A Hipótese fundamental do “Campo Gravitomagnético”

‘Gravitomagnetismo‘ é uma consequência teórica, prevista na “relatividade geral“,    da qual foi derivada em 1918… cujo efeito se refere ao “campo que seria criado por um corpo massivo girando rapidamente. A princípio é uma força que emerge da gravidade (não do ‘magnetismo‘), sendo assim denominada — simplesmente… por uma analogia matemática entre as “equações eletromagnéticas” e a criação de um “campo magnético”.

Pode parecer que com a confirmação da descoberta do…”Bóson de Higgs”,    todos problemas…físicos…acabaram, mas não é bem assim. – A gravidade, nossa velha conhecida força atrativa, não faz parte do … modelo padrãoPara esse reconhecimento, e com ele    a unificação de 4 forças num mundo    de 4 dimensões…é preciso que, além  das ondas gravitacionaiso ‘gráviton’    também surja experimentalmente.

Mas, nesse modelo há outra questão em aberto, que envolve direta (e unicamente)              a gravidade…se trata da ‘matéria escura‘. – E, uma das várias explicações dessa intrigante questão, traz consigo a hipótese de umcampo gravitomagnético”                envolvendo a totalidade das galáxias e aglomerados – como se fosse uma “aura”. 

“Gravitomagnetismo”…é o estudo dos efeitos produzidos pela ‘indução gravitacional‘ causada pelo movimento do corpo gerador de um ‘campo gravitacional’…Assim como na relatividade existe uma equivalência entre massa e energia, a gravidade que é produzida por essa massa também deve gerar energia. Com efeito, a ‘energia cinética‘ (1/2.m.v²) contém massa e – portanto… gravidade. Por esta razão a Terra…como consequência de seu “movimento de rotação”produz “força gravitomagnética” em corpos próximos.  Contudo, seus efeitos são muito fracos, já que sua constante característica é G/c²…onde   G é a constante gravitacional, e c…velocidade da luz no vácuo. Por isso é tão difícil criar experimentos para detetar o gravitomagnetismo. Nós não o sentimos no nosso dia-a-dia, mas segundo a ‘relatividade geral’ ele é real…Quando um planeta (estrela ou buraco negro, etc.) gira…arrasta o espaço-tempo à sua volta, torcendo sua estrutura como um turbilhãoComo Einstein nos diz que todas forças gravitacionais correspondem à uma curvatura espaçotemporal, deduz-se então que a torção é o gravitomagnetismo.

Obs… Há um efeito similar ao gravitomagnetismo, chamado gravitoeletricidade…  uma ‘indução gravitacional’ também, mas que atua nos corpos…quer em movimento…ou não. 

linhas de força de um campo magnético geradas por uma corrente elétrica

linhas de força de um campo magnético geradas por uma corrente elétrica

“Campo gravitomagnético”  

Cientistas da Agência Espacial Europeia acreditam ter medido – pela 1ª vezem laboratórioo equivalente gravitacional de um campo magnético… Sob certas circunstâncias…o efeito é bem maior do que o previsto pela Relatividade Geral,  podendo ser um ‘bom sinal’, rumo à tão sonhada “teoria quântica da gravidade”.

Da mesma forma que uma carga elétrica em movimento cria um campo magnético, uma movimentação de massa gera um campo gravitacional.

De acordo com a ‘Relatividade Geral’ de Einstein… o efeito seria virtualmente desprezível, porém, os cientistas Martin Tajmar e Clovis de Matos acreditam ter medido o efeito em laboratório (experiência feita em anel supercondutor girando a 6.500 rotações p/minuto).  A nova experiência testa a hipótese que explica a diferença entre as medições de massa de  pares de Cooper (portadores de cargas nos supercondutores) e seus valores, previstos na teoria quântica – como um “campo gravitomagnético” no supercondutor em rotação.

Supercondutores…são materiais especiais… – que perdem toda sua resistência elétrica quando resfriados abaixo de certas temperaturas.    Fazê-los girar produziria um fraco campo magnético (efeito London).

Pequenos sensores de aceleração colocados em variadas posições…nas proximidades do supercondutor (acelerado para que o efeito fosse detetável) registraram um…”campo de aceleraçãono exterior do supercondutor, que seria gerado por ‘gravitomagnetismo’.  Este experimento, análogo gravitacional do experimento de indução eletromagnética de Faraday, feito em 1831, demonstra que um “giroscópio supercondutor é capaz de gerar forte “campo gravitomagnéticoo equivalente gravitacional de uma bobina magnética.  Ainda dependendo de confirmações posteriores, esse efeito poderá estabelecer as bases para um novo domínio tecnológico, que deverá ter inúmeras aplicaçõesna exploração espaciale em outros setores. Segundo MatosEmbora apenas 100 milionésimos da aceleração sejam do ‘campo gravitacional terrestre‘, o valor medido é 100 milhões     de trilhões de vezes maior do que o previsto pela…’Relatividade Geral‘, de Einstein”.

Indução gravitomagnética de campos gravitacionais

gravitomagnetic_induction

Os pesquisadores da ‘ESA’ propuseram também…um novo modelo teórico mais refinado dogravitomagnetismo”,  com base na…”supercondutividade.

As “propriedades eletromagnéticas” dos supercondutores se explicam por meio  da ‘teoria quântica’, como um ‘ganho de massa’ pelas partículas de força (fótons).

Permitindo que partículas de força gravitacional grávitons se tornem pesadas, eles descobriram casualmente, que uma grande força gravitomagnética pode ser modelada.  E, concluiu Tajmar: “Se a teoria se confirmar…criando-se um novo modo de se investigar  a relatividade geral e suas consequências quânticas, será um grande avanço”. (texto base***********************************************************************************

O que é“Gravitomagnetismo”                                                                                                O efeito previsto é que quando um satélite orbita a Terra, no que deveria                          ser um “círculo perfeito”… ele termina em um lugar um pouco distante de                          onde iniciou – devido ao ligeiro ‘vórtice’ … criado pela rotação da Terra”.

Sua existência foi experimentalmente comprovada, com base em dados das sondas ‘Lageos’ I e II, em meados dos anos 90 … o efeito medido foi 10% do previsto…pela “relatividade geral“.

Já em 2004…físicos da Universidade Stanford lançaramGravity-Probe-B‘,  sonda espacial — com ‘ultra-sensível’  giroscópio, capaz de fazer a medição dogravitomagnetismono espaço, com uma ‘precisão’ bastante melhor.

Após Einstein apresentar sua teoria da relatividade geral, passaram-se décadas até virem à tona todas consequências previstas. A mais famosa delas é a equivalência fundamental entre matéria e energia. Outra, verificada experimentalmente…a contração de Lorentz, representa o aumento da massa, diminuição do comprimento, e dilatação do tempo…visto pelo observador externo, olhando um objeto em movimento…a ‘velocidades relativísticas’.  O efeito do tempo passar mais lentamente, é observado em relógios atômicos que orbitam a Terra… Da mesma forma, a criação de um “campo magnético“…ao girar de um objeto carregado já faz parte das teorias, mas a formação de um campo gravitomagnético, pela rotação de um corpo massivo… ainda é uma “previsão teórica” da física; não obstante a funcionalidade matemática semelhante utilizada na descrição dos 2 últimos fenômenos.

mission-image-tmbO Gravity Probe Bcom seus sensores super-sensíveis e um giroscópio com núcleo de esfericidade da ordem de 40 diâmetros atômicose distribuição de densidade – praticamente homogênea, foi projetado com a…’finalidade básica’  de captar sinais de gravitomagnetismo  na linha de arrasto resultante do efeito previsto da ‘torção‘ no espaço-tempo, devido à massa da Terra … em rotação.

