então, formulou o “teorema de equivalência“… identificando a                        quantidade de informação de Shannon, à ‘entropia negativa’ de Boltzmann,                      numa equação logarítmica (matematicamente harmônica … e holográfica).

Segundo William Seager (1995)… utilizando como fundamento…a capacidade em bits do sistema, a teoria de Shannon é incapaz de fornecer uma conexão adequada à uma ciência da Informação Quântica. – Consciência, auto-organização e informação…se conectam ao nível da significação semântica, e não ao nível da capacidade em bits… – e, como a teoria clássica se situa a nível da capacidade em bits, seria incapaz de se conectar à consciência.

Dessa forma… seria preciso uma visão mais radical da informação,                para uma percepção mais fundamental da natureza da consciência.

Seager ainda nos faz notar que no clássico experimento quântico das ‘2 fendas’, o que está em jogo não é a capacidade em bits, mas a significatividade da correlação semântica entre sistemas físicos distintos, informacionalmente carregados de modo não-causal. Esta visão tem sustentação nos atuais desenvolvimentos de Wojciech Zurek – na chamada “física da informação“, com o conceito de informação não-local, e unidadeobservador-processo de observação-observado…onde, a “entropia física” é uma combinação dessas 2 magnitudes:

1- a ignorância do observador medida pela “entropia estatística” de Shannon;

2- o grau de desordem do sistema, medido pela… “entropia algorítmica”… que é o menor número de bits necessário para registrá-la na memória. Durante a mensuração,        a ignorância do observador é reduzida, como resultado do aumento do numero de bits      em sua memória. Contudo, a soma das 2 magnitudes (“entropia física”) fica constante.

Para entender como informação, energia e matéria…progressivamente se complexificam, para obter significados cada vez mais complexos, até chegar à uma…”hipercomplexidade consciente”, precisamos de uma “teoria quântica”, incluindo interações mecânicas locais, bem como um “desdobramento informacional quântico ‘não-local’ instantâneo“. Esta é a teoria quantum-holográfica de universo, desenvolvida por David Bohm, onde se inclui em seu arcabouço… o “holomovimento”– processamento informático não-local, auto-organizando ‘holograficamente’ … informação, energia, matéria, vida e consciência.    Recentemente Vlatko Vedral sugeriu, em seu livroDecoding Reality“…que o Universo é estruturado como informação e que tudo o que existe (inclusive nós) pode ser entendido em termos informacionais. Assim…ele retoma a profunda correlação entre o conceito de entropia (desordem) e informação (ordem), aplicando tal analogia ao universo quântico.

Nãolocalismo & sincronicidade

O campo quântico fisicamente não existe no ‘espaço-tempo’, assim como existem os campos…eletromagnético, e gravitacional…da física newtoniana clássica, apesar de matematicamente ser similar a eles… o que, lhe garante um caráter peculiar não-local… Com efeito, quando um desses fenômenos não-locais se dá… instantaneamente influencia o que ocorre … a qualquer outra região do ‘espaçotempo‘…sem que para isso seja necessário troca de energia/informação…entre essas diferentes regiões.

Einstein negou a existência deste tipo de informação…que a chamou ação fantasmagórica à distância…Hoje sabemos que a “não-localidade” é uma                            propriedade fundamental do universo … comprovada experimentalmente,                            no mundo quântico e mesmo macroscópico, demonstrando a existência de                            interações instantâneas (não-locais)…entre todos fenômenos do Universo.

Segundo a física clássica, a relatividade, e o nosso bom senso…seria impossível existir a ‘não-localidade’. Isso aliás, gerou a célebre controvérsia Einstein/Bohr, em 1927, na ‘5ª Conferência Solvay’, Bélgica. Einstein não admitia os fenômenos ‘não-locais’ – pois em  sua ‘Teoria Especial da Relatividade’…publicada em 1905, a velocidade da luz (cerca de 300 mil km/s) foi definida como uma ‘constante universal’, fisicamente intransponível.  Tal controvérsia acabou originando o célebre“Paradoxo EPR” – onde Einstein e seus colaboradores demonstraram com umexperimento mental‘, que pela impossibilidade      de uma partícula viajar mais rápido do que a luz…‘a física quântica estaria incompleta’.    E, justificando essa ‘incompletude’, postularam “variáveis ocultas” como propriedades    dos sistemas quânticos. Entretanto, ao contrário do esperado, ficou matematicamente demonstrado por John Bellem 1964, que Einstein estava errado…pois, após 1 átomo emitir 2 partículas com spins opostos … se o spin de uma delas se modificar — mesmo    que a anos-luz de distância…o spin da outra é instantaneamente alterado revelando assim uma ‘interação não-local’ entre elas – além de uma unidade cósmica subjacente.

Desde então, a existência da “não-localidade” têm sido convincentemente comprovada  nos experimentos da ‘física moderna’… – Em 1982, o físico Alain Aspect demonstrou a existência de “ações não-locais” entre 2 fótons emitidos por um átomo. Já em julho de 1997, Nicolas Gisin demonstrou a existência desta ‘ação quântica não-local’, em escala macroscópica…em uma…transmissão instantânea…entre 2 localidades…na Europa.

Potencial Quântico, e o ‘Código Cósmico Holográfico’                                                 O potencial quântico é descrito por Bohm como um novo tipo                                                   de campo… – ‘não-local‘… – que não decai com a distância, e                                                 não depende da amplitude, mas da forma da ‘função de onda’.  