A rotação de um “giroscópio” no vácuo deve se dar com “uniformidade” quase ‘perfeita’, sendo prevista uma pequena perturbação gravitomagnética… A forma mais simples de visualizar este efeito é imaginar uma bola girando sobre uma rede esticada, produzindo uma ligeira torção na rede…ao mesmo tempo em que gera depressão em sua superfície.    A dificuldade em medir o gravitomagnetismo todavia, é que a protuberância equatorial        da Terra cria discrepâncias no próprio sistema satélite/giroscópio, que para se medir a magnitude da verdadeira linha de arrasto devem ser subtraídas dos dados coletados.

gravitomagnetismo.

Um campo gravitomagnético muito poderoso, também é previsto de ser observado… em torno de ‘buracos negros supermassivos‘, girando a grandes “velocidades rotacionais”.

Tais buracos negros podem ter uma massa milhões de vezes maior que o sol, localizados em centros galáticos. No “sistema solar”…porém…o efeito gravitomagnético reduzido… faz sua deteção – algo extremamente difícil.

Buracos negros são envolvidos por “discos de acreção” de matéria em queda…tão quentes,  que brilham na região dos raios-X do espectro electromagnético… Há evidência crescente, recolhida por telescópios de raios-X como o Chandra X-ray Observatory da NASA, de que estes discos oscilam, tal como se espera que os giroscópios da “Gravity Probe B“…o façam. (texto base) (‘original’) consulta: Nanopartículas, magnetismo, nanoestruturas complexas  ************************************************************************************

O que é a ‘matéria escura’, e por que ainda não foi encontrada?                              5/6 de toda a ‘matéria’ que compõe o universo … parece estar faltando, e                                ainda não conseguimos encontrá-la… – Essa parte é a…”matéria escura”.

rede-cosmica

Cientistas estão buscando…com alguns dos maiores e mais caros experimentos do mundo essa coisa chamada ‘matéria escura’. E, de tempos em tempos, esses experimentos retornam, sem respostas. Recentemente … 1 tonelada de xenônio líquido supersensível, foi utilizado no experimento…”XENON1T“, dentro do laboratório de Gran Sasso“…na Itália, sem que se encontrasse qualquer ‘sinal procurado’ após uma busca de 9 meses.

Nem o Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, conseguiu revelar qualquer coisa…Então, a questão é saber – o que estamos procurando, e…por quê? 

Já no final do século 19, as observações científicas nos diziam que o Universo era muito maior do que aparentava. – Fritz Zwicky – físico mais conhecido como o pai da matéria escura, já na década de 1930…percebeu que as galáxias no superaglomerado de “Coma” pareciam se mover bem rápido. – Ele identificou haver talvez 400 vezes mais massa no aglomerado do que podia enxergar…e chamou essa massa perdida de matéria escura.

Mais tardedurante as décadas 1960 e 1970os trabalhos de Vera Rubin demonstraram que as próprias galáxias deveriam ser ainda maiores em relação à previsão feita pelas leis conhecidas da gravidade…Coisas massivas têm gravidade, e quanto mais massa possuem, maior a força delas para puxar as coisas. As ‘leis da gravidade’ preveem que, em sistemas massivos em movimento (como o nosso ‘Sistema Solar’ – ou aglomerados de estrelas), os objetos nas regiões mais distantes … devem se mover mais lentamente, do que os objetos mais próximos do centro… – e continuar desacelerando… – quanto mais longe estiverem.  Rubin…e colegas, todavia, observaram que – as estrelas nas bordas externas das galáxias  não diminuem de velocidadeorbitando em torno do centro galático, aproximadamente,    à mesma velocidade, ou até mais rápido do que as estrelas mais próximas do centro. Isso significaria que estas estrelas experimentavam mais gravidade…e, se encontravam numa região com mais massa que o esperado…Ou então, por ali, as leis físicas estavam erradas.

O “grande mistério” 

Com efeito, em todo nosso universo, coisas grandes se comportam… – como se fossem ainda maiores do que parecem. E, às vezes, há algo onde esperamos não haver nada.  Por exemplo – a 3,7 bilhões de anos-luz da Terra, no ‘Bullet Cluster’ (imagem ao lado),  a luz que viaja – partindo de galáxias atrás dele, é curvada por regiões aparentemente vazias sem gravidade suficiente para tal.

Mas a evidência mais significativa para a matéria escura, como o físico da Universidade de Chicago, Dan Hooper, explicou em uma conferência recente…vem das observações da estrutura em larga escala do próprio universo, que assim – por aparentemente nenhuma razão – parece assumir algum tipo de “estrutura gravitacional”…Portanto, algo até então indetectável para nós – deve estar por trás de tudo isso…Cálculos recentes implicam que existe cerca de 5 vezes mais dessa “coisa escura” – do que “matéria normal” (‘bariônica’).

Houve e continua havendo, muitas tentativas de entender essas estranhas                    observações. – E numa mudança gradual…mas significativa…temos agora                          uma ideia global mais ampla do que, de fato, seria a… “matéria escura“.

Uma vertente dessa abordagem usa o Grande Colisor de Hádrons (LHC) para esmigalhar prótons…na esperança de encontrar alguma anomalia dessa colisão…algum sinal de uma partícula ainda não descoberta que correspondesse às características da “matéria escura”. Até o momento… nenhuma foi encontrada… mas a busca não se encerrou, simplesmente mudou de local…A ideia é que uma partícula de matéria escura interaja levemente com o material do detector. – Para isso… o experimento mais sensível até agora… “XENON1T”, localizado sob uma montanha na Itália…usa uma tonelada de xenônio líquido criogênico como material detetor…O experimento ainda não achou nadaem sua busca de 9 meses com sua massa atual, ou nos 10 anos de suas prévias interações. – Ou melhor, encontrou ummonte de nada o que significapropriedades que a matéria escura não pode ter.

Este ano em encontros noInstituto Kavlide Física Teórica, Santa Bárbara, Califórnia,      e na Itália, nas Conferências Moriond‘, foi discutido o estado atual da pesquisa sobre a matéria escura e os novos caminhos que estão sendo testados para resolver este grande mistério. Entre estes caminhos, por exemplo, alguns veem o ‘áxion‘, como a partícula subatômica que, simultaneamente, explicaria a falta de matéria escura, e resolveria um problema peculiar à…’física de partículas’ — em relação à força que mantém os núcleos atômicos coesos. Outros também consideram que talvez a existência de buracos negros primordiais (remanescentes do…”Big Bang”…ainda “foragidos”) poderia ser a resposta.

Em busca de um milagreE a busca continua…                                                                  “Todos esperávamos e pensávamos que encontraríamos algum sinal                                    nas buscas padrão… Como continuamos a voltar de mãos abanando,                            estamos sendo forçados a pensar…de maneiras bastante diferentes”.

É consenso que “ideias alternativas” são importantes… – e, dentre elas – surge inevitavelmente a pergunta…se estamos entendendo…’fundamentalmente…algo errado sobre as leis da física em geral.  A “matéria escura“…não seria apenas  o “éter luminífero” da nossa geração.  Para a astrônoma…Stacy McGaugh…da “Case Western Reserve University” a matéria escura é uma…fada do dente, que faz as coisas funcionarem…Sempre que uma parte do Universo, parece não obedecer leis físicas ela explica essas discrepâncias…preenchendo as lacunas.

Mas, como disse McGaugh, talvez tais partes do Universo não precisem de matéria escura para obedecer às leis da física… Quem sabe, pensa elea matéria escura represente uma “incompletude” das leis que governam a gravidade. E esta “incongruência gravitacional” se manifesta numa das mais importantes questões pendentes sobre o Modelo Padrão: como e por que a gravidade é tão fraca comparada à outras forças, tal como a “força nuclear fraca”. Nesse sentido, talvez o que chamamos de…matéria escura, possa ser explicado com uma “Dinâmica Newtoniana Modificada(MOND)teoria que postula um ajuste nas leis da gravidade de Newton para explicar certos comportamentoscomo por exemplo, a mais lenta aceleração nas bordas das galáxias. Ou ainda, talvez a gravidade surja da matemática da mecânica quântica, semelhante à temperatura… – que emerge do mover das partículas; como assim explicou Erik Verlindefísico teórico da Universidade de Amsterdã, Holanda:

“Dizem que a matéria escura tem que ser uma partícula…Para mim, esses argumentos        não fazem sentido… Não pensamos nas outras possibilidades do que ela pode ser…Em certo sentido – a ‘matéria escura‘ é um espaço reservado para algo que ainda não entendemos. Talvez por este motivo, nenhuma dessas ideias ainda consegue explicar a evidência significativa da…’matéria escura’ – na estrutura em larga escala do universo”.

Existem muitas razões pelas quais a matéria escura seja algo diferente. Pensamos hoje sobre a gravidade no sentido de massa interagindo com o próprio espaço, mas talvez a gravidade seja resultado do ‘comportamento coletivo’ das partículas.Podemos estar entendendo mal as leis da física…essas leis podem não se aplicar à matéria escura…ou podem estar erradas ou incompletas…Assim, mesmo com insucessos recentes ainda      há muitas possibilidades em aberto O “XENON-1T” vai se transformar no “XENON-      nT”…enquanto o experimento DARWIN é projetado na busca por WIMPs. Com efeito,      do satélite chinêsDark Matter Particle Explorer‘, aoEspectrômetro Magnético Alpha‘        a bordo da ‘Estação Espacial Internacional’…além da recente deteção na Austrália…de sinais de rádio de estrelas – que pareciam alterados, por conta de alguma partícula de “matéria escura primordial”o fato é — que a busca continua. (GIZMODO) nov/2018  ********************************************************************************

Uma nova visão sobre a “evolução cósmica” dos…”campos eletromagnéticos”

Mesmo 200 anos após sua descoberta do eletromagnetismo, pelo físico H.C. Ørstedsua existência ainda nos traz novos quebra-cabeças em relação à sua origem. Com efeito, a origem dos ‘campos eletromagnéticos’…na maior escala do universo…ainda permanece um mistério; mesmo sendo consenso, que com magnitude femto-Gauss tais campos se perpetuem em tais escalas (acima dos aglomerados galáticos).

Uma possibilidade lógica é o incremento do “campo magnético”, no período primordial da “inflação”, necessário também para resolver os problemas da ‘planicidade’ e ‘horizonte’ no modelo padrão ‘Big Bang’, considerando que nesse período, estes campos assumam novas interações não padronizadas com a partícula…”inflaton“…responsável pela inflação inicial. No entanto…é senso comum que durante o período inflacionário estes campos magnéticos primordiais rapidamente sejam dissolvidos – com a subsequente ‘inflação exponencial’ do universo – tornando-se assim um desafio…a bem-sucedida “magnetogênese inflacionária”.

Recentemente, num trabalho foi publicado na revista Physical Review D, os pesquisadores Takeshi Kobayashi, do Centro Internacional de Física Teórica da Itália – e Martin S. Sloth, da Universidade do Sul da Dinamarca (região em que HC Ørsted nasceu), mostraram que, devido à lei de indução de Faraday – a suposta evolução do campo eletromagnético após a inflação diverge daquela previamente assumida…com fortes campos elétricos primordiais; abrindo-se uma nova perspectiva à origem dos ‘campos cósmico-magnéticos’. (texto base************************************************************************************

“Gravito-eletromagnetismo”… e o incrível conceito de “gravitomagnetismo”    (explorando o mundo em que analogias matemáticas lançam luz sobre a realidade física)

De certa forma…a matemática é como literatura…lidando com suas próprias definições e regras gramaticais, muito emborainfelizmenteessas sejam a desgraça da vida de muitos alunos…O que é uma pena — pois quando usada de modo claro e elegante a linguagem matemática…pode nos fazer enxergar de uma ‘perspectiva’ totalmente nova.

As analogias – por exemplo…são obviamente poderosas na literatura            (quem não se emociona com uma metáfora criativa e bem colocada?)  todavia, estas podem ser ainda mais poderosas na física matemática.

Fazer analogias no processo da física é fundamental, pois ajuda os cientistas a imaginar novos fenômenos… – Ainda nos referimos ao “fluxo” de uma “corrente” elétrica, usando metáforas líquidas que os físicos criaram, antes mesmo de saber que elétrons existiam. Por outro lado, o antigo conceito de ‘éter’ (meio hipotético de transporte de luz, análogo      à água ou ao ar) há muito tempo ultrapassou seu prazo de validade. Portanto, analogias físicas podem ser criativas e úteismas às vezes também podem se desviar do caminho.

O mesmo se aplica às analogias matemáticas aplicadas à realidade física, e especialmente à interação entre analogias matemáticas e físicas. Uma analogia que atormenta matemáticos e físicos há 1 século, e que ainda é um tópico atual embora contestadoé aquela entre as equações da gravidade de Albert Einsteine as equações do “eletromagnetismo” de James Clerk Maxwell…Isso levou a um novo e empolgante campo de pesquisa, chamado “gravito-eletromagnetismo” e à previsão de uma nova força, denominada…gravitomagnetismo.

analogia2A surpreendente ideia de comparar ‘gravidade’ com ‘eletromagnetismo’  (2 tipos inteiramente diferentes de fenômenos) teve seu iníciocom a intrigante…”analogia matemática”, entre aequação da gravidade…de Newton – e alei eletrostática…de Coulomb. Ambas as equações têm, exatamente… o mesmo formato; incluindo o …quadrado inverso.