David Bohm aplicou a matemática da organização holográfica à teoria quântica… ao desenvolver um modelo de universo no qual o espaço e o tempo estão ‘embrulhados’     numa dimensão espectral de frequências (…ordem oculta… implícita… sem relações espaço-temporais)… – Quando neste “campo de frequências” surgem flutuações, as ondulações mais intensas – com padrões semelhantes aos holográficos, estruturam       uma dimensão espaço-temporal (ordem explícita) similar a este universo manifesto.

Bohm afirma que na ordem implícita tudo está introjetado em tudo…Todo universo          se inclui em cada uma de suas partes pelo “holomovimento”…A ‘introjeção’ não é só superficial, estando cada parte fundamental…inter-relacionada entre si – e ao ‘todo’.

De acordo com Bohm, em seu modelo da mecânica quântica, De Broglie descreve um novo tipo de campo…no qual a atividade depende do conteúdo informacional que é conduzido a todo o campo experimental. Adicionando às equações deste campo um Potencial Quântico que satisfaz à “equação de Schrödinger”, Bohm elaborou um modelo quântico-holográfico, no qual este potencial conduz a “informação ativa”…que guia a partícula em sua trajetória.  Nesse modelo, a evolução cósmica se processa pela emergência de códigos informacionais não-locais…que auto-organizam os padrões básicos da estrutura do universo. Este ‘código cósmico’ se constitui por patamares evolutivos, correspondendo, cada um, ao surgimento no universo de um novo mecanismo de memória mais complexo, com códigos específicos.  Estes códigos informacionais constituem um vasto reservatório de informação – uma ordem significativa que pode ser comparável a uma “consciência universal“. Cada um destes depósitos corresponde ao surgimento de um sistema evolutivo…’auto-organizador de memória’, gerando um domínio específico, ou seja, os reinos da “evolução cósmica“: 

a) Cosmosfera (nível físico)

Neste 1º nível de ‘complexificação’, emerge o processo auto-organizador, numa memória quântico-holográfica… estruturando no universo… – energia… informação… e… matéria.

b) Biosfera (nível bio-sociológico)

É o 2º nível de complexificação do universo, onde observamos a emergência de um processo auto-organizador baseado na interação de 2 tipos de macromoléculas…os       ácidos nucléicos (DNA e RNA) e as proteínas (estruturais e funcionais), controlado         por um tipo de memória ou código genético… – que estrutura… – e mantém a vida.

c) Noosfera (nível tecno-social)

É o domínio das ideias… o 3º nível de complexificação cósmica, que emerge na evolução da vida como um processo auto-organizador… baseado no “código neural”. – É também dependente do DNA e do RNA, acrescido dos neurotransmissores, e de íons como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que permitem a interconectividade neuronal. Este processo que organiza e mantém o funcionamento do cérebro e da mente — corresponde ao nível neuropsicológico, histórico, e sociocultural. Em nossa época… este nível de organização vem se bifurcando em uma Tecnosfera estruturada em nanotecnologias, biotecnologias,     e nano-robótica…com a informação armazenada em hardwares, softwares e na internet.

d) Conscienciosfera (nível espiritual)

O mais elevado e complexo nível de evolução alcançado pelo universo. É um processo auto-organizador gerador de consciência…baseado em campos quântico-holográficos constituídos pelos dendrons (redes de dendritos gerando campos eletromagnéticos)      de John Eccles… – e os teledendrons de fibras finas… – descritos por Karl Pribram.

Estes campos são os responsáveis pela interconectividade ‘holo-informacional‘…local (newtoniana clássica) e não-local (quântica holística), entre o cérebro-mente humano         e a mente-universo. Todo este fluxo universal de holoinformação, ou seja, esta ordem transmitida de modo significativo … por todos os níveis de complexidade do universo, modela os processos auto-organizadores, geradores de consciência na mente humana.

O reencontro entre ‘Ciência & Consciência’ Existe toda uma experiência interna em jogo nos nossos corações e mentes (o “hard problem”) que não é físico, mas fenomenológico, meio kantiano.

O…”hard problem” – (dualismo mente/matéria) como descrito pelo filósofo David Chalmers vem se arrastando…na cultura ocidental…desde que Descartes, no século XVII, dividiu o homem em ‘corpo mental’ e ‘corpo material’ (res cogitans e, res extensa)… Essa dicotomia, desencadeou um ‘esquizofrênico’…movimento filosófico-cultural, que penetrando de forma sub-reptícia em todos    meandros tecnológicos da ‘civilização ocidental’ nos isolou do Cosmos. E hojeela ainda subjaz nas produções científicas e culturais, que então transformaram, esta filosofia…e suas variantes, em mais um – “complexo linguajar dogmático”.

Contudo, desde os anos 70…do século 20 – vem ocorrendo um renascimento do interesse científico sobre a natureza da consciência, que se acelerou imensamente nos anos 90 com a moderna tecnologia de neuro-imagem…que utiliza sistemas de tomografia com emissão de pósitrons, ressonância magnética, etc…e que nos descortinou o “fluxo da  consciência”, descrito por William James, no século 19… E, mesmos nestes anos 90, filósofos da mente, como David Chalmers, clamaram que o “substrato neural” da consciência, não é a mesma coisa que a consciência em si; e que deveríamos estar alertas para o “hard problem” e o “easy problem”. – Este último, que aliás não é tão fácil assim,­ refere-se ao que sabemos sobre funcionamento do cérebro e ‘experiência consciente’, usando a tecnologia moderna.