Em 1913, Einstein tentou explorar a ideia bem mais complexa de um análogo gravitacional relativista da…”indução eletromagnética”… – ideia posteriormente desenvolvida por Josef Lense e Hans Thirring em 1918… Eles usaram a teoria final da Relatividade Geral (GR), de Einstein, publicada em 1916. Hoje, esse chamado gravito-eletromagnetismo (GEM), é geralmente tratado matematicamente pela aproximação de campo fraco das equações da Relatividade Geral: versões mais simples que funcionam bem em campos como o da Terra. Nesse caso, a matemática dos ‘campos fracos‘ inclui quantidades que satisfazem equações notavelmente semelhantes às de Maxwell. – A parte “gravito-elétrica” ​​pode ser facilmente identificada com a cotidiana força descendente newtoniana, que nos mantém ancorados à Terra. A parte ‘gravitomagnética’, no entanto, é algo totalmente desconhecido; isto é, uma nova força a princípio devido à rotação da Terra (ou qualquer outra massa semelhante).

É análogo à forma como um elétron em rotação gera um campo magnético, por indução, exceto que, matematicamente…um objeto massivo em rotação “induz” um “arrasto” do próprio espaço-tempo… – como se o espaço-tempo fosse como um…fluido viscoso – arrastado em torno de uma bola girando. (Einstein identificou pela primeira vez o…”arrasto de referenciais” — como consequência da aplicação da…”relatividade geral”…por Lense e Thirring)

Masaté que ponto podemos levar a sério essas “analogias matemáticas”? Será que a indução gravitomagnética    é real?…Se for, deveria se apresentar como uma pequena oscilação orbital dos satélites – e… graças também ao “efeito geodésico”  da curvatura do ‘espaço-tempo’ pela matéria – como uma troca na direção do eixo orbital    de um ‘giroscópio’ (numa analogia à forma como um “campo magnético” gerado pela corrente elétrica, muda    a orientação do ‘dipolo magnético’.)

Finalmente, após um século de especulação, as respostas estão se revelando Resultados independentes de várias missões de satélites, como a Gravity Probe B, LAGEOS, LARES e GRACE confirmaram os efeitos geodésicos e arrasto de referenciais da Terra com graus variados de precisão. Quanto mais precisos os resultados, mais precisos fornecerão testes mais rigorosos da Relatividade Geral, mas o “gravitomagnetismo” já foi adotado pelos astrofísicos como um mecanismopor exemplo, sugerido para explicar a observação dos misteriosos jatos de gás expelidos de quasares e núcleos galáticos ativos. E isso se explica, considerando que girar buracos negros supermassivos no coração destas usinas cósmicas produziria enormes efeitos de “arrasto de referenciais”…(e geodésicos). Dessa forma, um campo gravitomagnético resultante, análogo ao campo magnético que envolve os 2 pólos de um ímã — explicaria o alinhamento dos jatos com o eixo de rotação norte-sul da fonte.

Contudo, fazer analogias é um negócio muito complicado, e ainda há algumas anomalias interpretativas a serem reveladas. Por exemplo, permanecem dúvidas sobre o significado de termos analógicos como ‘densidade de energia’ gravitacional e “densidade de corrente de energia”. As coisas são talvez ainda mais problemáticas – ou interessantes – do ponto de vista matemático…como outra analogia ‘puramente matemática’ entre as equações de Einstein e Maxwell…que dá origem a uma analogia muito diferente das “equações GEM”.

Para resumir, é uma comparação entre as chamadas identidades de Bianchi em cada teoria. A existência de duas (e de fato várias) analogias matemáticas diferentes entre        equações desses 2 fenômenos físicos é incrivelmente sugestiva de uma conexão mais profunda. — Atualmente, porém…existem algumas inconsistências físicas aparentes,    entre as partes ‘elétrica’ ​​e ‘magnética’ em cada abordagem matemática. Ainda assim,      tais analogias formais são úteis — para ajudar os matemáticos a encontrar maneiras intuitivamente familiares de pensar sobre as formidáveis ​​equações da Relatividade      Geral. E além disso sempre a tentadora possibilidade de que essa abordagem se      prove tão fisicamente válida…quanto a previsão do gravitomagnetismo. (texto baseconsulta: Espaçotempo girando em torno dos restos de uma ‘supernova’ (jan/2020)  ***************************(texto complementar)******************************

Flutuação na temperatura da “CMB” x previsões do “modelo inflacionário”

Comparação das medidas de flutuação na temperatura da radiação do fundo do Universo com as previsões do modelo inflacionário, através da decomposição em esféricos harmônicos das flutuações observadas. Os observadores mediram a diferença de temperatura entre duas regiões do céu, separadas por um certo ângulo, e calcularam o quadrado desta diferença: (T1-T2)², medida em microkelvins² [(10-6K)²]. Calculando-se a média desta quantidade para diferentes pares de direções, obtém-se uma medida estatisticamente significativa. Se o Universo é aberto, as flutuações devem ser máximas em escalas de 0,5°

Por meio de esféricos harmônicos das flutuações observadas…foram medidas diferenças de temperaturaentre duas regiões do céu, separadas por um certo ângulo – e, calculado o quadrado desta diferença (T1-T2 em microkelvins.

A “separação angular” é…   \theta=\frac{180^o}{\ell}

Calculando-se a média dessa quantidade, a diferentes pares de direções, obtém-se uma medida estatisticamente significativa. Se o universo é aberto, as flutuações devem ser máximas em escalas de 0,5°…Sendo o universo fechado, estas deveriam ser máximas,  em escalas maiores que 1°. – Mas, sendo o Universo plano…nesse caso as flutuações devem ser máximas… — em escalas de 1°…($\ell$=180º) — como…de fato, é observado.     Já os picos são reflexos das oscilações acústicas no plasma. Podemos assim associá-    los com os modos harmônicos desta oscilação. O 1º pico representaria o “harmônico fundamental”…a maior onda que poderia aparecer no ‘Meio’…definindo o tamanho do universo observável, ou escala angular do horizonte. Os outros picos estão ligados aos outros harmônicos. A consequência dessa associação é podermos determinar algumas quantidades fundamentais do Universo – tais como … idade, composição e geometria,        com base no número…largura…altura…e posição dos picos. # IF/UFRGS (texto base) ********************************************************************************

A Terra é redonda… mas o Universo é plano? (jul/2009)

expansao-do-universoPor séculos, acreditou-se que a Terra era plana. Evidências em contrário eram, ou ignoradasou facilmente integradas, na visão dominante do mundo. Hoje, nós chamamos os defensores da Terra plana        de ignorantes mas talvez podemos estar prestes a cometer um erro quase igual…          não com relação ao nosso planetamas        sim… — em relação ao Universo inteiro.

Quando se trata do Universo plano, nos referimos ao fato de que os feixes de luz viajam longas distâncias…paralelos uns          aos outros. Se o universo for ‘plano’, os feixes permanecerão sempre paralelos. Porém, matéria, energia e energia escura todos produzem curvaturas no espaçotempo. Sendo          o espaçotempo do universo positivamente curvado – como a superfície de uma esfera,        os feixes paralelos deverão se juntar. Sendo negativamente curvado – assim como um universo em forma de sela … os feixes paralelos deverão divergir. – Graças em parte à sonda espacial WMAP, que revelou a densidade da matéria e da energia nos estágios iniciais do Universo…a maioria dos astrônomos está confiante que o universo é plano.