Já o “hard problem” se trata da nossa experiência interior ao vermos, por exemplo, uma rosa vermelha, ou seja…a qualidade da nossa experiência consciente. — A rosa vermelha que admiramos, tocamos…e, percebemos seu odor característico – não é o mesmo que o substrato neural desta experiência. A ‘vermelhitude‘ e a forma da rosa, não são somente,    os comprimentos de onda (easy problem) que nossos computadores estão descrevendo!!

O fato da física quântica demonstrar ser o observador, com sua consciência uma unidade indivisível…com o processo observação/observado influenciando as medidas, demonstra   a correlação direta – comprovada experimentalmente…da consciência com a informação quântica não-local – o que conduz à constatação que ‘consciência‘, em sua emergência, é geração espontânea de informação; e evidencia uma correlação íntima e profunda, entre informação não-local, consciência e o processo de auto-organização do cosmos e da vida.

A visão “informacional quântico-holográfica não-local do universo”                    O universo concebido como informação quântica não-local nos revela uma visão muito mais abrangente da natureza…do que a clássica concepção científica cartesiana. Por sua natureza quantum-holística – capaz de integrar mente/universo… um cosmos quântico-holográfico não-local é interconectado continuamente – em cada ato consciente … auto-organizando (e criando) nós mesmos e o próprio cosmos, de um modo “autoconsciente”.

David Bohm argumentou… que o universo unificado possui uma natureza holográfica  em uma… ‘totalidade não-local indivisível’.  John Wheeler vendo como a informação é importante…neste caso – descreveu então,  um elegante modelo info-participativo de universo – que é… simplesmente… o mais forte…e fundamental modelo de interação “cérebro/mente & cosmos”… descrito pela ‘ciência da consciência‘. Wheeler, com    seu famoso conceito… it from bit”… fez    unir a teoria da informação quântica    à… consciência… assim como… à física.

Wheeler desenvolveu seu modelo “it from bitestudando as “teorias unificadas” de gravidade quântica nos ‘buracos negros’. Dessa maneira, tal como proposto por Tom Stonier, e David Chalmers… ele considera a “informação quântica” como sendo mais fundamental que energia, matéria…e ‘espaçotempo’. – De acordo com suas palavras:

“Cada coisa…cada partícula…cada campo de força; mesmo o continuum espaço-tempo deriva sua função…sua verdadeira existência… às questões de escolhas binárias… “sim-ou-não”, ou seja… bits. – “It from bit”… simboliza a ideia de que cada item do mundo físico tem… bem lá no fundo – uma fonte de explicação imaterial… – que faz com que a chamada “realidade” surja, em última análise, da colocação da questão ‘sim/não’, e do registro de respostas detectadas por um aparelho. Em suma…que todas ‘coisas físicas’, na realidade… – são ‘informações teóricas’… – e que este é um universo participativo”.

Na Teoria da Informação Quântica, o ‘bit‘ (definido pelas escolhas binárias sim/não) é transformado em ‘qbit‘ (quantum bit)…que permite possibilidades de escolher ambos (sim e não), segundo o fenômeno do emaranhamento quântico (entanglement), onde partículas que…uma vez interagiram – permanecem correlacionadas (“entrelaçadas”) por uma informação instantânea não-local…até sua eventual…(e total) ‘decoerência quântica‘.  Nesta visão…informacional quântico-holográfica não-local do Universoo observador permanece como parte do sistema, enquanto o universo se transforma porque a mente desse observador desencadeia uma transferência de informação, a nível subatômico, cujo resultado é uma “Lei de Conservação da Informação”, tão ou mais fundamental que a Lei de Conservação da Energia. E assim, como afirma Tom Stonier podemos então dizer que:  “Informação é um Princípio Organizacional Cósmico, de status igual à matéria e energia”.

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O princípio holográfico não nasce da Teoria das Cordas, mas ao associar “bits” de informação sobre o interior de um ‘buraco negro’, ao seu horizonte de eventos.

Modelo Holo-informacional da Consciência  Leibinitz, em sua “Monadologia”…foi o 1º a propor um modelo matemático “holográfico” da realidade.

Este modelo unifica as neurociências, e abordagens psicoterapêuticas ‘transpessoais’ – fundamentando cientificamente uma nova ‘cosmovisão holística’ da consciência, mais abrangente do que o “paradigma cartesiano”…Ao ser capaz de explicar os benefícios do velho paradigma, além de justificar o fenômeno da consciência… podemos estar vivendo uma troca de… “visão de mundo” … na ‘história da Ciência’.

Nesta nova visão paradigmática, nosso cérebro é compreendido como parte de uma vasta mente espectral quântico-holográfica, que assemelha-se à própria organização do Cosmo, mas de modo diferente ao proposto pelo panpsiquismo. Somos muito mais vastos do que nossas consciências individuais, e partes ativas de uma complexa estrutura holística… na qual cada consciência contém a informação do todoe pode acessá-la através de estados elevados de consciência que otimizam o tratamento holográfico da ‘informação neuronal’.  Nestes estados alterados de consciência podemos interagir com a ordem espectral oculta, descrita na Teoria da Ordem Implícita de David Bohm, e ainda com uma ordem superior ‘superimplícita‘…proposta por ele – talvez o objeto final de nossa busca… da qual somos feitos… “à imagem e semelhança” tal como o… “objeto real”… que gera o… holograma!  Este tipo de interpretação da consciência é baseado num modelo “quantum-holográfico”  da interação ‘cérebro-consciência-Universo’, e se apoia em 3 pilares da ciência moderna:

1- O modelo dos campos neurais quântico-holográficos, de John Eccles e Karl Pribram;    2- A interpretação causal holográfica da teoria quântica desenvolvida por David Bohm;    3- As propriedades não-locais do campo quântico… elaboradas por Hiroomi Umesawa.