Mas tal percepção está sendo agora questionada por Joseph Silk, e seus colegas da Universidade de Oxford, que afirmam ser possívelque as observações da WMAP    tenham sido interpretadas de forma incorreta. – Eles analisaram dados da WMAP                e demais experimentos cosmológicos aplicando oteorema de Bayespara mostrar        como a certeza associada a uma determinada conclusão pode vir a ser afetada por        diversos pressupostos iniciais. Assim, pelos pressupostos da moderna astronomia              de um “Universo plano”, eles calcularam a probabilidade de que o Universo esteja          num dos 3 estadosplano, positivamente curvado, e negativamente curvado. Isto produziu uma probabilidade de 98% de que o universo seja de fato plano…Porém,              ao rodarem novamente os cálculos usando dados mais completos a probabilidade      recuou para 67%, fazendo o Universo plano uma certeza bem menos convincente.

Para Silk: “É uma hipótese plausível que o universo não seja inteiramente plano”,              diz ele, acrescentando que os cálculos estatisticamente rigorosos revelam quanto preconceitos podem afetar conclusões… Silk afirma que os astrônomos precisam        alcançar um nível de segurança de 99,9999% com relação ao Universo plano o        suficiente para resultar convincente quaisquer hipóteses iniciais…Mas é possível,              que nenhuma medição seja capaz de atingir um tal nível de precisão. (texto base***************************************************************************

Em plena “planitude” da estabilidade gravitacional                                                      “Ao dissolver o espaço e o tempo absolutos de Newton…os transformando                          numa ‘rede de relacionamentos’ … a relatividade geral se afasta da noção                        (metafísica) da coerência do mundo se encontrar fora dele.”  (Lee Smolin) 

Os “modelos cosmológicos” atualmente aceitos – de acordo com a gravitação de Newton … estabelecem que uma galáxia como a nossa – Via Láctea – deveria ter centenas de diminutas ‘galáxias satélite’ com alguns poucos milhares de estrelas orbitando ao seu redor. – Entretanto, o grupo de Pavel Kroupa — Universidade    de Bonn afirma que além de não existir    o número esperado de ‘galáxias satélite’ orbitando a Via Láctea… as pouco mais  de 30… até agora localizadas, não estão onde a teoria diz que deveriam estar.

“Há algo estranho na sua distribuição. Elas deveriam estar dispostas de maneira uniforme ao redor da Via Láctea, mas não foi isto o que nossas observações mostraram… – indicando talvez, a necessidade de um nova teoria gravitacional, mais abrangente que a newtoniana”, disse Kroupa.

O grupo de astrônomos e astrofísicos descobriu que as 7 galáxias anãs mais brilhantes estãoaproximadamente, no mesmo plano – numa formação semelhante a um disco;        e que giram todas na mesma direção ao redor da Via Láctea – da mesma forma que os planetas do Sistema Solar giram ao redor do Sol Eles acreditam que isto só pode ser explicado se elas tiverem se formado por colisões cujos fragmentos poderiam explicar        a existência, e o comportamento de tais galáxias satélites. Essa explicação, entretanto, introduz um paradoxo, como assim relata Manuel Metz…outro pesquisador do grupo:

“Os cálculos sugerem que, “galáxias satélites anãs” não poderiam conter “matéria escura”, se elas tiverem sido criadas desta forma. Mas, isto contradiz diretamente           outra evidência…A menos que a matéria escura esteja presente, as estrelas dessas galáxias estão se movendo muito mais rapidamente do que o previsto, pela teoria             padrão da gravitação de NewtonA única solução pois seria modificá-la. – Desse              modo, nossas observações se explicariam… sem a necessidade de matéria escura”.

Sem a matéria escura, as velocidades das estrelas deveriam decrescer com a distância a taxas diferentes para os dois tipos de galáxias. Mas as velocidades são notavelmente constantes. [Imagem: M. Cappellari/Sloan Digital Sky Survey]

Sem matéria escura, as velocidades das estrelas decresceriam com a distância ao centro, a taxas diferentes para os 2 tipos galáticos. Mas, são constantes. [Sloan Digital Sky Survey]

“Dinâmica Newtoniana Modificada” 

Embora a rejeição da gravitação de Newton possa parecer algo surpreendente…se essas ideias estiverem corretas…não será a 1ª vez que a ‘teoria gravitacional newtoniana’ será modificada. – Isso já aconteceu… no século passado – quando Einstein introduziu suas teorias relativísticas; e novamente, quando     a mecânica quântica surgiu – para explicar     a física… nas escalas atômica e subatômica.  Ainda é cedo, para afirmar se o estudo está correto em sua interpretação…e sobretudo, para se vislumbrar o que poderia ser…esse novo ‘modelo explicativo’. – Mas os físicos sabem que, mais cedo ou mais tarde, terão que enfrentar a “complexa tarefa” de criar teorias … para explicar o “funcionamento”     da natureza em largas escalas cósmicas.

(texto base – 2009) consulta: ‘MOND confirmada por galáxias gasosas’ (mar/2011)  # “Órbita de galáxias contradiz cosmologia” (jul/2014) “Novos dados dispensam Matéria Escura” (out/2016) # # “FERMI não encontra matéria escura” (dez/2016)  *************************(Comentário do Blog)*******************************

Esse “comportamento anormal” da distribuição das galáxias satélites da Via-Láctea, semelhante ao comportamento dos planetas do sistema solar… que ‘limpando’ suas    órbitas tendem a se alinhar ao plano eclíptico, pode ser um comportamento padrão,         ao pressupormos a “planitude“…como uma característica intrínseca à distribuição inercial de massas em larga escala, ao ‘espalhamento’ da energia escura com efeitos intrínsecos de homogeneidade e isotropia… – Em um “sistema binário”…no qual as massas são compatíveis, 2 corpos giram em torno de seu centro de massa…mas um sistema binário, por si só não caracteriza toda forma de distribuição. Considerando              3 ou mais estrelas com massas compatíveis… a distribuição delas estaria longe de          um sistema plano, mas sim um sistema fechado esférico, tipo aglomerado globular;    partindo-se do raciocínio lógico de que…a atração gravitacional mútua compensa o espalhamento da energia escura… – Por outro lado…num sistema em que uma das  massas predomine sobre as demais (como no sistema solar) – a rotação original da      proto-estrela em seu disco de acreção, dispõe os corpos satélites ao redor da massa  central, e a “planitude” da gravidade, agindo como ‘matéria escura’, se encarrega            de tender essa distribuição à familiar configuração orbital de um…plano inercial.     *****************************************************************************

Universo é medido plano com 1% de precisão (jan/2014)                                  Astrônomos conseguiram medir as distâncias entre galáxias no universo com                 precisão de 1%. Este levantamento incrivelmente preciso…feito ao longo de 6                bilhões de anos-luz é a chave para mapear o cosmos e determinar a natureza                      da “energia escura“. O novo padrão de distâncias foi definido pelo BOSS.

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Como régua padrão para medir distâncias intergalácticas, a equipe usou um fenômeno chamado oscilações acústicas bariônicas (BAO). [Z.Rostomian/LLNL]

Segundo David Schlegel do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley: “20 anos                atrás os astrônomos estavam discutindo sobre estimativas que diferiam em até                50%. – Cinco anos atrás…nós tínhamos refinado aquela incerteza para 5%. Um                ano atrás era de 2%. Agora, 1% de precisão será o padrão por um longo tempo”.