O conceito dinâmico de consciência…baseado em um fluxo de informação não-local quântico-holográfico…interconecta as redes neurais clássicas e a dinâmica quântica cerebral holográfica…com a natureza quântico-holográfica do Universo…Este ‘fluxo       auto-organizador’ é criado pelo modo holográfico da informação neuronal. Estudos            de…’mapeamento cerebral‘…feitos durante a ocorrência desses estados elevados de consciência, mostram um estado altamente sincronizado e perfeitamente ordenado          de ondas cerebrais…em ondas harmônicas únicas; como se todas as frequências, de          todos os neurônios… – de todos os ‘centros cerebrais’… tocassem a mesma sinfonia.     

Esse ‘estado cerebral’, altamente coerente gera o campo informacional e holográfico        cortical não-local…interconectando cérebro humano…ao Cosmo quântico-holográfico,    como descrito na teoria quântica de Bohm. A informação holográfica é distribuída por todo sistema, tal como se toda informação estivesse distribuída por toda rede neural.

“Campos neurais holográficos”

A ‘teoria holonômica’ da atividade cerebral, elaborada por… Karl Pribramcomprovou, experimentalmente – que o funcionamento cerebral, além das famosas “redes neurais”, possui também no “córtex cerebral“, um modo de análise holográfica da informação  chamado holograma neural multiplex,  que usa neurônios de circuitos locais cujos afilados prolongamentos (“teledendrons”),  transmitem ‘impulsos nervosos’ incomuns:

“São neurônios que agem no… ‘modo ondulatório’ – sendo… sobretudo, responsáveis pelas ‘conexões horizontais’ das camadas do ‘tecido neural’, nas quais ‘padrões holográficos de interferência’ podem ser construídos”.

Pribram descreveu uma ‘equação de onda neural’, resultante do funcionamento das redes neurais holográficas, similar à equação de onda de Schrödinger; equação fundamental da teoria quântica. Tal holograma neural se faz, pela interação dos campos eletromagnéticos dos ‘teledendrons‘ e dos ‘dendritosdos neurônios – de modo semelhante ao que ocorre na interação das ondas sonoras no piano. Quando tocamos as teclas de um piano, estas provocam nas cordas vibrações sonoras…gerando padrões de interferência de ondas. A mistura das…”frequências sonoras”…cria a…”harmoniada música que ouvimos.  Pois bem…Pribram demonstrou que um processo similar está ocorrendo, continuamente,  no córtex cerebralgerando um campo harmônico de frequências eletromagnéticas, pela interpenetração dos campos eletromagnéticosdos neurônios adjacentes. Este campo, constituído por padrões de interferência de ondas harmônicas tal como no exemplo do piano descrito acima…pode ser calculado por transformações de Fourier…e funciona tal como o holograma descrito pelo método de Gabor…que se baseia no cálculo inverso. — É um “campo holográfico” distribuído simultaneamente por todo o cérebro…codificando e armazenando em vasto…”biocampode informação” memória‘ e ‘consciência‘.

Transformações de Fourier‘ são formulações matemáticas que descrevem a curva harmônica…resultante das interferências das ondas – as quais Dennis Gabor aplicou o holograma, em um modelo onde o padrão de interferência refaz a imagem virtual‘ do objeto pelo processo matemático inversoOu seja  empiricamente, de uma dimensão espectral de frequências, refaz-se o objeto na dimensão espaço-temporal. – Para Gabor:

“Um novo método para formar imagens óticas, pode ser obtido em 2 etapas. Inicialmente, um objeto é iluminado por uma onda monocromática coerente, onde o padrão de difração resultante da interferência da ‘onda secundária’ do objeto/fundo coerente é registrado em uma placa fotográfica. Sendo esta placa processada…colocada em sua posição original – e iluminada apenas com o fundo coerente, por detrás dela…aparecerá a imagem do objeto”.

mente-y-materia.jpg

Uma Teoria Unificadora da Mente e Matéria  ‘Relações holográficas’ são invariantes em relação à escala expressas por logaritmos em leis de potência. Por exemplo, a ‘Escala Richter’ de terremotos; onde a potência de energia que estes fenômenos naturais liberam…é diretamente proporcional a 1 frequência.

Como Pribram demonstra de forma brilhante… “Um modo de interpretar o ‘diagrama de Fourier’…é ver a matéria como sendo uma “ex-formação”, uma forma de fluxo externalizada (extrusa). – Por outro lado…o pensamento…bem como sua “comunicação mental”, seriam assim como uma consequência internalizada  (negentrópica) de fluxo, ou sejasua “in-formação”.

Pribram considera esta dimensão informacional espectral do pensamento uma “dimensão pré-espaço-temporal”…e, segundo ele, existem 2 importantes vantagens conceituais nesta formulação: 1) a mente se transforma em ‘in-formação‘, definida quantitativamente pelas descrições termodinâmicas de Gabor e Shannon…e 2) a compreensão que a matéria como a experimentamos…é conceitualmente definida num contexto espaço-temporal específico.  Assim considerando…processos quânticos distribuídos por todo cérebro e organismo, nos permitem conceber uma teoria unificada ‘mente e matéria’, como a ‘totalidade indivisível’ de Bohm, e assim interpretar…o Universo, nosso corpo e consciência – como uma vasta e dinâmica rede holo-informacional inteligente de troca de informações…energia e matéria.

Tal como no piano, onde a harmonia da música que ouvimos não se localiza no piano, mas no campo ressonante que o circunda… – as memórias de um indivíduo não estão localizadas somente no cérebro…mas também, no ‘campo de informação holográfica’  que o envolve, se interconectando de modo não-local ao campo holográfico universal.

Teoria Holo-informational da Consciência Cósmica”                                                  A “Teoria Holo-informational da Consciência” propõe uma natureza informacional quântico-holográfica para a consciência… como propriedade intrínseca, irredutível,        não-local do universo, capaz de gerar ‘ordem’, ‘auto-organização’, e ‘complexidade’.

A teoria Holo-informational da Consciência fundamenta-se na física da informação quântica, na física holográfica, e…”neurociência da consciência”, conforme demonstrado experimentalmente por… Karl Pribam… neurocientista… professor emérito da “Stanford University”… e criador daTeoria Holonômica(holográfica) do funcionamento cerebral.    Pribram propôs sua ‘hipótese holográfica‘ de criação da memória no início da década de 1960, introduzindo a noção de ‘coerência’: “No momento de sua geração, já se manifesta como informação não-local, com dimensão tão básica… e incorporada à ‘ordem cósmica’, quanto a energia, matéria, e espaçotempo”. Hiroomi Umezawa, numa analogia à criação do laser…propôs em 1967 uma teoria do “campo quântico de memória”, incluindo tanto noções de ‘campo’…quanto de ‘coerência’… – É uma consequência desta teoria quântico-fractal (não-local)…desenvolvida por Umezawa… — unificar os campos eletromagnético, nuclear e gravitacional numa “totalidade indivisível subjacente. Assim, sua teoria explica fenômenos microscópicos e macroscópicos – como ‘laser’ e ‘supercondutividade’.

Walter Schemp…criador da ‘teoria quantum-holonômica’…que hoje é a base da técnica deimagens por ressonância magnética, pressupõe que todas as informações sobre os objetos no Universo…mesmo suas ‘formas tridimensionais’, derivam de flutuações no chamado Campo de “Energia do Ponto Zero” … um gigantesco campo de energia de vácuo…preconizado por Puthoff.

Na “Teoria Info-Holográfica” esse campo de energia é informacional, correspondendo ao campo quântico-holográfico universal, ou campo akashicoconforme a terminologia de Ervin Laszlo… onde o ‘vácuo quântico’, por conter toda informação…do ‘Big Bang‘ até os dias de hoje… é também considerado como uma… “consciência cósmica“. – Schempp conseguiu calcular … recuperar e reestruturar essas informações – codificadas no campo holoinformacional como imagens, pelas máquinas de ressonância magnética…utilizando, além de transformações de Fourier e matemática holográfica de Gabor; uma complicada matemática que ele denominou simpletic spinor vector”. E assim… constrói um gráfico expondo como a informação é processada no cérebroconfirmando a teoria de Pribram.  Lynne McTaggart, em seu livro “The Field“…afirma que Pribram poderia, perfeitamente,   ter proposto que nossas memórias fossem uma emissão coerente de ondas, vindas desse Campo… – e que as memórias – a longo prazo…seriam grupos estruturados de ondas de informação. – Isso poderia explicar a ‘instantaneidade’ deste tipo de memória…que não precisa de “mecanismos de rastreamento” para localizar informação, ao longo do tempo.

De toda forma, seja qual for o… ‘mecanismo de recepção’ — que como Pribram,                    Yasue e Scott Hagan demonstraram…está distribuído, pela função holográfica                    de Gabor, também por todo o corpo humano; o cérebro sempre está acessando                    e sendo acessado — por um continuum…”Campo Cósmico Holoinformacional”.

A interação – “cérebroUniverso”  Para Schemp nossas memórias seriam  o fluxo dinâmico “holo-informacional”  entre cérebro/Cosmo – em um campo  quântico-holográfico do “Ponto-Zero”.

Por esta interação obrigatoriamente,    ter que ser uma “conexão não-local”, isso nos conduz na direção do modo “holo-informacional”; onde padrões quânticos cerebrais, com suas redes neurais e campos holográficos… são parte ativa do campo informacional ‘quântico-holográfico cósmico‘. 

Por isso mantêm uma interconexão, conjuntamente…’quântico-holística’                                (não-local), e clássica (local)…isto é, “holoquantum(in)formacional“.