Para qualquer que seja o método utilizado, cada medição tem alguma incerteza,                que pode ser expressa como uma porcentagem da coisa que está sendo medida.                Por exemplo, se medirmos a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro (440 km)              com uma diferença de 4,4 kms do valor verdadeiro…foi realizada uma medição                com precisão de 1%. Dessa forma, o jargão científico inverte as coisasjá que a                  tal precisão de 1%, equivale a uma imprecisão de 1%, ou a uma precisão de 99%.

Complicações à parte, como régua padrão para medir distâncias intergalácticas,                    a equipe usou um fenômeno chamado…”Oscilações Acústicas Bariônicas” (BAO,                em inglês). Estes BAOs são os registros “congelados” das ondas de pressão, que                    se moviam através do universo primordial…e ajudaram a definir a distribuição                  das galáxias que vemos hoje. E Ashley Ross, membro da equipe, comentou… “A      natureza nos deu uma régua maravilhosa … com comprimento de 1/2 bilhão de              anos-luz, para usá-la com precisão medindo distâncias mesmo de muito longe”.

Determinar distâncias é um desafio fundamental em astronomia…sabendo o quão          longe algo está, aprender tudo sobre ele fica repentinamente muito mais fácil… As      novas medições de distâncias cósmicas vão ajudar muito…a calibrar propriedades cosmológicas fundamentais, como por exemplo o valor da aceleração da expansão            do Universo pela…”energia escura”. Outra decorrência direta das medições é uma            nova estimativa mais precisa da…”curvatura do espaço”…Como concluiu Schlegel:

“A resposta é… ele não é muito curvo… O universo é extremamente plano.                      Embora não possamos dizer, com certeza … é provável que ele se estenda                          para sempre no espaço…bem como dure para sempre no tempo… Nossos                        resultados assim são consistentes com um universo infinito”. (texto base^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

Polarização de Quasares“…e Alinhamento da estrutura em larga escala”  Quasares são as regiões compactas dos núcleos das galáxias onde existem buracos negros supermassivos muito ativos. Estes buracos negros, encontram-se rodeados          por discos de matéria extremamente quente que quando ejetada na direção de seu        eixo de rotação … podem fazê-los brilhar mais que todas estrelas de suas galáxias.

alinhamento-buracos-negros-1

Concepção artística mostrando os misteriosos alinhamentos entre os eixos de rotação de quasares e suas estruturas em larga escala. A estrutura em larga escala está em azul, e os quasares assinalados em branco, com os eixos de rotação dos seus buracos negros indicados através de uma linha. [ESO/M. Kornmesser]

Recentes observações realizadas no Chile com o telescópio VLT revelaram alinhamentos nas maiores estruturas cósmicas descobertas até hoje. Numa amostra de ‘quasares‘, os eixos de rotação dos BNs centrais supermassivos se encontram paralelamente alinhados, ao longo de bilhões de anos-luz…bem como os ‘eixos rotacionais’ dos quasares tendem a   se alinhar com enormes estruturas da “rede cósmica”, onde residem. Além de seus eixos  de rotação se alinharem uns com os outros… — apesar de se encontrarem separados por  bilhões de anos-luz, eles não se encontram uniformemente distribuídos, formando uma rede cósmica de filamentos, com “nós” em torno de enormes “vazios”…de gás e galáxias.

Os resultados do VLT indicam que os eixos de rotação dos quasares tendem a posicionar-se paralelamente às estruturas de larga escala nas quais se encontram; ou seja, se estes se encontram em um longo filamento… a rotação dos seus BNs centrais apontará na direção do filamento… A probabilidade destes alinhamentos serem apenas resultado aleatório foi  estimada como menor que 1%…Como explicou Dominique Sluse (Universidade de Liège):

“A correlação entre a orientação dos quasares e sua estrutura… é previsão                        importante dos modelos quantitativos de evolução cósmica… – Tais dados                        nos fornecem a 1ª confirmação observacional deste efeito em larga escala”.

Não se conseguiu observar…de forma direta, os eixos de rotação, ou os jatos dos quasares. Em vez disso, foi medida a polarização da radiação emitida por cada quasar – e…  para 19 deles, achou-se um sinal polarizado significativo. A direção desta polarização foi usada na dedução do ângulo do disco de acreção, e por consequência, da direção do eixo de rotação do quasar. ‘texto base’ (2014) consulta ‘Misterioso alinhamento de buracos negros’ (2016)  ***********************************************************************************

Começa a aparecer um universo magneticamente oculto (jul/2020)                         Está se descobrindo que campos magnéticos permeiam grande parte do cosmos. Se tais campos datam do “Big Bang”…eles poderiam resolver um grande mistério cosmológico.

Cosmic-Magnetism

Representação das linhas ocultas de campo magnético de fundo, se estendendo por milhões de anos-luz em todo o Universo.

Sempre que os astrônomos descobrem uma nova forma de procurarcampos magnéticos…em regiões cada vez mais remotas do cosmo…inexplicavelmente eles os encontram. – Estes ‘campos de força’…são entidades circundando a Terra…o Sol…todas as galáxias, e seus aglomeradosincluindo o espaço que  há entre uma galáxia e outra…Linhas    de campo magnético… – permeiam o espaço intergaláctico, como se fossem ranhuras de uma…impressão digital.

No ano passado, astrônomos finalmente puderam examinar uma extremamente dispersa região do espaço…estendida entre aglomerados galáticos. – Lá, eles descobriram o maior campo magnético até hoje … 10 milhões de anos-luz de espaço magnetizado, abrangendo todo comprimento deste filamento da teia cósmica. Mas um 2º filamento magnetizado já foi localizado noutro lugar do Universo…por meio das mesmas técnicas; como comentou Federica Govoni, do “Instituto Nacional de Astrofísica” de Cagliari – Itália, que liderou a primeira observação: “Provavelmente, estamos apenas olhando para a ponta do iceberg”.

Nesse caso, a questão fundamental é – de onde vêm esses enormes campos magnéticos? Para Franco Vazza, astrofísico da Universidade de Bolonha…que produz simulações de última geração sobre campos magnéticos cósmicos: “Evidentemente esse fenômeno não pode estar relacionado à atividade individual de galáxias ou a ventos de supernovas; vai muito além disso”… Uma possibilidade é que esse magnetismo cósmico seja primordial, remontando ao nascimento do Universo. Nesse caso, o “magnetismo fraco” existiria em todos os lugares, mesmo nos ‘vazios‘ da teia cósmica – regiões mais rarefeitas e escuras    do Universo. E, sendo assim, esse magnetismo de fundo teria semeado os campos mais fortes que posteriormente vieram a florescer em galáxias e aglomerados. Nesse sentido, talvez seja mesmo muito estranho… ninguém ter levado a sério o magnetismo antes.

Segundo Levon Pogosian, professor da ‘Simon Fraser University’, Canadá: “a maioria dos cosmólogos dificilmente pensa sobre ‘magnetismo’, considerado como um grande quebra-cabeças”. – Todavia… por décadas, não havia como saber se o magnetismo era realmente onipresente, e portanto…um componente primordial do Cosmos assim…não foi dada a devida atenção. Mas, os astrofísicos continuavam coletando dadosaté que o peso das evidências fez a maioria deles suspeitar que o magnetismo de fatoestá em toda parte.