Aplicando a propriedade matemática básica dos sistemas holográficos… em que cada parte do sistema contem a informação de todo ele, mais dados matemáticos da física quântica de Bohm… com dados experimentais das teorias quântica e holográfica de John Eccles, e Karl Pribram, foi proposto que esta interconectividade universal baseada em campos quânticos não-locais de Umezawa, nos permite  acessar toda a informação codificada nos padrões de interferência de ‘ondas cósmicas’. Desde sua origem pois, a natureza holográfica universal faz com que cada parte – cada “cérebro-consciência”…contenha a informação do todo…tal como nas “mônadas” de Leibnitz…Este fluxo holo-informacional ‘mente/universo’ modela os processos auto-organizadores…geradores de inteligência…consciência e espiritualidade na mente humana. Sendo que “espiritualidade” aqui é definida como aquilo que nos religa (do latim ‘religio‘, ‘religare‘…origem da palavra ‘religião’) à nossa fonte cósmica; podendo portanto – ser interpretada como de natureza informacional quantum-holográfica. Assim, podemos estar conseguindo, pela primeira vez, explicar cientificamente a espiritualidade!

Participamos da co-criação desse universo que habitamos, por meio de uma programação cósmica em que o cérebro humano, assim como um teclado, faz a interface informacional mente-universo. Somos parte interativa deste universo quântico-holográfico…e, na teoria proposta, confirmamos a afirmação de John Wheeler: “este é um Universo participativo”.

cerebro-humano-representado-neuronas‘Campo unificado da consciência‘  “Consciência…como matéria, espaço e tempo é aspecto irredutível do cosmo”. 

O Cosmos é constituído por…matéria, vida e consciência, que são atividades significativas… referentes a processos informacionais, ordenados através da evolução cósmica. Um Universo auto-organizado…holisticamente…pleno    de informação (quântica) local e não-local é um “Universo inteligente”, que funciona mais como “mente”…do que ‘máquina’.  Este “campo quântico-holográfico” funcionaria como uma…rede cósmica inteligente.

Poderíamos então, entender esta ‘rede inteligente universal’…como uma Mente Cósmica?  Ou talvez uma “Consciência Holográfica Universal” similar à uma ‘Consciência Cósmica’?

Nesta concepção ‘holoinformacional’ do cérebro e do universo, consciência e inteligência são compreendidos como informação…’ordem significativa‘…no processo mesmo de sua geração; que se auto-organiza e se complexifica progressivamente durante a evolução do Cosmos. Consciência e inteligência são possivelmente níveis de complexidade diferentes, mas podemos afirmar que a dimensão ‘inteligência-informação‘ sempre esteve presente, em todos os níveis de organização da natureza. — Matéria…vida…e consciência…não são entidades separadas…capazes de serem analisadas num arcabouço conceitual cartesiano ‘analítico-reducionista‘…mas, uma “unidade holística indivisível” … um campo quântico ‘holo-informacional’ auto-organizador…que vem se desdobrando há bilhões de anos, em uma infinita e dinâmica evolução cósmica. A partir do Big Bang, ou o que tenha iniciado esta imensa cosmogênese… tal linguagem informacional cósmica, progressivamente, em alguns bilhões de anos…se complexificou, e se auto-organizou… – em termos de energia, matéria, vida e consciência – numa…”embriogênese cósmica”…que já dura cerca de 13,8 bilhões de anos, e da qual somos parte consciente. Estes ‘códigos informacionais’ que in-formam o Universo são aquilo que verdadeiramente nos religa à nossa fonte!…Foram colocados à nossa disposição… – como uma dádiva…que não temos como recusar!…Sua utilização correta pela espécie humana, imersa neste todo gerador de vida e consciência, deve estar direcionada para a preservação desta linguagem universalpor meio de uma Ética pela Vida (nossa responsabilidade moral!) (Francisco Di Biase) (texto base

“Information Self-Organization and Consciousness, Toward a Holoinformational Theory of Consciousness”…artigo publicado em 1999, no “The Noetic Journal”/USA, e… “World Futures, The Journal of General Systems”/Europa; editado por Erwin Laszlo, filósofo da ciência, e teórico em sistemas…Também publicado em 2000, no livro“Science and the Primacy of Consciousness, Intimation to a XXI Century Revolution”…Noetic Press, USA.  ********************************************************************************** “Não é que o mundo das aparências esteja errado, nem que não existam objetos lá, em nível de realidade. É que, se você penetra o Universo…e o vê como sistema holográfico, chega a uma realidade diversa. E essa outra realidade pode explicar coisas…que eram até então cientificamente inexplicáveis, carentes de significantes causais” (K. Pribram) *****************************(texto complementar)*******************************

Caos, Estruturas Dissipativas e Auto-organização por Atratores (estranhos)    “A ciência é obra humana – e não um destino implacável – uma obra que não pára de inventar o sentido da dupla imposição que provoca, assim como fecundaatravés da herança da sua tradição… e do mundo… – por ela interrogado”…(ILYA PRIGOGINE)

Para explicar a consciência, necessitamos, além de uma nova concepção de informação, também de um desenvolvimento unificado da física quântica…capaz de explicar a auto-organização dos sistemas complexos dinâmicos “longe-do-equilíbrio”. Este formalismo, que unificou física quântica, sistemas auto-organizadores ‘fora do equilíbrio’, ‘teoria do Caos’…’lógica da complexidade’, e consciência…foi a proeza intelectual, e o trabalho de vida de uma das maiores inteligências…do século XX – o físico-químico Ilya Prigogine.

Seus estudos sobre processos irreversíveis, fenômenos não-lineares, e sistemas complexos, permitiram o desenvolvimento de uma extensão da termodinâmica clássica… criando toda um nova física, e uma nova matemática acerca do comportamento dos sistemas ‘longe-do-equilíbrio’. – Sua “Teoria dos Sistemas Dissipativos” explica como sistemas complexos são estruturados durante a formação de um estado de dissipação energética, a partir do ‘Caos’; demonstrando como a 2ª lei termodinâmica (lei da entropia sobre a desordem do sistema) pode conduzir processos auto-organizadores, à emergência de novas estruturas de ordem.  Este tipo de auto-organização gera estruturasentão denominadas “dissipativas”, criadas e mantidas por intercâmbios de energia com o ambiente…em condições de não-equilíbrio. São processos dependentes de uma nova ordem, denominada por Prigogine… “ordem por flutuaçõesque vem a corresponder a uma flutuação gigante’… estabilizada afinal, pelas trocas com o meio… Nestes processos a estrutura é mantida por meio de uma “dissipação de energia”, na qual esta se desloca…gerando simultaneamente a estrutura através de um ‘processo contínuo’… – Quanto mais complexa a estrutura dissipativa, mais informação é necessária para manter “interconexões”tornando-a assim mais vulnerável àflutuações internas – gerando maior ‘potencial de instabilidade’…e possibilidades de reorganização.

Sendo flutuações pequenas, o sistema as acomoda, não modificando                                        sua estrutura organizacional. Se, no entanto, as flutuações atingem                                        um tamanho crítico…desencadeiam um…”desequilíbrio” no sistema,                                        ocasionando…novas interações…e, reorganizações intra-sistêmicas.

“Antigos padrões interagem entre si de novas formas…com novas conexões. As partes se reorganizam num novo todo, e o sistema alcança uma ordem mais elevada.” (Prigogine)

chaoscope

No processo de desenvolvimento de sua teoria Prigogine percebeu a necessidade de criar um modelo de “teoria quântica” que pudesse explicar os fenômenos que surgiam, e assim unificou o conceito de não-localidade à… física da informação, complementando aí, a “teoria quântico-holográfica de David Bohm. – O modo como a relação – “informação/energia” gera fenômenos físicos…harmônicos quântico-holográficos…e ‘fractais‘ no Universo…depende de ‘padrões pré-existentes (‘atratores‘) com 4 tipos:

1-Atrator Linear, em que o processo repete o comportamento anterior, diferentemente do ser humano. Tarefas industriais repetitivas tentam imitar este tipo de comportamento.

2-Atrator Tórus–Símile…em que o sistema evolui com pequenas variações previsíveis.  Comportamentos individuais…e sociais — em que a variação se torna discreta e previsível.

3-Atratores tipo Borboleta, ocorrem quando o sistema é capaz de se adaptar a novos comportamentos conduzidos por atratores denominados “estranhos. Nestes sistemas      o potencial para interferência humana é mais elevado … entrelaçando linearidade e não-linearidade… — com a possibilidade da introdução de … “comportamentos adaptativos”.

4-Caos profundo… — quando o processo extrapola todas probabilidades evolutivas possíveis e compreensíveis, ultrapassando a possibilidade de interferência humana, e emergindo em uma nova forma, inteiramente inesperada…de ordem e complexidade.

Num cosmos evolutivo como o nosso… a complexificação progressiva das estruturas que fundamentam esse universo – incluído aí…a informação, a energia…a matéria…a vida, e consciência, depende da geração de códigos informacionais auto-organizadores, capazes de gerar ordem a partir do caos. Esta ‘complexificação informacional’ tem significado…e reflete a relação entre a organização (entropia)…e a capacidade de variedade do sistema.    Tal complexidade cresce progressivamente a partir das forças gravitacionais e nucleares, intensificando-se na emergência dos sistemas macromoleculares (DNA,RNA, Proteínas)    incluídos na ‘biosfera‘, até alcançar um “estado altamente ordenado de alta variedade,  complexidade, e conteúdo informacional quase infinito, com a subsequente emergência    da…’consciência‘, e ‘noosfera (o ‘mundo das ideias’). (texto base) Francisco di Biase**********************************************************************************

Segredos de uma Mente…”Vazia” (mai/2016)                                                                        Há mais de 50 anos…psicólogos, filósofos, linguistas, neurocientistas, e                            tantos outros especialistas em ‘comportamento humano’…afirmam que                                  o cérebro humano funciona como um ‘computador’. Será isso verdade?

memoria_sono_sonhosPor mais que neurocientistas…e psicólogos cognitivos se esforcem, jamais encontrarão uma cópia da 5ª Sinfonia de Beethoven no cérebro…ou…cópias de palavras…imagens, regras gramaticais…ou qualquer outro tipo de estímulo ambiental. O ‘cérebro humano’ não está realmente vazio…é claro, mas não contém a maioria de coisas, que pensamos ter, nem mesmo coisas – como ‘memórias’. Nossa ‘má interpretação’ sobre tal assunto acumula profundas raízes históricas…mas,  a invenção dos computadores… na década de 1940… especialmente — nos confundiu.