A Alma Magnética do Cosmos                                                                                                  “O magnetismo é um pouco como um ‘organismo vivo’, porque os campos magnéticos      se conectam a todas as fontes de energia livres nas quais podem se manter…e crescer. Eles podem se espalhare afetar outras áreas crescendo assim sob essa presença”. (Torsten Enßlin…astrofísico teórico do Instituto Max Planck em Garching – Alemanha) 

Magnetogenesits

Simulações cosmológicas ilustram 2 explicações possíveis de como campos magnéticos passaram a permear aglomerados galáticos. À esquerda, os campos crescem de “sementes” uniformes que preencheram o cosmos nos momentos após o Big Bang. À direita, processos astrofísicos como a formação de estrelas e o fluxo de matéria em buracos negros supermassivos criam ventos magnetizados que se espalham pelas galáxias.

Os campos magnéticos surgem sempre que a carga elétrica flui. O campo da Terra…por exemplo, emana de seu…”dínamo interno” – uma corrente de ferro líquido agitando-se      em seu núcleo (campos de ímãs de geladeira e magnetitas, vêm de elétrons girando em torno de seus átomos constituintes). No entanto, uma vez que a origem de um ‘campo magnético’ surge de partículas carregadas em movimento — este campo pode se tornar maior e mais forte alinhando a ele outros campos mais fracos. Ruth Durrer, cosmóloga      da “Universidade de Genebra” — explicou que o “magnetismo” é a única força, além da gravidade, que pode moldar a estrutura em grande escala do Cosmos, porque apenas o magnetismo e a gravidade podem ‘atuar‘ através de vastas distâncias. – A eletricidade,    ao contrário, é local e de curta duração – uma vez que as cargas positiva e negativa em qualquer região se neutralizarão, em termos gerais. Mas, como não podemos cancelar campos magnéticos eles tendem a se somare sobreviver. Contudo, não obstante todas essas vantagens – tais campos de fundo aparentemente não se sobressaem…são imateriais perceptíveis apenas ao exercerem influência sobre objetos na vizinhança.

Reinout van Weeren – astrônomo da Universidade de Leiden – envolvido em recentes deteções de filamentos magnetizados, explica que“Não podemos simplesmente tirar uma foto de um campo magnético; não funciona assim”. Em seu artigo – ano passado, ficou demonstrada a presença de um ‘campo magnético’ no filamento relacionando os aglomerados de galáxias Abell 399 e Abell 401…pelo modo como o campo redireciona elétrons de alta velocidade – e outras partículas carregadas que passam por ele. Essas partículas carregadas, à medida que seus caminhos se torcem no campo, liberam uma fraca “radiação síncrotron”… O sinal síncrotron é mais forte em baixas frequências de rádio, tornando-o pronto para deteção pelo LOFAR um conjunto de 20 mil antenas        de rádio de baixa frequência espalhadas pela Europa – com base no ‘Instituto Astron‘.  Nesse artigo, a equipe se refere a dados do filamento coletados em 2014…durante um        único período de oito horas…mas, que ficaram anos esperando até que a comunidade        de radioastronomia descobrisse como melhorar a calibração das medições do “Lofar”.

A atmosfera da Terra refrata as ondas de rádio que passam por ela, então o LOFAR vê        o Cosmo como se estivesse do fundo de uma piscina. Esse problema foi resolvido, com        o rastreamento da oscilação de…“faróis”…no céu (emissores de rádio com localizações precisas), e corrigindo então essa oscilação, para desemaranhar todos os registros. Ao aplicarem o algoritmo…aos dados do filamento imediatamente perceberam o brilho    das ‘emissões síncrotron’…O filamento parece totalmente magnetizado – não só perto      dos…’aglomerados galáticos’ – se movendo um em direção ao outro – a partir de cada extremidade. Os pesquisadores esperam que um conjunto de novos dados – agora em análise, revele mais detalhes. – Nessas observações adicionais…”campos magnéticos”        se estendem por um 2º filamento…Os pesquisadores planejam publicar esse trabalho,          em breve… — A presença de gigantescos campos magnéticos, em ao menos esses dois filamentos, fornece novas importantes informações, e estímulo para novas pesquisas. 

Magnetogênese… Uma luz nos Vazios                                                                                  “Se esses campos magnéticos surgiram nos primórdios do Universo … a questão              passa a ser: como isso aconteceu?“ (Tanmay Vachaspati – Arizona State University)Cosmic-Magnetism-graphic-1

Em 1991, Vachaspati propôs que os ‘campos magnéticos primordiais’ teriam surgido durante a transição de “fase eletrofraca” – uma fração de segundo após o Big Bang, quando as forças…”eletromagnética” e “nuclear fraca”…tornaram-se independentes.    Outra ideia é que o magnetismo se materializou microssegundos depois, quando os prótons se formaram…ou logo após isso. Já o astrofísico Ted Harrison argumentou,      numa “teoria da magnetogênese primordial”, em 1973…que o plasma turbulento de prótons e elétrons poderia ter gerado os campos primordiais‘. Uma outra proposta lançada é que o espaço ficou magnetizado antes de tudo isso – ao longo da ‘inflação cósmica’ (a expansão exponencial do espaço, que supostamente iniciou o Big Bang).

Mas também é possível que só tenha acontecido após o crescimento das estruturas,              1 bilhão de anos depois…Em todo caso, a melhor maneira de testar tantas teorias é          estudando o padrão dos ‘campos magnéticos’ nas partes mais primitivas do espaço intergaláctico…como as linhas suaves dos filamentos…e nos grandes ‘vazios locais’.              Certos detalhes: como o formato das linhas de campo, ou como o padrão muda em diferentes lugares e escalas … carregam informações valiosas … passíveis de serem testadas em teorias e simulações. Por exemplo, se os campos magnéticos surgiram              na transição de fase eletrofracacomo propôs Vachaspati, então linhas de campo resultantes deveriam ser ‘helicoidais’ como disse ele…O problema é que é difícil              fazer a deteção de “campos de força” (magnética), onde não há nada para deslocar.

Blazars e a “rotação de Faraday”                                                                                            Um método de registrar um…”campo magnético“, como em 1845 Michael Faraday          sugeriu, é pelo modo como ele gira na direção de polarização da luz que o atravessa. 

A quantidade de “rotação de Faraday” depende da intensidade do campo magnético e da frequência da luz. Portanto, ao medir a polarização em frequências diferentes, é possível inferir a força do magnetismo ao longo da linha de visada. — Fazendo isso, de diferentes lugares, podemos criar um…”mapa 3D”…Os pesquisadores então, produziram medições aproximadas da “rotação de Faraday” usando o LOFAR‘…mesmo levando em conta sua deficiência em captar sinais extremamente fracos. É que para isso, a astrônoma e colega de Federica Govoni no “Instituto Nacional de Astrofísica” de Cagliari — Valentina Vacca, havia desenvolvido um algoritmo para extrair estatisticamente sutis sinais de rotação de Faraday, acumulando dessa maneira várias medidas de ‘lugares (extremamente) vazios’.