Para se ter uma ideia, considere os cérebros dos bebês‘. Graças à evolução, humanos recém-nascidos, bem como recém-nascidos de todas as outras espécies de “mamíferos”, nascem preparados para interagir efetivamente com o mundo… – A visão de um bebê é embaçada, mas presta especial atenção aos rostos – sendo capaz de identificar sua mãe rapidamente… – Ele prefere o som de vozes a sons aleatórios – podendo…basicamente, distinguir uma voz…de outra…Ou seja, somos concebidos para fazer “conexões sociais”.  Um ‘recém nascido’ saudável, também já é possuidor de mais de uma dúzia de reflexos, condicionados a certos estímulos importantes para sua sobrevivência. Ele gira a cabeça      na direção de algo que toque sua bochecha, para em seguida…sugar o que entre em sua boca…Segura a respiração quando submerge na água. Agarra coisas colocadas em suas mãos com tanta força que quase suporta seu próprio peso. — Contudo, talvez o mais importante sejam os poderosos “mecanismos de aprendizagem” que carregam consigo, que lhes fazem…muito rapidamente, interagir cada vez mais melhor com o seu mundo, mesmo que esse mundo seja bem diferente – daquele que seus ancestrais ​​enfrentaram.

Sentidos, reflexos…e mecanismos de aprendizagem é isso que herdamos… E, se não tivéssemos alguma dessas capacidades ao nascer provavelmente teríamos problemas para sobreviver… – Mas aqui está o que não herdamos – informações, software, regras, conhecimento, léxicos, representações, processadores, programas, modelos, memórias, imagens, sub-rotinas, codificadores, decodificadores, algoritmos, e símbolos. — Não só não nascemos com essas coisas… — como também… não as desenvolvemos… — nunca!

Nós não armazenamos palavras ou regras    que possam nos dizer como manipulá-las,      muito menos…criamos representações de estímulos visuais… — Na realidade as armazenamos em uma estrutura de curto prazo, para…a seguir – transferi-las a um dispositivo de memória de longo prazo.

Também não recuperamos informações, imagens… ou palavras — de registros da memória. — Computadores fazem todas essas coisas… — mas os organismos não.

Os computadores, basicamente, processam informações — números, letras, palavras, fórmulas, imagens… – Mas, para isso acontecer…a informação precisa ser codificada          em uma… linguagem de programação – o que significa padrões de zero e hum (‘bits’) organizados em pequenos grupos (‘bytes‘). Cada byte é composto por 8 bitsonde            cada número ou letra corresponde a certo padrão desses bitsconfigurados lado a        lado, formando quantidades numéricas — palavras…frases e imagens, representadas        em padrões especiais – por milhões desses bytes (‘megabytes), acompanhados por determinados caracteres – especificando assim, a opção de figura, em vez de palavra.      Os padrões se movem de um lugar para outro, em diversas áreas de armazenamento        físico, gravados em componentes eletrônicos. Às vezes, também copiam padrões…ou        os transformam de várias maneiras, por exemplo, ao corrigirmos erros de escrita, ou retocamos uma fotografia (fotoshope)…As regras para mover, copiar…e operar essas matrizes de dados…também são armazenadas nos computadores. O conjunto dessas regras é chamado de ‘programa’…ou ‘algoritmo’. – Um grupo de algoritmos, que nos    ajuda numa operação específica, é chamado “aplicativo”, ou abreviadamenteapp‘.

Computadores operam com…’representações simbólicas’, armazenando,                              recuperando e processando dados, utilizando memórias físicas…e sendo                              guiados, em tudo o que fazem… – sem exceção por algoritmos. – Tais                                procedimentos, por outro lado… os seres humanos nunca tiveram…nem                                poderão ter. Somos organismos, não computadores. Nunca teremos que                              nos preocupar com a mente humana viajando pelo ciberespaço, e nunca                              conseguiremos a imortalidade, através de um download. (texto original) *******************************************************************

A consciência é um…”campo de energia”…afirma biólogo quântico (out/2020)  A hipótese de McFadden se afasta da maioria dos neurocientistas, que geralmente veem a consciência como uma narrativa que nosso cérebro constrói … a partir de nossos sentidos, percepções e ações…Em vez disso, ele retorna a uma versão mais empírica do dualismo, a ideia de que a consciência se origina de algo além de nosso cérebro – neste caso, energia.

consciencia-campo-energeticoUma nova ideia incomum em neurociência sugere que nossa consciência é derivada de um campo de ondas eletromagnéticas emitidas pelos neurônios, quando disparam suas cargas elétricas. A ideia é que essas “ondas de atividade elétrica” sejam enviadas pelos…neurônios, e…à medida que se propagampelas mais variadas áreas do cérebro, orquestram toda a nossa experiência consciente.

A pesquisa publicada no mês passado na revista científicaNeuroscience of Consciousnessfornece mais teoria do que evidências tangíveis…mas Johnjoe McFadden, que é diretor de biologia quântica da “Universidade de Surrey”, Inglaterra, afirma que pode abrir caminho para robôs com pensamentos próprios; ao mesmo tempo em que aponta falhas em outros modelos da consciência, como a razão de não termos uma inteligência artificial ‘senciente’.

Ao recriar essas ondas elétricas em máquinas, ele sugere ser possível aos engenheiros alcançar esse propósito…  “Como a matéria cerebral se torna consciente e consegue pensar… – é um mistério que tem sido ponderado por filósofos, teólogos, místicos…e o público em geral, por milênios”, afirmou McFadden — em um comunicado à imprensa. “Acredito que este mistério foi agora resolvido…e que a consciência é a experiência dos nervos se conectando ao campo eletromagnético autogerado do cérebro, para conduzir      o que chamamos ‘livre arbítrio’, e nossas ações voluntárias.” texto base: (‘hypescience‘)

Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
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Uma resposta para Lembranças Eternas de um “Futuro Imaginário”

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