Mas a técnica de Faraday realmente decolará quando o radiotelescópio de próxima geração, um gigantesco projeto internacional chamado…”Square Kilometer Array” (“SKA”) começar em 2027 a produção de uma fantástica grade de Faraday, comentou Enßlin. – Por enquanto, a única evidência de magnetismo nos ‘vazios’ é o que os observadores não veem, quando olham para objetos chamados… “blazares”… localizados por trás desses vazios.

Cosmic-Magnetism-graphic-2

Blazars são feixes brilhantes de raios gama e matéria…alimentados por buracos negros supermassivos…À medida que os raios gama viajam pelo espaço, às vezes colidem com outros fótons, transformando-se como resultado, em um elétron e um pósitronEssas partículas então colidem com outros fótons, transformando-os em raios gama de baixa energia. Mas quando a luz do blazar passar por um vazio magnetizado, tais raios gama parecerão ausentes – raciocinaram Andrii Neronov e Ievgen Vovk, do ‘Observatório de Genebra’, em 2010… Ou seja, o campo magnético desviará os elétrons e pósitrons para fora da nossa linha de visão. – Assim, ao serem criados, os raios gama de baixa energia não serão apontados para nós. E, de fato, quando Neronov e Vovk analisaram os dados      de um blazar adequadamente posicionado, perceberam apenas seus raios gama de alta energia, mas não os de baixa energia. – “É assim como um sinal…da ausência de sinal”.

Um ‘não sinal’dificilmente é prova definitiva – e explicações alternativas para os raios gama ausentes foram sugeridas. No entanto, observações complementares têm cada vez mais apontado para a hipótese de Neronov e Vovk…‘de que os vazios são magnetizados’.    “É a opinião da maioria” disse Durrer. De modo mais convincente, em 2015 uma equipe sobrepôs várias medições de blazares por trás de…”vazios”, conseguindo daí deduzir um leve halo de raios gama de baixa energia ao redor dos blazares. — Este efeito, representa exatamente aquele que seria esperado, se as partículas estivessem sendo espalhadas por fracos campos magnéticos, com apenas cerca de um milionésimo de um trilionésimo da força de um ímã de geladeira. E, mais surpreendentemente, esta mínima quantidade de “magnetismo primordial” pode ser justamente a necessária, para resolver um problema    na divergência de medidas da…”energia escura” assim chamado…”tensão de Hubble”.

O mistério da “tensão do Hubble”

O magnetismo primordial também pode ajudar a resolver um outro enigma cosmológico, conhecido como “tensão de Hubble“; provavelmente o tópico mais quente da cosmologia atual. Seu conteúdo, é uma expansão do Universo significativamente mais rápida do que    o esperado – com base em seus ingredientes conhecidos. Em um artigo publicado online, ainda sob revisão da Physical Review Letters‘, os cosmólogos Karsten Jedamzik ​​e Levon Pogosian argumentam que campos magnéticos fracos…no início do Universo, levariam a uma taxa de expansão cósmica mais rápida que a observada hoje. O interessante é que isso alivia a tensão do Hubble de forma tão simples…que o artigo logo chamou a atenção.

Marc Kamionkowski, cosmólogo teórico da Universidade Johns Hopkins, que propôs outras soluções para a tensão de Hubble, considerou este “um excelente artigo e ideia, contudo mais verificações são necessárias para garantir que o magnetismo inicial não atrapalhe outros cálculos cosmológicos… E, mesmo que a ideia funcione no papel…só evidências conclusivas certificarão ser este o ‘agente oculto’…que moldou o Universo”.

Pogosian havia reparado em um trabalho de Karsten Jedamzik, ​​da Universidade de Montpellier, onde campos magnéticos fracos foram adicionados à simulação de um Universo jovem…repleto de plasma, resultando daí que prótons e elétrons viajaram          nesse plasma ao longo das linhas do campo magnético…se acumulando nas regiões            de campo mais fraco. O efeito de aglutinação fez prótons e elétrons se combinarem          em hidrogênio (na mudança de fase primordial conhecida como ‘recombinação’)            mais cedo do que fariam de outra forma. Lendo o artigo de Jedamzik, ele percebeu          que isso poderia resolver a discordância na…tensão de Hubble – pois o cálculo cosmológico da velocidade na qual o espaço se expande hoje, observa a luz quando              emitida durante a recombinação. E essa luz mostra um universo jovem, repleto de          bolhas se formando das ondas sonoras, que se espalharam pelo plasma primordial.

Se a recombinação, devido ao efeito de aglutinação dos campos magnéticos, aconteceu antes…então as ondas sonoras não poderiam ter se propagado com tanta antecedência,        e as bolhas resultantes seriam menores e mais próximas do que é de se supor. – Assim,      a luz proveniente das bolhasteria percorrido uma distância menor para nos alcançar;      o que significa atravessar o espaço…com uma expansão mais rápida. O resultado disso tudo, é que bolhas menores significam uma taxa deduzida maior da expansão cósmica, aproximando bastante essa medição cosmológica…daquela por supernovas e quasares.

“Eu pensei, uau”, disse Pogosian, “isso pode estar nos direcionando para a presença real de campos magnéticos. Então, escrevi a Karsten imediatamente”…Os dois se encontraram em Montpellier. Seus cálculos indicaram que, de fato, a quantidade de magnetismo primordial necessária para lidar com a tensão do Hubble…também está de acordo com as observações de blazars, e ao tamanho estimado de campos primordiais…necessários para incrementar os gigantescos ‘campos magnéticos’ – que abrangem aglomerados de galáxias e filamentos. “Então…se isso estiver certo…tudo meio que vem junto!”…exclamou Pogosian. (texto base)

Sobre Cesarious

estudei Astronomia na UFRJ no período 1973/1979.
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5 respostas para A Hipótese fundamental do “Campo Gravitomagnético”

  1. JMFC disse:

    De facto toda a investigação científica sobre a hipotética variação da gravidade às grandes escalas cósmicas tem demonstrado que tal não acontece. E, felizmente, a teoria da relatividade geral de Einstein permanece incólume. Digo felizmente porque sempre é melhor ter algo nos vá dando (alguma) segurança científica do que não ter nada, andarmos com a casa às avessas!
    Como bem assinalou, aqui na nossa casa, a Via Láctea, as galáxias anãs que a orbitam são em menor número que o previsto no modelo padrão e as suas trajetórias diferentes do estimado.
    Ontem mesmo, Domingo, ouvi na TV portuguesa, um comentário sobre o tema por um académico credenciado em que ele sugeriu que talvez a melhor justificação ainda seja a mais primitiva, isto é, que tal possa ter origem na colisão, muito antiga, da nossa galáxia com uma outra de que resultou este rearranjo observado nas satélites. E a pequenez do número? E isso não passa de uma hipótese sem qualquer dado científico por trás para o sustentar. A dinâmica newtoniana modificada? Não estaremos a incorrer na mesma situação como aquela da variação da gravidade às grandes distâncias cósmicas? A polémica está instalada!

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    • Cesarious disse:

      A relatividade geral consegue se virar (c/ a constante cosmológica) no caso da energia escura; mas quanto à matéria escura, alguma coisa nova precisa ser feita…(quem sabe, o gravitomagnetismo!?)

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